Estudantes da rede municipal de Rio Branco visitam Disney’s Animal Kingdom no 1º dia de viagem a Orlando

Estudantes da rede municipal de ensino de Rio Branco passaram este sábado, 9 de maio de 2026, no Disney’s Animal Kingdom, em Orlando, na Flórida, no primeiro dia de atividades da viagem internacional organizada para a educação municipal. A programação começou com café da manhã e seguiu com a visita ao parque do complexo Walt Disney World, que reúne áreas temáticas como Pandora – The World of Avatar, África, Ásia e Discovery Island.

Ao longo do dia, os estudantes circularam por atrações que combinam tecnologia, cultura, ciência, aventura e contato com animais. Um dos pontos centrais do roteiro foi o Kilimanjaro Safaris, passeio em veículo aberto por uma savana africana cenográfica, com mais de 30 espécies em uma área de 110 acres, descrita como equivalente a 63 campos de futebol, com animais como girafas, rinocerontes, elefantes, leões, hipopótamos e zebras. O trajeto varia conforme os animais se movimentam pelos habitats da atração.

A visita incluiu ainda a área Pandora, onde fica a atração Avatar Flight of Passage, que simula um voo em 3D sobre as paisagens de Pandora a bordo de uma criatura chamada banshee. A guia turística Bruna Cavalcante afirmou que o dia reuniu algumas das principais atrações do parque, entre elas o simulador do Avatar, o safári, a nova atração de Zootopia e a montanha-russa Expedition Everest. “Hoje é um dia muito emocionante, porque a gente tem algumas das principais atrações da Disney”, disse.

Na área da Ásia, a Expedition Everest foi citada como uma montanha-russa que leva os visitantes a uma aventura inspirada no Himalaia, com alta velocidade, trechos no escuro e uma narrativa ligada ao lendário Yeti. Em Discovery Island, o grupo também acompanhou a experiência Zootopia: Better Zoogether!, espetáculo 4D no Tree of Life Theater, com os personagens Judy Hopps e Nick Wilde.

A Prefeitura informou que, além do passeio, a programação funcionou como vivência educativa, com contato com temas como preservação ambiental, biodiversidade, tecnologia, cultura e inovação. A agenda da viagem prevê ainda uma experiência na NASA, voltada a ciência, exploração espacial e tecnologia.

 

Prefeitura de Rio Branco abre campanha de agasalhos e cobertores neste 10 de maio

A Prefeitura de Rio Branco iniciou neste domingo (10) uma campanha de arrecadação de agasalhos e cobertores para atender pessoas em situação de rua na capital, em meio à queda de temperatura registrada nos últimos dias. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH) e busca ampliar o estoque de itens para distribuição durante o período de frio.

A prefeitura pediu que as doações sejam entregues em bom estado e definiu dois pontos de coleta: o Centro POP, no bairro Castelo Branco, e a sede da SASDH, no bairro Aviário. Além da entrega presencial, a secretaria disponibilizou um canal de contato para orientar doadores e organizar a arrecadação: (68) 9 9992-6003.

O secretário municipal Ivan Ferreira disse que a mobilização tem caráter emergencial e depende do engajamento da população para alcançar rapidamente quem está nas ruas. “Sabemos que a população de Rio Branco é solidária. Por isso, convidamos todos a participarem, ajudando a aquecer o coração de alguém que precisa”, afirmou.

Com a campanha, a prefeitura pretende reforçar a rede de atendimento social e reduzir os impactos do frio sobre pessoas que dormem ao relento ou enfrentam dificuldades para acessar itens básicos de proteção térmica.

Operações aéreas do Ciopaer mobilizam helicópteros e aviões e reforçam ações de segurança em todo o Acre

As aeronaves do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), foram acionadas simultaneamente neste sábado, 9 de maio de 2026, em missões que incluíram socorro aeromédico, transporte de equipes e apoio operacional a forças policiais em diferentes regiões do estado.

Durante o dia, um helicóptero foi deslocado para atendimento aeromédico, enquanto os dois aviões da unidade cumpriam demandas no interior: uma aeronave levou equipes da Ação de Cidadania entre Santa Rosa do Purus e Jordão, e a outra deu suporte a atividades em Cruzeiro do Sul. Em paralelo, outro helicóptero foi usado no transporte de efetivo da Polícia Civil para apoiar a Operação Caminhos Seguros.

A Sejusp relaciona a intensificação do emprego da estrutura aérea aos desafios geográficos do Acre e à necessidade de reduzir o tempo de resposta em áreas de difícil acesso. O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, afirmou que a atuação do Ciopaer tem impacto direto nas operações e no atendimento à população. “O Ciopaer tem sido essencial para que as forças de segurança consigam atuar com agilidade e eficiência em todas as regiões do estado. As aeronaves permitem salvar vidas em atendimentos aeromédicos, transportar equipes para operações policiais e apoiar ações sociais e humanitárias”, disse.

O coordenador do Ciopaer, Sérgio Albuquerque, disse que o emprego simultâneo das aeronaves mostra a capacidade operacional da unidade para atender diferentes frentes ao mesmo tempo. “Hoje tivemos todas as aeronaves empregadas em missões distintas e estratégicas, mostrando a capacidade operacional do Ciopaer em atender demandas diversas ao mesmo tempo”, afirmou.

Além do suporte a operações policiais, o Ciopaer também atua em missões humanitárias, transporte de pacientes, resgates e ações relacionadas a crimes ambientais, com participação em iniciativas integradas do governo estadual.

Educação, saúde e impacto social devem ampliar pressão por monetização de startups em 2026

O avanço do número de startups no Brasil deve manter o ecossistema aquecido em 2026, mas a cobrança por receita e sustentabilidade financeira tende a pesar mais sobre educação, saúde e negócios de impacto, setores em que a validação técnica, regulatória e institucional costuma alongar o caminho até o caixa. Em 2025, o país tinha 22.869 startups mapeadas, e o cenário de capital mais seletivo passa a acelerar a exigência por conversão de inovação em faturamento.

Na educação, que responde por 8,5% das startups mapeadas, a dificuldade se concentra no descompasso entre escalar tecnologia e escalar adoção. Edtechs que atuam no modelo B2B, maioria no ecossistema (50,5%), lidam com ciclos longos de venda para escolas, universidades e redes públicas; no B2C, a pressão recai sobre ticket médio menor e competição elevada. “O desafio da educação não está apenas na inovação do produto, mas na validação pedagógica e na capacidade de inserção em estruturas formais. Escalar tecnologia é diferente de escalar adoção institucional”, disse Paulo Renato Cabral, gerente de Inovação do Sebrae. Parte relevante dessas empresas ainda está em Ideação (25,1%) e Validação (37,7%), o que reforça a urgência de transformar pilotos em contratos recorrentes.

Em saúde e bem-estar, que reúne 11,8% das startups, o gargalo passa por exigências regulatórias, certificações, validações clínicas e integração com sistemas hospitalares e operadoras. Mesmo quando o produto é software — categoria que aparece como principal em 39,3% do ecossistema — a implementação encontra barreiras operacionais. “Na saúde, a inovação precisa provar eficiência técnica antes de provar viabilidade comercial. Isso naturalmente estende o ciclo até a geração de receita”, afirmou Cabral.

Nos negócios de impacto socioambiental, 6,1% do total, a monetização enfrenta camadas adicionais: muitos modelos são híbridos, dependem de parcerias públicas ou corporativas e operam em cadeias produtivas mais complexas. Com o mercado exigindo resultados financeiros com mais rapidez, a pressão para converter métricas de impacto em receita recorrente deve aumentar. “O mercado amadureceu e passou a exigir sustentabilidade financeira inclusive de negócios de impacto. O propósito continua central, mas precisa estar associado a modelo de negócio viável”, disse Cabral.

A mesma lógica aparece, com outra natureza de risco, em Indústria e Transformação, que representam 3,4% do mapeamento. A necessidade de integração física, hardware e adaptação a processos industriais eleva investimento e estende prazos. No ecossistema, apenas 2,1% das startups têm hardware como principal produto, o que torna o grupo menor, mas mais exposto a custos de capital e ciclos comerciais longos. “Quando há necessidade de integração industrial ou desenvolvimento físico, o tempo entre inovação e receita tende a ser maior. Isso exige planejamento financeiro mais robusto”, avaliou Cabral.

Para 2026, a tendência é de uma cobrança desigual entre setores: negócios com monetização mais direta devem atravessar menos fricção para transformar produto em caixa, enquanto áreas com maior tempo de validação devem enfrentar um teste mais duro de modelo de negócio. “O próximo ciclo do ecossistema brasileiro passa pela consolidação. A inovação continua sendo essencial, mas o diferencial competitivo estará na capacidade de estruturar um modelo de negócio sustentável”, concluiu Cabral.

 

Estudo do WRI Brasil aponta 11 causas estruturais por trás das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul

Um estudo divulgado em 7 de maio de 2026 detalhou a cadeia de fatores que levou à maior tragédia climática já enfrentada pelo Rio Grande do Sul, em 2024, quando enchentes e enxurradas atingiram 478 municípios, impactaram mais de 2,4 milhões de pessoas e deixaram 185 mortos, além de 23 desaparecidos que seguem sem localização.

Produzido pelo World Resources Institute Brasil (WRI Brasil) com participação de pesquisadores de universidades gaúchas, o relatório “Entendendo a Construção do Risco: causas raiz do desastre climático de 2024 no Rio Grande do Sul” mapeou eventos gatilho e descreveu, em sequência, condições inseguras, causas raiz e pressões dinâmicas que, ao longo do tempo, ampliaram a vulnerabilidade das áreas afetadas. “Buscamos entender as fragilidades que culminaram nesse desastre e propor uma discussão sobre as decisões e políticas que vão prevenir desastres futuros e promover um desenvolvimento resiliente”, disse Henrique Evers, um dos autores do trabalho.

A coordenadora de Adaptação Urbana do WRI Brasil, Lara Caccia, afirmou que as chuvas extremas funcionaram como gatilho, mas os impactos foram ampliados por um processo histórico de construção de risco ligado a fatores sociais, econômicos e de governança. “Esses fatores amplificaram os impactos das chuvas intensas”, declarou. O estudo organizou 11 causas raiz em quatro grupos e relacionou essas causas a 20 pressões dinâmicas que, combinadas, elevaram a exposição e reduziram a capacidade de resposta.

Entre os pontos listados, o relatório cita um modelo de ocupação territorial pouco resiliente, variabilidade do clima e condições geomorfológicas e hidrológicas favoráveis ao desastre. No campo socioeconômico, aparecem negacionismo climático, desigualdade socioeconômica e concentração de riqueza, além de falta de cultura de prevenção. Em governança, o documento aponta um modelo de desenvolvimento que prioriza a economia sobre pautas ambientais e sociais, arcabouço legal negligenciado para gestão de riscos, falta de priorização política da agenda socioambiental, insuficiência de coordenação entre níveis de governo e uma dualidade entre público e privado. O texto associa, por exemplo, a ocupação territorial pouco resiliente a pressões como expansão urbana descontrolada, especulação imobiliária e desigualdades socioespaciais.

Como resposta, os pesquisadores defendem que a redução do risco exige medidas que vão além de obras de infraestrutura, com fortalecimento de governança, integração do planejamento e consolidação de uma cultura de prevenção, além de prioridade a grupos vulnerabilizados. O relatório também sustenta que a recorrência desses fatores em diferentes municípios reforça a necessidade de articulação multirregional, com coordenação associada a recortes como o de bacias hidrográficas. “Se o risco foi construído historicamente, a resiliência também pode ser construída por meio de novas escolhas de desenvolvimento”, afirmou Lara Caccia.

Mailza põe fronteira no centro do discurso no Alto Acre e usa pacote de obras para ancorar agenda de segurança

A governadora do Acre, Mailza Assis, levou a entrevista à Rádio Aldeia FM 90 no sábado (9) para transformar a fronteira em eixo político do governo no Alto Acre, ao vincular investimentos em Brasileia e Epitaciolândia a medidas de monitoramento contra a criminalidade, regularização fundiária e entregas na saúde. Ao detalhar os repasses, ela misturou recursos articulados ainda no período em que era senadora com ações recentes do Executivo estadual, numa narrativa de continuidade que mira a região mais sensível do estado na relação com a Bolívia.

Mailza afirmou que Brasileia recebeu mais de R$ 11 milhões direcionados ao fortalecimento de serviços em área fronteiriça e citou o monitoramento como prioridade do governo para conter a atuação de grupos criminosos. “Investimentos no monitoramento na fronteira contra a criminalidade. A segurança é uma das prioridades para o nosso estado”, disse, ao situar a pauta como resposta a um problema recorrente nos municípios que concentram circulação transfronteiriça e pressão sobre as forças de segurança.

No mesmo roteiro, a governadora citou Epitaciolândia como destino de mais de R$ 8,8 milhões em emendas e destacou a ponte José Augusto, ligação com Brasileia, além de investimentos que alcançam comunidades próximas à Reserva Extrativista Chico Mendes. A agenda também incluiu o complexo poliesportivo do município, com a lembrança de um repasse específico. “São muitos investimentos que fiz para o nosso estado, enquanto senadora, e sempre com foco no bem-estar da população, como o complexo poliesportivo onde destinei R$ 4 milhões em Epitaciolândia”, afirmou.

A entrevista avançou para a pauta de proteção social ao tratar da Casa de Apoio da Mulher Brasileira, voltada ao atendimento de mulheres vítimas de violência. Mailza disse que o projeto foi a primeira emenda do mandato no Senado e mencionou a destinação de R$ 5 milhões para três unidades, incluindo uma para a região do Alto Acre, outra para Rio Branco e uma para Cruzeiro do Sul. “O apoio às mulheres com a Casa de Apoio da Mulher Brasileira, destinadas a mulheres vítimas de violência, foi a minha primeira emenda, a primeira oportunidade onde destinei R$ 5 milhões em três casas”, declarou.

Na saúde, a governadora associou o fortalecimento de serviços no Alto Acre à entrega de um equipamento de ressonância magnética para o Hospital do Alto Acre, com atendimento previsto para moradores da região e também para pacientes da Bolívia. O aparelho é de 1,5 Tesla e foi adquirido com recursos do Estado ao custo de R$ 7 milhões, com a promessa de ampliar exames de alta complexidade pelo SUS e reduzir deslocamentos.

A regularização fundiária entrou como outro pilar do discurso político. Mailza citou a entrega de quase 200 títulos definitivos em Epitaciolândia no sábado (9) e afirmou que o estado já ultrapassa 18 mil títulos entregues, tratando a política de titulação como instrumento de consolidação de direitos e de organização urbana e rural. Na educação, ela mencionou convênio de R$ 1,5 milhão para revitalização, reforma e ampliação de escolas rurais mistas em Brasileia e disse que foram entregues mais de 5,6 mil kits escolares para estudantes das redes estadual e municipal.

Ao final, Mailza citou a destinação de 14 metros cúbicos de madeira apreendida pelo Imac à Prefeitura de Brasileia, com previsão de uso na confecção de lixeiras e bancas para o mercado municipal, em ação ligada ao apoio à agricultura familiar. A governadora encerrou agradecendo a recepção e reforçando o compromisso de manter o governo presente no interior, com a fronteira como vitrine de prioridade administrativa e política.

 

Santa Rosa do Purus recebe força-tarefa para emissão de documentos e serviços de cidadania

Santa Rosa do Purus recebeu, entre 4 e 8 de maio de 2026, uma força-tarefa que levou emissão gratuita de carteira de identidade, CPF e certidões de nascimento à população, além de orientações sociais e atividades voltadas a crianças e jovens. A ação integrou o projeto “RG Cidadão”, coordenado pelo governo do Acre, com participação do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).

A mobilização concentrou atendimentos no município, um dos mais isolados do estado, e também alcançou públicos com mais dificuldade de acesso a serviços, como moradores de áreas rurais, comunidades indígenas e ribeirinhas. No trabalho do Judiciário, a Corregedoria-Geral da Justiça atuou na emissão de certidões, documento básico para regularizar registros e abrir caminho para outros atendimentos e benefícios.

O corregedor-geral da Justiça, desembargador Nonato Maia, afirmou que levar atendimento a regiões distantes ajuda a aproximar direitos essenciais da população. “Levar cidadania às populações mais isoladas é garantir dignidade, inclusão e acesso aos direitos fundamentais”, disse. O secretário de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, declarou que a iniciativa buscou atender demandas sociais em áreas remotas: “Este é o papel do Estado e nos sentimos gratos por atender a uma demanda social tão importante como esta”.

Após a etapa em Santa Rosa do Purus, as equipes seguiram para Jordão, com previsão de continuidade do projeto em Marechal Thaumaturgo.