A primeira-dama de Rio Branco, Roberta Lins, revelou detalhes da luta que enfrentou contra o câncer de mama há 11 anos. Em entrevista concedida a Gazeta do Acre na quarta-feira (28), durante a campanha Outubro Rosa, ela falou sobre os desafios do tratamento, a distância dos filhos e a importância do apoio familiar para superar a doença.
Roberta tinha 36 anos e era mãe de duas crianças pequenas quando descobriu um nódulo na mama, em 2015. Na época, trabalhava na Vigilância Sanitária e seu filho mais novo tinha apenas oito meses. A alteração foi percebida enquanto segurava o bebê no colo. Ela procurou atendimento médico, mas os primeiros exames não foram conclusivos. A confirmação do câncer veio cerca de seis meses depois.
O diagnóstico foi de câncer de mama triplo negativo, um dos tipos mais agressivos da doença. “O diagnóstico precoce salvou a minha vida”, afirmou a primeira-dama, ao recordar que a demora na identificação do tumor poderia ter comprometido suas chances de sobrevivência.
Durante aproximadamente nove meses, Roberta passou por quatro cirurgias, 16 sessões de quimioterapia e 25 de radioterapia. Apesar dos procedimentos e dos efeitos físicos do tratamento, ela contou que a maior dificuldade foi permanecer afastada dos filhos, que ainda eram muito pequenos.
O apoio do marido, o prefeito Alysson Bestene, e de outros familiares foi fundamental nesse período. Enquanto a mãe e as tias a acompanhavam nos procedimentos médicos, o marido, a irmã, a sogra e outros parentes ajudavam nos cuidados com as crianças. Amigos também se mobilizaram para oferecer apoio.
Mais de uma década depois, Roberta decidiu tornar pública uma experiência que, durante anos, compartilhou apenas com pessoas próximas. A iniciativa busca incentivar mulheres a não adiarem consultas e exames e a procurarem atendimento médico diante de qualquer alteração nas mamas.
À frente das ações do Outubro Rosa no município, a primeira-dama também chamou atenção para a necessidade de as mulheres reservarem tempo para cuidar da própria saúde, mesmo diante das responsabilidades profissionais e familiares.
O relato reforça a importância do acesso ao diagnóstico e ao tratamento oportuno do câncer de mama, fatores que podem aumentar as chances de sucesso terapêutico e reduzir a mortalidade pela doença.