Rio Branco amplia frentes de pavimentação, drenagem e recuperação de córregos

Obras de pavimentação, drenagem e manutenção de córregos estão em andamento em diferentes regiões de Rio Branco. Nesta segunda-feira (28), o prefeito Alysson Bestene percorreu bairros do Segundo Distrito e da parte alta da capital para acompanhar os serviços executados pelas equipes municipais.

No Loteamento Menino Jesus, no Segundo Distrito, uma das intervenções foi realizada em uma área que enfrentava problemas de alagamento. Foram instalados 144 tubos de um metro para ampliar o escoamento da água. O trabalho também alcança o circuito de ônibus da Rua Felicidade, onde a previsão é concluir os serviços nos próximos dias.

A presidente da Associação de Moradores do Loteamento Menino Jesus, Amanda Mesquita, afirmou que a drenagem era uma reivindicação antiga da comunidade. “É um sonho para nossa comunidade. Os problemas que a gente tinha antes não vão ter mais. A gente espera que eles venham atender os restantes”, disse.

Ainda no Segundo Distrito, a Rua do Passeio, no bairro Taquari, recebe limpeza e manutenção de um córrego com mais de três quilômetros de extensão. No Areal, outras equipes trabalham na pavimentação de ruas.

As intervenções também chegaram à parte alta da cidade. Na Rua Murupi, no bairro Vitória, máquinas trabalham na terraplanagem, etapa que antecede a aplicação do asfalto. Segundo o diretor-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de Rio Branco, Abdel Derze, cerca de 22 ruas estão recebendo serviços nos bairros Vitória, Chico Mendes e Eldorado.

A prioridade inclui vias que dão acesso a escolas, unidades de saúde e corredores de transporte coletivo, além de ruas onde as condições dificultavam a entrada de ambulâncias, veículos de segurança e o deslocamento de pessoas com deficiência.

“A prioridade que a gente tem buscado atender são aquelas ruas que têm algum equipamento público, escola, posto de saúde, corredor de ônibus”, afirmou Alysson Bestene. O prefeito acrescentou que o trabalho continuará em outras regiões da capital.

As frentes fazem parte dos serviços de recuperação da infraestrutura urbana realizados simultaneamente em diferentes bairros de Rio Branco, envolvendo drenagem, preparação de vias para asfaltamento e manutenção de canais e córregos.

Jorge Viana celebra 122 anos de Cruzeiro do Sul e relembra obras realizadas durante governo

O ex-governador Jorge Viana publicou nesta segunda-feira (28), aniversário de 122 anos de Cruzeiro do Sul, uma mensagem em homenagem ao município. No vídeo, ele falou da relação com a cidade, relembrou obras realizadas durante sua passagem pelo Governo do Acre e encerrou a gravação fazendo referência à atual campanha eleitoral.

Viana afirmou ter “muito carinho” por Cruzeiro do Sul e disse que guarda orgulho das ações executadas no município quando esteve à frente do governo estadual. Na gravação, ele citou investimentos em saúde, educação, habitação, infraestrutura e apoio à produção.

Entre as ações mencionadas estão a Avenida Mâncio Lima, conjuntos habitacionais, o porto, o hospital, a implantação do campus da Universidade da Floresta, além de ponte, ramais e iniciativas destinadas aos produtores rurais.

“Foi tudo isso que a gente fez para trás. Por isso que eu digo com orgulho: eu tenho muito o que comemorar com os meus irmãos cruzeirenses nesses 122 anos”, declarou.

Na homenagem, Viana chamou Cruzeiro do Sul de “a Amazônia do meu coração” e afirmou que a história do município foi construída por um povo “apaixonado por sua terra”. Ele encerrou a mensagem com um “Viva Cruzeiro do Sul!”.

No trecho final do vídeo, o ex-governador também vinculou a comemoração à agenda eleitoral e convidou apoiadores para uma atividade prevista para domingo em Cruzeiro do Sul. “Vamos celebrar juntos e domingo fazer uma festa da nossa vitória e da vitória do povo cruzeirense na nossa campanha no céu de Cruzeiro do Sul”, afirmou. A fala ocorre durante a campanha de Viana ao Senado pelo Acre em 2026.

Melissa cobra Mailza após programa eleitoral e pede para ser ouvida sobre denúncia contra Madson Cameli

Melissa Sampaio, ex-esposa de Madson de Castro Cameli, reagiu nesta segunda-feira (28) ao programa eleitoral de Mailza Assis que apresentou o relato do agente de aeroporto Francisley Souza sobre uma antiga discussão com Alan Rick. Nas redes sociais, Melissa afirmou que não pretende diminuir o sofrimento narrado pelo funcionário, mas questionou por que sua própria história de violência doméstica, que chegou ao Ministério Público do Acre, não teria recebido a mesma atenção.

Ao compartilhar a repercussão do programa eleitoral, Melissa disse que se sentiu atingida pelo contraste entre o espaço dado ao relato de Francisley e a forma como afirma ter sido tratada nos últimos anos.

“Sinto vergonha. Quem se sente exposta e humilhada sou eu. Sem diminuir a dor dele: se um ato isolado, em uma discussão verbal entre dois homens, foi capaz de causar tanta humilhação, constrangimento e consequências até hoje, imaginem o que eu vivi durante sete anos sofrendo violência doméstica”, escreveu.

Ela acrescentou que continua tentando fazer com que sua história seja ouvida.

“E, ainda assim, continuo lutando para que a minha dor seja ouvida e respeitada.”

Em outra publicação, Melissa questionou diretamente a atenção dada ao agente que participou da propaganda de Mailza.

“Se o próprio governo assume que foi atrás de uma pessoa envolvida em um episódio ocorrido há tantos anos para ouvir suas dores e suas consequências, por que nunca foi capaz de me procurar e perguntar sobre as minhas?”, escreveu.

Melissa afirmou que denunciou a violência, apresentou provas e continua enfrentando consequências emocionais, sociais e profissionais do que relata ter vivido. Ela também relacionou a cobrança ao espaço ocupado atualmente por Madson dentro da estrutura do governo.

“Em todos esses anos, ninguém do atual governo me procurou para me ouvir e oferecer qualquer acolhimento. Muito pelo contrário: o homem que denunciei como meu agressor, marido da atual governadora, foi nomeado chefe de gabinete dela”, publicou.

Madson de Castro Cameli ocupa o cargo de chefe do Gabinete Pessoal da governadora Mailza Assis.

O caso relatado por Melissa chegou formalmente ao Ministério Público do Acre. Em 2024, o MPAC denunciou Madson por lesão corporal grave e violência psicológica contra a ex-esposa, em contexto de violência doméstica. A instituição informou à época que a denúncia foi baseada em elementos reunidos durante a investigação, incluindo laudos e depoimentos.

Madson contestou as acusações quando o caso veio a público. Sua defesa sustentou que os fatos seriam esclarecidos no processo e defendeu a presunção de inocência até uma decisão judicial definitiva.

Nas manifestações desta segunda-feira, Melissa fez questão de dizer que sua cobrança não tinha como objetivo desqualificar o relato apresentado pelo agente de aeroporto.

“Não diminuo a dor desse rapaz nem banalizo o que ele afirma ter sofrido. O que me revolta é ver tanta sensibilidade diante de um episódio isolado de uma discussão entre dois homens e tanto silêncio diante de sete anos de violência doméstica entre um agressor e uma mulher”, escreveu.

Ela completou: “Eu também sou vítima. Eu também carrego consequências até hoje. E eu também mereço ser ouvida.”

Melissa encerrou as publicações fazendo uma cobrança diretamente à governadora. Ao compartilhar uma reportagem do Integração Net sobre seu relato, marcou o perfil de Mailza e escreveu: “me procure”.

“Você, que luta pela causa das mulheres e pelo combate à violência doméstica e ao feminicídio, ouça também a minha história. Também quero lhe falar da minha dor, das marcas que carrego e das consequências que enfrento até hoje”, afirmou.

Na sequência, concluiu: “Não precisa procurar longe. Você sempre soube onde me encontrar.”

A manifestação de Melissa ocorreu no mesmo dia em que a campanha de Mailza utilizou no horário eleitoral o depoimento de Francisley Souza sobre as consequências que ele atribui à discussão ocorrida anos atrás com Alan Rick. A partir da peça eleitoral, Melissa voltou a cobrar espaço para que seu próprio relato seja ouvido pela governadora.

Virgílio Viana denuncia R$ 126 milhões em emendas suspeitas de Márcio Bittar e cobra mais transparência no uso do dinheiro público

Para o candidato a deputado federal pelo Acre, a sociedade deve ter mais participação e acesso às informações sobre a execução dos recursos públicos

O candidato a deputado federal pelo Acre, Virgílio Viana, defende, em suas redes sociais, o uso transparente e responsável do dinheiro público. Em uma postagem divulgada neste domingo, 27/09, o candidato pelo PV afirmou que o Acre do futuro precisa de uma política diferente e com respeito aos recursos.

Viana citou, entre os exemplos, o caso da Santa Casa de Rio Branco, que enfrenta débitos fiscais, trabalhistas e judiciais e está impedida de receber verbas em razão de irregularidades em repasses relacionados a emendas indicadas pelo senador Márcio Bittar. O montante suspeito chega a cerca de 126 milhões de reais.

Para Virgílio, não basta discutir a corrupção apenas depois que os recursos já foram desviados. Segundo ele, é necessário criar mecanismos que permitam à sociedade acompanhar desde a definição das prioridades até a execução dos recursos. A corrupção não rouba só nosso dinheiro, rouba nosso futuro, afirmou o candidato.

Como mecanismo de combate à corrupção, Viana defende a chamada Emenda Participativa, plataforma digital pela qual a população poderá participar da escolha do destino de parte das emendas parlamentares, ajudando a definir prioridades.

A iniciativa complementa instrumentos já previstos nas regras estaduais. No caso das transferências especiais, os beneficiários devem apresentar planos de trabalho, e o governo mantém sistema com informações sobre repasses, execução financeira e prestação de contas.

Márcio Bittar fala sobre reeleição, futuro do Acre e relação com Bolsonaro

Candidato à reeleição ao Senado pelo Acre, Márcio Bittar (PL) afirmou, em entrevista ao IntegraçãoNet, que chega à disputa de 2026 vivendo a campanha mais madura de sua trajetória política. O senador falou sobre os oito anos de mandato, a relação com Jair Bolsonaro, os projetos que defende para o estado, a possibilidade de atuar diante de diferentes governos em Brasília e também sobre mudanças na vida pessoal. Bittar exerce mandato no Senado desde 2019 e está entre os candidatos registrados para a disputa deste ano.

Ao fazer um balanço de sua passagem pelo Senado, Bittar definiu o período como de “realização” e afirmou que a cadeira dá ao Acre capacidade de participação nas principais decisões nacionais. Ele lembrou que cada estado possui três senadores, independentemente do tamanho da população, e citou como exemplo o período em que assumiu a relatoria-geral do Orçamento da União.

“São três para o Acre e três para São Paulo. Eu, como acreano, pude ser relator do Orçamento do Brasil. Você junta 513 deputados federais e 81 senadores e apenas um parlamentar relata o Orçamento da União”, afirmou. Bittar foi relator-geral da proposta orçamentária de 2021, função confirmada pelos registros do Congresso Nacional.

O senador disse que sua atuação política tem como uma das prioridades o desenvolvimento econômico do Acre e da Amazônia. Segundo ele, essa discussão acompanha sua trajetória há décadas. “Há 36 anos eu luto pela mesma coisa: ajudar a desenvolver o Acre e a Amazônia”, declarou.

Bittar também falou sobre a proximidade política que manteve com Jair Bolsonaro durante os quatro anos em que o ex-presidente esteve no Palácio do Planalto. Para o senador, a relação permitiu uma interlocução direta com o governo federal.

“Eu tive o privilégio de gozar da confiança e da amizade de um presidente da República. A relação que o presidente Bolsonaro criou comigo é algo raro para um acreano que vai daqui para lá”, disse.

Ao projetar um novo mandato, Bittar afirmou que pretende concentrar parte da atuação em propostas para infraestrutura e integração econômica da Amazônia. Entre os projetos citados estão a recuperação da BR-364, novas ligações rodoviárias no Vale do Juruá, a ponte sobre o Rio Juruá em Rodrigues Alves e a continuidade de uma ligação terrestre em direção ao Peru.

“Estradas são importantíssimas não só para a economia, mas para a saúde e para a educação”, afirmou. Na avaliação do senador, ampliar as conexões terrestres pode aproximar o Acre de mercados internacionais pela costa do Pacífico.

Questionado sobre como atuaria caso seja reeleito e o grupo político de Flávio Bolsonaro chegue à Presidência, Bittar disse acreditar que teria participação direta na discussão de políticas para a Amazônia. Segundo ele, já apresentou ao grupo propostas voltadas à economia da região.

“Eu me tornei, para o meu time, para o Flávio Bolsonaro, para a família Bolsonaro e para vários atores que provavelmente estarão no governo dele, um porta-voz privilegiado da Amazônia”, declarou. A referência a uma eventual futura administração foi apresentada por Bittar como cenário político, e não como resultado definido da eleição presidencial.

O senador também foi perguntado sobre como seria sua atuação caso o campo político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneça no comando do governo federal. Bittar, que faz oposição ao atual governo, afirmou que continuaria buscando recursos e articulação para o Acre.

“Eu governei quatro anos com Bolsonaro e sou oposição há quatro anos, mas não deixei de conseguir trazer para casa emendas de minha autoria. O senador tem muito poder. Se você tiver capacidade de se articular dentro do Senado, criar relações, acaba conseguindo, mesmo no governo diferente, ajudar o seu estado”, disse.

Durante a entrevista, Bittar também comentou a disputa pelas duas vagas do Acre no Senado e a possibilidade de eleitores combinarem votos em candidatos de campos políticos diferentes. Ele citou como exemplo eleitores que poderiam escolher seu nome e o do ex-governador Jorge Viana (PT), apesar das diferenças políticas entre os dois.

“Pode ter essa lógica pragmática de um setor que não é ligado nem à esquerda nem à direita e que imagina o seguinte: se for a esquerda, eu quero um interlocutor; se for a direita, eu quero o interlocutor. São dois votos”, afirmou.

Na parte pessoal da conversa, o senador relacionou o momento político à experiência de voltar a ser pai aos 63 anos. Bittar contou que os quatro filhos mais velhos já são adultos e que o nascimento do filho com Taís mudou sua rotina e a forma como enxerga esta etapa da vida.

A mesma comparação foi usada por ele para definir a campanha eleitoral de 2026. “É a campanha mais madura da minha vida. É muito diferente o Márcio de hoje do Márcio candidato a deputado estadual em 1994. É maturidade, equilíbrio, coisas que vêm com o tempo”, afirmou.

Para Bittar, as experiências acumuladas ao longo da trajetória tiveram peso nessa mudança. “As derrotas ensinam mais do que as vitórias. É a campanha mais tranquila da minha vida, reflexiva. Eu sei o que quero”, completou.

Ao final, o senador afirmou que, caso seja reeleito, pretende dedicar a vitória ao irmão Mauro Bittar, que morreu no ano passado. Ele definiu o irmão como seu principal aliado ao longo da vida.

“Meu pai foi meu herói. O Mauro Bittar, meu irmão, foi o maior aliado que eu tive na vida. Se Deus me der e o povo acreditar nessa vitória, eu vou dedicar ao meu irmão, em homenagem a ele”, declarou.

Mailza terá cinco dias para explicar ao TRE divergência sobre formação acadêmica

A governadora e candidata à reeleição Mailza Assis terá cinco dias para responder ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) sobre questionamentos envolvendo sua formação acadêmica. O caso está relacionado a um certificado de Licenciatura em Pedagogia apresentado à Justiça Eleitoral e à diferença entre esse documento e informações declaradas pela própria candidata em eleições anteriores.

O prazo foi determinado pelo corregedor regional eleitoral, desembargador Samoel Martins Evangelista, dentro de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral apresentada pela Coligação Trabalho da Esperança e pelo candidato ao governo Alan Rick. Jéssica Sales, candidata a vice na chapa de Mailza, também foi chamada para apresentar defesa.

No centro da discussão está um certificado segundo o qual Mailza concluiu o curso de Pedagogia no Instituto de Ciências Sociais e Humanas, em Valparaíso de Goiás. O documento registra colação de grau em março de 2020.

Os autores da ação apontam uma divergência: dois anos depois, nas eleições de 2022, Mailza informou à Justiça Eleitoral possuir ensino médio completo como grau de instrução. Agora, a ação busca esclarecer por que uma graduação que teria sido concluída em 2020 não apareceu na declaração eleitoral apresentada em 2022.

O processo também questiona as circunstâncias em que o curso teria sido realizado. A petição confronta o período da formação com as atividades políticas e parlamentares exercidas por Mailza e pede que a Justiça Eleitoral obtenha informações capazes de confirmar os registros acadêmicos.

A documentação entregue no atual registro de candidatura também entrou na discussão. Os autores afirmam que inicialmente foi apresentada apenas a frente do certificado e pediram acesso ao documento completo, além do histórico escolar e de outras informações relacionadas ao curso.

Na decisão, o corregedor abriu espaço para que Mailza apresente, junto com sua defesa, a cópia integral do certificado, incluindo frente e verso, e o histórico acadêmico. Somente depois dessa etapa deverá ser analisada a necessidade de novas diligências.

A ação eleitoral também alcança Jéssica Sales por ela integrar a chapa majoritária. Entre os pedidos apresentados estão consequências sobre o registro ou eventual diploma das candidatas caso alguma irregularidade prevista na legislação eleitoral seja comprovada durante o processo.

Por enquanto, o TRE-AC não declarou que o certificado apresentado por Mailza seja falso ou irregular. A decisão apenas abre prazo para a defesa e para a apresentação de documentos. A existência ou não de irregularidade dependerá da análise das provas e do julgamento do mérito da ação.

Tião Bocalom e João Marcos Luz recebem medalha das mãos de Jair Bolsonaro

Um registro que reúne três nomes identificados com a direita no Acre ganhou destaque: o prefeito Tião Bocalom e João Marcos Luz receberam das mãos do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro a chamada Medalha dos 3 Is, símbolo associado ao bolsonarismo.

A medalha, criada por Bolsonaro e conhecida pelas expressões “imorrível, imbrochável e incomível”, já foi entregue pelo ex-presidente a diferentes personalidades e aliados ao longo dos últimos anos.

No Acre, o gesto envolvendo Bocalom e João Marcos Luz representa um momento de aproximação com uma liderança nacional que marcou profundamente o campo político conservador brasileiro.

Bocalom construiu sua trajetória política no Acre ocupando diferentes espaços da vida pública, enquanto João Marcos Luz vem ampliando sua atuação política e sua defesa de pautas ligadas à direita e ao conservadorismo.

Mais do que uma medalha, o registro representa um capítulo da relação política entre lideranças acreanas e Jair Bolsonaro, reforçando a presença do campo conservador na política do estado.

Tião Bocalom e João Marcos Luz: duas trajetórias acreanas, um registro ao lado de Jair Bolsonaro e um momento que passa a fazer parte da história política recente do Acre.

Negado! Entenda por que o STJ barrou recurso de Gladson antes de chegar ao Supremo

A decisão do vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Mauro Campbell Marques, que negou seguimento ao recurso extraordinário apresentado pela defesa de Gladson Cameli, não representa um novo julgamento da condenação. O que o ministro decidiu foi que os argumentos levados pela defesa não ultrapassaram o filtro necessário para que o recurso fosse encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Para barrar o recurso, Mauro Campbell aplicou dois entendimentos já definidos pelo próprio Supremo: os Temas 339 e 660 da repercussão geral. Os dois tratam justamente dos limites para transformar discussões ocorridas durante um processo em questões constitucionais que possam ser analisadas pelo STF.

O primeiro deles, o Tema 339, trata da obrigação de fundamentação das decisões judiciais.

A Constituição determina que toda decisão judicial seja fundamentada. O STF, porém, estabeleceu que isso não obriga juízes e tribunais a responderem individualmente e de forma detalhada a todos os argumentos ou provas apresentados pelas partes. Para o Supremo, é suficiente que a decisão apresente as razões que levaram ao resultado, ainda que de forma sucinta.

Essa diferença é importante para entender a negativa ao recurso de Gladson.

Uma defesa pode argumentar, por exemplo, que determinada tese não recebeu a atenção esperada durante o julgamento. Isso, por si só, não significa que houve violação à Constituição. Se o tribunal apresentou fundamentos capazes de explicar por que chegou àquela decisão, o entendimento consolidado pelo STF é de que o dever constitucional de fundamentação foi cumprido.

É aí que o Tema 339 funciona como uma barreira à chegada de determinados recursos ao Supremo. Não basta alegar que um argumento deixou de receber resposta detalhada. É necessário demonstrar uma efetiva falta de fundamentação.

O outro fundamento utilizado por Mauro Campbell foi o Tema 660, que alcança discussões envolvendo contraditório, ampla defesa e devido processo legal.

Esses direitos estão previstos na Constituição, mas o STF estabeleceu uma distinção importante: uma suposta violação só pode abrir caminho para o recurso extraordinário quando o problema constitucional for direto.

Se, antes de chegar à Constituição, for necessário discutir como uma lei comum ou uma regra processual foi interpretada e aplicada, o Supremo considera que a eventual ofensa constitucional é indireta ou reflexa. Nesses casos, o STF decidiu que não existe repercussão geral.

Em termos mais simples, não basta escrever em um recurso que houve violação à ampla defesa, ao contraditório ou ao devido processo legal.

Se para verificar essa alegação for necessário voltar primeiro às regras do processo, interpretar legislação infraconstitucional ou discutir como essas normas foram aplicadas pelo tribunal, a questão não chega diretamente à Constituição. É justamente esse tipo de situação que o Tema 660 impede de ser levado ao STF pela via do recurso extraordinário.

O próprio Supremo já aplicou conjuntamente os Temas 339 e 660 em outros processos. A Corte tem considerado inadmissível o recurso extraordinário quando existe fundamentação suficiente na decisão questionada e quando a suposta violação ao contraditório, à ampla defesa ou ao devido processo legal depender antes da interpretação de normas inferiores à Constituição.

Foi essa jurisprudência que Mauro Campbell levou para o caso de Gladson.

A consequência prática é que o recurso extraordinário não foi encaminhado automaticamente ao Supremo para que os ministros voltassem a discutir as alegações apresentadas pela defesa. A porta foi fechada ainda no STJ, durante a análise que antecede a remessa do processo ao STF.

Isso não significa que Mauro Campbell tenha reavaliado as provas que levaram à condenação ou feito um novo julgamento sobre a responsabilidade criminal de Gladson. O ponto analisado nessa etapa era mais restrito: verificar se havia uma questão constitucional apta a justificar a chegada do recurso extraordinário ao Supremo.

Também não significa, por enquanto, que todas as possibilidades de contestação estejam encerradas.

Como a negativa foi dada pelo vice-presidente do STJ dentro do sistema de aplicação da repercussão geral, a defesa ainda pode buscar a revisão da decisão pelas vias processuais cabíveis dentro da própria Corte. O resultado dessas medidas é que determinará os próximos passos da discussão.

Por isso, também é preciso cautela ao tratar a decisão como se o STF tivesse rejeitado o recurso de Gladson. O Supremo não julgou esse recurso. Foi o STJ que impediu sua subida ao aplicar entendimentos que o próprio STF já havia estabelecido para situações semelhantes.

O ponto central da decisão está justamente nisso: para Mauro Campbell, as questões apresentadas pela defesa encontraram respostas em precedentes constitucionais que já delimitam quando alegações sobre fundamentação, ampla defesa, contraditório e devido processo legal podem chegar à Suprema Corte.

Enquanto essa discussão segue no campo criminal, Gladson também enfrenta uma disputa na Justiça Eleitoral. O TRE-AC indeferiu por unanimidade seu registro de candidatura ao Senado com fundamento na condenação criminal por órgão colegiado. A decisão ainda admite recurso e, enquanto não houver julgamento definitivo, a candidatura permanece sub judice. O recurso eleitoral, após a tramitação no tribunal acreano, deverá seguir para análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Do plantio à embalagem, café do Juruá agrega valor e abre espaço fora do Acre

Uma propriedade rural de Cruzeiro do Sul está transformando o café cultivado no Vale do Juruá em um produto pronto para chegar diretamente ao consumidor. Na Fazenda Ouro Preto, a família responsável pelo Café Milu acompanha desde o plantio e a colheita até a torra, moagem e embalagem, modelo que permite agregar valor à produção antes da comercialização.

A estratégia acompanha o crescimento da cafeicultura no Juruá, que nos últimos anos passou a reunir novas áreas de cultivo, produtores, cooperativas e marcas locais. Em vez de comercializar apenas o grão, empreendimentos da região começam a investir também no beneficiamento e na construção de marcas próprias.

No caso do Café Milu, a produção familiar instalada em Cruzeiro do Sul vem ampliando sua presença no mercado e já alcança consumidores além das fronteiras do Acre. O negócio também recebe acompanhamento do Sebrae, com orientações voltadas à gestão, organização da empresa e expansão comercial.

A relação da família com o Sebrae começou antes da entrada na cafeicultura. Raimundo Carlos de Oliveira atuou durante anos na piscicultura e manteve o acompanhamento da instituição quando decidiu investir em uma nova atividade produtiva.

“O Sebrae é um parceiro da vida toda da gente, desde a piscicultura até o café”, afirmou o empreendedor.

A experiência da família mostra uma mudança na própria cadeia produtiva do café no Juruá. Além do aumento da produção no campo, parte dos produtores passou a buscar formas de manter uma parcela maior do valor gerado pelo produto dentro da região, com beneficiamento, torrefação, embalagem e comercialização.

O movimento ocorre em uma região que já se consolidou como o principal polo de produção de café do Acre. Dados divulgados pela Cooperativa de Cafeicultores do Juruá apontam mais de 5 milhões de pés plantados e centenas de produtores envolvidos na atividade.

Com marcas locais chegando a novos consumidores, o café cultivado no Juruá deixa de ser apenas matéria-prima e passa a disputar espaço nas prateleiras como produto identificado com a própria região de origem.

40 ônibus seminovos seguem para Rio Branco enquanto nova frota avança rumo ao Acre

Quarenta ônibus seminovos saíram de Porto Velho (RO) com destino a Rio Branco neste domingo (27) para reforçar o transporte coletivo durante o processo de renovação da frota da capital. Ao mesmo tempo, os ônibus zero quilômetro produzidos em Botucatu, no interior de São Paulo, continuam o deslocamento em direção ao Acre.

Os veículos seminovos fazem parte da fase de transição da nova operação do transporte coletivo. A previsão apresentada pela Prefeitura de Rio Branco é de que o sistema conte com 80 ônibus novos e outros 40 seminovos.

Parte dos ônibus zero quilômetro já atravessou Mato Grosso e avançou para Rondônia. Neste domingo, 15 veículos passavam pela região de Conquista d’Oeste, enquanto outros já haviam seguido por Vilhena, em território rondoniense.

A primeira etapa do deslocamento começou com 60 ônibus novos divididos em grupos que deixaram a fábrica da Caio Induscar, em Botucatu. As demais unidades previstas para completar a frota de 80 veículos também serão encaminhadas para Rio Branco.

Com a chegada dos veículos à capital, serão realizados os procedimentos técnicos e operacionais necessários antes do início da circulação. Os novos ônibus foram anunciados com equipamentos como ar-condicionado, carregadores para celular e recursos de acessibilidade.

A renovação ocorre durante a mudança na operação do transporte coletivo de Rio Branco. Os 40 veículos vindos de Rondônia serão utilizados para reforçar o atendimento enquanto os ônibus zero quilômetro são incorporados gradualmente ao sistema.