Acre

Chico Melo diz que atentado contra sua vida não pode ser tratado como roubo

O jornalista Chico Melo afirmou nesta sexta-feira, 24 de julho, no Jornal da Manhã, que o ataque sofrido dentro de sua casa, em Cruzeiro do Sul, não pode ser tratado apenas como um roubo. Ainda sob medicação e afastado da bancada da Rádio Integração FM, ele relatou que passou cerca de 30 minutos sob a mira de armas, foi agredido com socos e coronhadas e ouviu ameaças de morte.

“Foi algo aterrorizante que eu não desejo para ninguém. Por muito pouco eu não perdi a vida”, declarou. Chico contou que, durante a invasão, os quatro homens perguntavam se ele era “o cara da rádio que fala de política” e diziam que ele sabia o motivo do ataque. As frases foram repassadas às autoridades responsáveis pela investigação.

Para o jornalista, as perguntas feitas pelos agressores aumentam a gravidade do caso. “Eu tive minha casa invadida por quatro homens, fui brutalmente agredido sob a mira de armas e, a todo instante, me perguntavam: ‘Você não é o cara da rádio que fala de política?’. Então, isso não foi um simples roubo”, afirmou.

Chico relacionou o ataque ao trabalho realizado no programa, que aborda política, gastos públicos e problemas enfrentados pela população de Cruzeiro do Sul. Ele defendeu que a motivação seja esclarecida e que as ameaças ligadas à atividade jornalística não sejam ignoradas.

Durante a participação, o jornalista também falou sobre o impacto do episódio em sua família e na rotina profissional. Ele afirmou que ainda não sabe quando poderá voltar ao estúdio, mas disse que pretende continuar trabalhando. “Cruzeiro do Sul não tem dono. Cruzeiro do Sul é de todos nós. É uma cidade que tem que ser livre”, declarou.

O senador Márcio Bittar afirmou que o caso se torna mais grave caso seja confirmada relação com as opiniões apresentadas por Chico no rádio. “Se isso tem a ver com a opinião dada por ele no programa, fica muito mais grave”, disse. O prefeito Zequinha Lima também se manifestou e afirmou que divergências não podem ser respondidas com violência. “As pessoas não podem fazer com que a voz das outras se cale através da violência”, declarou.
A investigação deverá esclarecer quem participou do ataque, qual foi a motivação e se outras pessoas tiveram envolvimento. Até a conclusão das diligências, a possível ligação com o trabalho de Chico Melo permanece como suspeita relatada pela vítima.

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