Rio Branco

Rio Branco inicia oficina para elaborar plano de ação contra mudanças climáticas

A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta quinta-feira (20) uma oficina de planejamento climático para avançar na elaboração do Plano Local de Ação Climática (PLAC). O encontro segue até sexta-feira (21) e reúne representantes do poder público, instituições parceiras, especialistas, universidades e integrantes da sociedade civil para definir medidas de prevenção, adaptação e resposta aos efeitos das mudanças climáticas na capital acreana.

A oficina integra o Programa Mutirão Brasil – Cidades Amazônicas e concentra as discussões nos principais riscos enfrentados por Rio Branco, entre eles secas prolongadas, queimadas, chuvas intensas e alagações. O trabalho também prevê a identificação das áreas e populações mais vulneráveis aos eventos extremos.

O prefeito Alysson Bestene afirmou que o planejamento busca transformar ações já executadas pelo município em políticas permanentes e ampliar a articulação com outras instituições. “É importante termos ações que venham construir planos de prevenção para essas mudanças climáticas que estão acontecendo em nível mundial e que, consequentemente, também atingem a nossa capital”, disse.

As discussões envolvem diferentes setores da administração municipal, como meio ambiente, infraestrutura, saneamento, produção rural, planejamento urbano, gestão de resíduos e educação ambiental. A proposta é reunir essas áreas em uma estratégia conjunta para reduzir vulnerabilidades e melhorar a capacidade de resposta do município.

A secretária municipal de Meio Ambiente, Flaviane Agustini Stedille, afirmou que Rio Branco já mantém ações de proteção de nascentes e educação ambiental junto às comunidades próximas de igarapés. O planejamento climático deverá organizar essas iniciativas e estabelecer novas medidas para enfrentar problemas associados às mudanças do clima.

Os alagamentos também fazem parte das discussões. A gestão municipal relaciona parte dos impactos à ocupação de áreas que deveriam permanecer protegidas e ao descarte irregular de resíduos em igarapés, que pode comprometer o escoamento da água durante períodos de chuva intensa.

Na zona rural, uma das estratégias é ampliar o uso da mecanização agrícola e da assistência técnica como alternativas às queimadas na preparação das áreas produtivas. A medida atende pequenos produtores e busca reduzir o uso do fogo sem comprometer a produção.

Com a elaboração do PLAC, Rio Branco pretende mapear riscos e vulnerabilidades, estabelecer prioridades e definir metas para os próximos anos. O plano deverá servir de base para investimentos públicos e para ações voltadas à prevenção, adaptação e proteção da população diante de eventos climáticos extremos.

O Programa Mutirão Brasil – Cidades Amazônicas reúne organizações como C40 Cities, Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos e ICLEI América do Sul. A oficina em Rio Branco continua nesta sexta-feira com a construção das estratégias que deverão integrar o futuro plano climático municipal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *