Prefeitura de Cruzeiro do Sul realiza blitz educativa sobre descarte correto de lixo

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul realizou, nesta sexta-feira, 26 de junho, uma blitz educativa no centro da cidade para orientar motoristas e motociclistas sobre o descarte correto de resíduos, a preservação dos espaços públicos e a segurança no trânsito. A ação fez parte da programação do Mês do Meio Ambiente e foi coordenada pela Secretaria Municipal de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade, em parceria com a Secretaria de Transporte, Trânsito e Mobilidade Urbana.

Durante a abordagem, as equipes entregaram sacolinhas para que os condutores armazenem resíduos dentro dos veículos e evitem jogar lixo nas ruas. A orientação buscou reforçar que materiais descartados de forma irregular podem obstruir bueiros, contribuir para alagamentos no período de chuvas, sujar vias públicas e aumentar riscos de acidentes, principalmente para motociclistas.

A secretária municipal de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Edna Fonseca, afirmou que a campanha tem caráter educativo e busca estimular mudanças simples no dia a dia da população. Ela também convidou os moradores a participar do encerramento da programação ambiental, com atividades voltadas à preservação e ao plantio de árvores.

A agenda do Mês do Meio Ambiente continuou no Complexo Esportivo, com exposição de projetos desenvolvidos por escolas, premiação de iniciativas ambientais e distribuição gratuita de mudas, incluindo ipês de diversas cores e espécies madeireiras. A proposta é aproximar estudantes, famílias e comunidade das ações de cuidado com a cidade e de enfrentamento às mudanças climáticas.

Motoristas abordados durante a blitz aprovaram a iniciativa. O motociclista Francisco Marques classificou a ação como importante para unir orientação no trânsito e conscientização ambiental.

Rio Branco inicia coleta de lixo eletrônico e pilhas com logística reversa

A Prefeitura de Rio Branco realizou nesta quarta-feira, 24 de junho, a primeira coleta de resíduos eletroeletrônicos e pilhas dentro do acordo de cooperação técnica firmado com a Green Eletron. A ação, conduzida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e pela Unidade de Tratamento e Disposição de Resíduos, marca o início da operação de logística reversa para equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos e pilhas descartados pela população.

A medida amplia a política municipal de destinação adequada de resíduos e tenta reduzir os impactos do descarte irregular, como a contaminação do solo e da água. A parceria também estrutura o encaminhamento desse material para reaproveitamento, reciclagem ou descarte final em empresas especializadas.

Os resíduos podem ser entregues nos ecopontos disponibilizados pela prefeitura, entre eles a unidade do Horto Florestal. Depois da coleta, o material passa por separação antes de seguir para destinação final. A primeira remessa recolhida em Rio Branco será enviada para Porto Velho, em Rondônia.

A engenheira ambiental e sanitarista Camila Cardozo afirmou que a operação consolida o acordo e reforça a conscientização sobre o descarte correto. Segundo a prefeitura, o trabalho se soma a outras frentes já mantidas pelo município, como o recolhimento de pneus inservíveis, com cerca de 800 toneladas por ano encaminhadas para destinação adequada em Mato Grosso.

Cruzeiro do Sul reúne órgãos e cooperativa em ação de limpeza e preservação do Rio Juruá

Cruzeiro do Sul realizou uma ação de limpeza e conscientização ambiental nas margens do Rio Juruá, com participação da prefeitura, órgãos estaduais e federais e entidades locais. A mobilização integrou a programação do Mês do Meio Ambiente e fez parte do Dia D de Limpeza de Cursos Hídricos, com foco na retirada de resíduos e na orientação sobre descarte correto do lixo.

A atividade começou no Porto Central, no cais da cidade, e concentrou esforços na remoção de materiais acumulados nas margens do rio. A ação também buscou orientar barqueiros, ribeirinhos e passageiros que usam a hidrovia entre Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo e municípios do Amazonas. Participaram da mobilização a Secretaria Municipal de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade, a Secretaria de Obras, por meio do Departamento de Limpeza Pública, a Defesa Civil, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Corpo de Bombeiros, a Marinha, o 61º BIS e a Coopersul.

A iniciativa foi tratada pelos organizadores como uma medida de limpeza imediata e de educação ambiental. A secretária municipal de Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade, Edna Fonseca, afirmou que o rio não pode ser tratado como destino final do lixo e defendeu orientação contínua aos usuários da via fluvial. O presidente da Coopersul, Eutimar Sombra, também alertou para os impactos do descarte irregular em um cenário de previsão de estiagem severa, com risco ambiental e reflexos para a saúde das comunidades ribeirinhas.

Durante a mobilização, o Corpo de Bombeiros chamou atenção para os cuidados no transporte de combustível pelos rios durante o período seco. A orientação foi para que embarcações redobrem a atenção com a redução do nível das águas, a fim de evitar acidentes e contaminação. A avaliação entre os participantes é de que a força-tarefa reforça a presença do poder público no rio e tenta consolidar a preservação do Juruá como pauta permanente no Vale do Juruá.

Acre registra 21 focos de calor e lidera redução de queimadas no país em 2026

O Acre registrou 21 focos de calor entre janeiro e maio de 2026 e passou a liderar o ranking nacional de redução de queimadas no período. O dado coloca o estado com o menor número de ocorrências do país nos cinco primeiros meses do ano e representa queda de cerca de 58% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram contabilizados 51 focos.

Na comparação com outros estados da Amazônia Legal, o Acre aparece à frente de Rondônia, com 36 focos, e do Amazonas, com 128. Em volume absoluto, os maiores registros da região ficaram com Pará, com 1.607, Mato Grosso, com 1.550, e Tocantins, com 1.371.

A série histórica mostra oscilação baixa no estado nos últimos anos. Foram 56 focos em 2020, 45 em 2021, 66 em 2022, 17 em 2023, 32 em 2024, 51 em 2025 e 21 nos primeiros അഞ്ച് meses de 2026. O secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, afirmou que o resultado combina condições climáticas observadas no início do ano com ações de monitoramento e fiscalização, mas disse que o segundo semestre ainda exige atenção por causa do período mais crítico da estiagem.

Parte da estratégia do governo estadual está concentrada na Operação Amburana, iniciada em fevereiro e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente em parceria com o Batalhão de Policiamento Ambiental, o Centro Integrado de Operações Aéreas e o Instituto de Meio Ambiente do Acre. A ação atua no combate ao desmatamento ilegal e na redução do risco de queimadas durante a seca.

Na primeira fase, a operação alcança 242 áreas com alertas de desmatamento distribuídas em cinco regionais do estado. Nos primeiros sete dias de trabalho, as equipes fiscalizaram 94 alertas, embargaram 684,6 hectares, apreenderam 24 metros cúbicos de madeira ilegal e aplicaram cerca de R$ 3,4 milhões em multas.

O planejamento para a estiagem também inclui a seleção de brigadistas comunitários para atuar em unidades de conservação estaduais. A formação é conduzida em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Neste ano, a política conta com investimento aproximado de R$ 2 milhões, com recursos do Programa REM Acre e apoio de parceiros.

Em 2025, a atuação das brigadas já havia sido associada à queda de 75% nos focos de calor no estado em relação ao ano anterior. Nas unidades de conservação, a redução ficou em cerca de 97,7% entre janeiro e outubro. Com esse resultado no início de 2026, o Acre tenta atravessar o período seco mantendo o menor patamar de queimadas do país.