Eleições 2026

Wenceslau comenta pesquisa Data Control e aponta cautela na leitura dos números

Apresentador destacou resultado do levantamento, questionou histórico de institutos e afirmou que pesquisa deve ser tratada como retrato do momento

O jornalista Rogério Wenceslau comentou, nesta segunda-feira (24), durante o Jornal da Manhã, da Integração FM, os números da pesquisa Data Control para o Governo do Acre e o Senado. Ao apresentar o levantamento, Wenceslau defendeu cautela na interpretação dos resultados e afirmou que o eleitor não deve tratar pesquisas como antecipação do resultado das urnas.

Na disputa pelo governo, segundo os números apresentados no programa, Mailza Cameli aparece com 34% das intenções de voto, seguida por Alan Rick, com 27%, Tião Bocalom, com 15%, e Thor Dantas, com 2%. Wenceslau observou que o levantamento apresenta uma mudança em relação a pesquisas anteriores, nas quais Alan Rick aparecia na liderança.

“São números, é um retrato do momento. Acredita quem quiser. É facultado a cada eleitor ter a sua própria opinião”, comentou. Para o jornalista, pesquisas podem funcionar como parâmetro para as campanhas, mas também precisam ser avaliadas a partir do histórico e da credibilidade de cada instituto.

Wenceslau lembrou que já houve casos no Acre em que levantamentos apresentaram diferenças expressivas em relação ao resultado posteriormente registrado nas urnas. Por isso, disse não ser possível afirmar antecipadamente se os números divulgados nesta segunda-feira estarão próximos do resultado de 4 de outubro.

“Essa pesquisa é verdadeira? Não sei, não dá para saber. É mentirosa? Não sei, não dá para saber. Como é que a gente vai saber se os números representam o que vai sair lá na urna no dia 4 de outubro? Não tem como saber”, afirmou.

Durante o comentário, o apresentador também mencionou a controvérsia levantada antes mesmo da divulgação da pesquisa envolvendo a relação do responsável pelo instituto com o Governo do Estado. Wenceslau afirmou que havia sido divulgada a informação de que o proprietário do Data Control ocupa cargo no primeiro escalão estadual, com remuneração de R$ 18 mil, e que a publicação responsável pela informação apresentou o decreto de nomeação no Imac.

O jornalista, porém, fez questão de separar essa informação de qualquer acusação sobre a pesquisa. “Tem alguma coisa a ver? Será que ele mexeu nos números? Não dá para dizer, ninguém tem provas. Então é preciso ter calma, ter paciência, ter cautela”, disse.

Para o Senado, Wenceslau apresentou os números do Data Control que colocam Gladson Cameli com 22%, Márcio Bittar com 19%, Jorge Viana com 13%, Mara Rocha com 11%, Sérgio Petecão com 7,9% e Eduardo Velloso com 5,1%. Segundo ele, os números da disputa pelas duas vagas também devem provocar contestação entre as campanhas, especialmente diante da existência de levantamentos internos com cenários diferentes.

Wenceslau ressaltou que não vê problema na divulgação de diferentes pesquisas e que os levantamentos podem ajudar a mostrar o cenário político de determinado momento. O apresentador, no entanto, insistiu que a decisão final pertence ao eleitor.

“Não adianta você brigar com pesquisa, brigar com números, porque cada candidato tem a sua, cada eleitor tem a sua opinião. E o que vale é a eleição. Se pesquisa fosse definir resultado de alguma coisa, não precisava fazer eleição”, afirmou.

Ao concluir o comentário, Wenceslau disse que a sucessão de pesquisas durante a campanha também coloca à prova a convicção do eleitor, que precisa analisar propostas, trajetórias e informações antes de decidir o voto, independentemente das oscilações apresentadas pelos institutos.

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