Política

Silvania diz que Nayara deixa “ambiente tóxico” após pedir exoneração da Secom

A jornalista Silvania Pinheiro reagiu à saída de Nayara Lessa do governo do Acre com críticas ao ambiente enfrentado pela então secretária de Comunicação do governo de Mailza Cameli. Em comentário publicado nas redes sociais nesta sexta-feira (25), Silvania afirmou que Nayara foi perseguida e injustiçada e classificou como “tóxico, podre e fétido” o ambiente do qual a jornalista estaria se afastando após pedir exoneração da Secom.

A manifestação foi feita em uma publicação que noticiava a decisão de Nayara de deixar o comando da Secretaria de Estado de Comunicação. Silvania, que também já esteve à frente da comunicação do governo acreano, dedicou parte do comentário a elogiar a atuação profissional da jornalista.

“Sempre honrada, sempre honesta, sempre lutando, virando noites e madrugadas, dias afora dedicando-se a uma comunicação social decente para os profissionais da área e para a sociedade de fato”, escreveu.

Na sequência, Silvania elevou o tom e afirmou que Nayara teria enfrentado perseguição dentro do ambiente em que trabalhava. “Foi perseguida, injustiçada, tentaram te humilhar pelo fato de você não se render aos ‘feitores’ de plantão”, declarou.

O trecho de maior peso político do comentário aparece quando Silvania se refere diretamente ao ambiente do qual Nayara estaria saindo. “Você está livre desse ambiente tóxico, podre, fétido, desse castelo de areia e ilha da fantasia criada por essas pessoas”, escreveu.

Apesar da dureza das declarações, Silvania não apontou nomes nem explicou quem seriam os responsáveis pelas supostas perseguições, humilhações e pelo ambiente descrito por ela. Também não apresentou, no comentário, episódios específicos relacionados às acusações.

A manifestação ganha relevância pelo histórico das duas jornalistas dentro da estrutura de comunicação do Estado. Silvania já comandou a Secom e, posteriormente, ocupou a presidência da Fundação Aldeia de Comunicação e é uma pessoa de confiança do ex-governador Gladson Cameli. Nayara, por sua vez, construiu parte de sua trajetória profissional dentro da comunicação governamental antes de assumir o comando da secretaria.

A saída de Nayara também ocorre poucos dias depois da exoneração de três familiares da jornalista que ocupavam cargos na administração estadual. Na ocasião, Nayara afirmou respeitar a decisão da governadora Mailza, embora tenha dito que a forma como os desligamentos ocorreram causava “estranheza”.

No pedido para deixar a Secom, entretanto, Nayara adotou um tom institucional e não fez acusações públicas semelhantes às apresentadas por Silvania. A jornalista afirmou que a decisão ocorreu após uma reflexão sobre o momento atual e os próximos caminhos profissionais.

O comentário de Silvania coloca publicamente uma versão mais crítica sobre os bastidores da saída. Além da alegação de perseguição, a ex-integrante do governo descreveu um ambiente marcado, em sua avaliação, por conflitos e tentativas de desgaste contra Nayara.

Ao encerrar a mensagem, Silvania voltou a demonstrar apoio pessoal à jornalista. “Obrigada, Nay! Feliz de quem te tem como amiga, como profissional”, escreveu.

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