A coluna desta quarta-feira reúne bastidores, comentários e informações levadas ao ar no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM 99,9, apresentado por Rogério Wenceslau, com participação de Chico Melo direto da estrada.
Praia Grande foi para a pista
Morador que fecha estrada não faz isso por luxo. Faz porque cansou de esperar.
Na Praia Grande, a BR-307 foi bloqueada porque o rio já começou a levar parte da estrada. Depois da conversa com a PRF e autoridades, o bloqueio saiu. O problema, não.
O rio não espera ofício
A cobrança dos moradores é simples: fazer um desvio antes que a estrada desapareça.
O detalhe é que o verão amazônico está aí. É agora que máquina entra, que o solo ajuda e que o serviço pode andar. Esperar o inverno chegar é transformar descaso em emergência.
Chico na estrada do café
Chico Melo entrou no programa direto da estrada, a caminho de Mâncio Lima, onde participa da oficina da Rota do Café.
A agenda reúne produtores, cooperativas e instituições para discutir o futuro da cadeia produtiva no Juruá. Café, agora, já não cabe mais só no discurso bonito de evento. Tem que virar renda.
Café sem espuma
O programa lembrou que Cruzeiro do Sul já mandou mais de 500 sacos de café para beneficiamento em Mâncio Lima.
É sinal de que a produção começa a andar. Mas o desafio é outro: organizar beneficiamento, assistência, venda e mercado. Sem isso, o produtor planta, colhe, entrega e continua ficando com a menor parte da conta.
Farinha também sobe ao palco
O Festival da Farinha abriu espaço para a escolha de Rei e Rainha. No Teatro dos Náuas, 40 candidatos disputaram a seletiva urbana. Quinze passaram para a próxima fase.
A farinha, que já é marca de Cruzeiro do Sul, agora também ganha passarela, faixa e premiação. É cultura, mas também é vitrine.
Beleza com raiz
Flávio Rosas explicou que o concurso não será só desfile. Os candidatos vão passar por visitas, encontros, café da manhã, jantares, Novenário e atividades ligadas à cultura da farinha.
Faz sentido. Quem quer representar a farinha precisa saber de onde ela vem. E ela não nasce no palco. Nasce no roçado.
Iane e Caio
Entre os nomes citados no programa, apareceram Iane Franco, microempreendedora e filha de agricultora, e Caio Luan, estudante universitário.
A disputa começa a ganhar rostos. E quando o candidato tem história ligada ao tema, a faixa pesa menos que a identidade.
Melissa, Madson e o silêncio
Rogério Wenceslau também comentou a entrevista exclusiva concedida ao Grupo Integração por Melissa Sampaio, ex-esposa de Madson Cameli.
Melissa relatou episódios de agressão, falou sobre medo, cobrou andamento do processo e deu rosto a uma denúncia que não pode ser tratada como fofoca política.
Não é sentença, é escuta
O caso exige cuidado. Madson nega as acusações, e a defesa tem direito ao contraditório.
Mas ouvir uma mulher que se apresenta como vítima também é dever do jornalismo. A Justiça que decida. A imprensa não precisa condenar ninguém para cobrar que um processo não durma na gaveta.
Quando o sobrenome pesa
O comentário de Wenceslau tocou num ponto sensível: quando a denúncia envolve alguém com influência política, o silêncio costuma ser ainda mais barulhento.
Não se trata de usar o caso como palanque. Trata-se de lembrar que violência contra mulher não perde gravidade porque o acusado tem sobrenome conhecido.
Justiça no Juruá
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre realizou sessão itinerante em Cruzeiro do Sul e julgou 14 processos.
A presença dos desembargadores no Juruá tem peso simbólico. Justiça também precisa ser vista. Principalmente no interior, onde muita gente sente que tudo demora mais.
Um caso que pesa
Entre os processos julgados, um chamou atenção pela gravidade: o de um pai acusado de tentar estuprar a filha de 6 anos em um motel.
A pena de 8 anos e 4 meses foi mantida. A defesa tentou reduzir. A Câmara Criminal negou. Há casos em que a frieza do processo não consegue esconder o tamanho do horror.
Mâncio Lima na rota
Depois de Cruzeiro do Sul, a sessão itinerante segue para Mâncio Lima.
É o Judiciário saindo da capital e chegando mais perto de quem mora longe dos gabinetes. Parece simples, mas no Acre isso ainda faz diferença.
Casamento coletivo
As inscrições para o casamento coletivo da Expoacre Juruá seguem até sexta-feira.
São 300 vagas. Para muita gente, é mais que cerimônia. É documento, segurança familiar e oportunidade de resolver uma pendência antiga sem custo.
O Profeta do Acre
O programa também lembrou os 44 anos da morte do Irmão José da Cruz, conhecido como o Profeta do Acre.
No Juruá, algumas figuras atravessam o tempo não só pela religião, mas pela memória popular. José da Cruz é uma delas.
A cadela do hospital
A história da cadela que há três meses espera pelo dono na porta do Hospital do Juruá emocionou o programa.
O dono morreu. Ela ficou. Agora precisa de adoção. Tem notícia que não precisa de muito comentário. A cena já diz quase tudo.
Ronda curta, problema antigo
A ronda policial veio mais curta, mas trouxe o que não pode passar batido: quebra de medida protetiva em caso de violência doméstica e perturbação do sossego.
A semana pode até estar mais calma. Para quem vive sob ameaça, calma é quando a medida protetiva é respeitada e a autoridade age antes da tragédia.