Perpétua Almeida se emociona em reencontro com filha e neta no aeroporto

A candidata a deputada federal Perpétua Almeida compartilhou neste sábado (26) um momento de reencontro com a filha e a neta, que retornavam de viagem. O encontro ocorreu no aeroporto e foi registrado em vídeo publicado nas redes sociais.

Nas imagens, Perpétua aparece aguardando a chegada das duas e registra a emoção ao encontrá-las após o desembarque.

“Como eu fico quando os amores da minha vida chegam?”, escreveu a candidata na publicação, acompanhando a mensagem com emojis de choro.

O vídeo mostra Perpétua recebendo a filha e a neta e acompanhando as duas na saída do aeroporto. A publicação levou às redes sociais um registro da rotina familiar da candidata durante o período eleitoral.

Ministros do governo Lula declaram apoio à candidatura de André Kamai no Acre

Alexandre Padilha, Luiz Marinho, Wellington Dias e Leonardo Barchini participaram de vídeo divulgado pelo candidato a deputado federal

Ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declararam apoio à candidatura do vereador André Kamai (PT) a deputado federal pelo Acre. As manifestações foram reunidas em um vídeo divulgado nas redes sociais do candidato, que apresenta a relação com integrantes do governo federal como parte de sua estratégia para ampliar a interlocução do estado com Brasília.

Kamai afirma, na gravação, que pretende usar as relações construídas ao longo de sua trajetória política para buscar recursos e projetos para o Acre. “Na política, eu aprendi uma coisa: ninguém faz nada sozinho. Em Brasília, nós vamos encontrar portas abertas e muitos amigos que fiz ao longo da minha trajetória”, disse.

Entre os participantes está o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que relacionou o apoio ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde e citou programas e estruturas federais voltados ao atendimento da população. Padilha permanece à frente do Ministério da Saúde no governo Lula.

Também aparecem no material o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, e o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. Os dois ocupam cargos no primeiro escalão do governo federal e participam da campanha eleitoral de 2026 em apoio a candidaturas ligadas ao campo político do presidente Lula.

Na área da educação, o vídeo conta ainda com a participação do ministro da Educação, Leonardo Barchini, que falou sobre demandas relacionadas às escolas, professores e estudantes. Barchini assumiu o comando do Ministério da Educação e integra atualmente a equipe ministerial do governo federal.

André Kamai disputa uma vaga de deputado federal pelo PT no Acre. A candidatura está registrada para as eleições de 2026, com o número 1313, e tem situação deferida. Atualmente, Kamai exerce mandato de vereador.

A participação de integrantes do governo federal no vídeo reforça um dos eixos adotados pela campanha de Kamai: a defesa de maior articulação entre a bancada acreana e os ministérios em Brasília para a busca de investimentos federais nas áreas de saúde, educação, geração de empregos e infraestrutura.

Bocalom fala em “moralizar” o Acre e apresenta propostas para produção, saúde e ramais

Candidato ao governo participou do Jornal da Manhã nesta quarta-feira e falou sobre operações policiais, agricultura, infraestrutura rural, saúde e educação

“Eu quero ser o governador desse Acre pra ver se a gente moraliza esse Acre.” A declaração foi feita pelo candidato ao governo Tião Bocalom (PSDB), nesta quarta-feira (23), durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração. Acompanhado do candidato a vice, Sargento Adones, Bocalom respondeu a perguntas sobre as operações policiais recentes no estado, produção rural, ramais, saúde, educação e gestão dos recursos públicos.

A entrevista começou com uma pergunta sobre o cenário político do Acre após as operações da Polícia Federal realizadas na terça-feira (22). Bocalom afirmou que episódios envolvendo suspeitas sobre o uso de recursos públicos reforçam um dos discursos que pretende levar para a administração estadual.

“Eu fico muito triste quando eu vejo esses tipos de acontecimentos”, afirmou. O candidato citou sua passagem pelas prefeituras de Acrelândia e Rio Branco e por funções no governo estadual para defender seu histórico administrativo. “O dinheiro público é dinheiro sagrado. É o suor de cada um. É do rico, mas é do pobre também”, disse.

Ao longo da entrevista, Bocalom voltou a colocar a produção rural entre as prioridades de seu projeto para o governo. Ele citou Acrelândia como exemplo de município onde, segundo ele, o fortalecimento da agricultura familiar aumentou a circulação de recursos no comércio e defendeu a expansão desse modelo para outras regiões do estado.

“Eu quero ver o povo trabalhando e ganhando dinheiro. Não dá pra ser burro de carga, igual a gente sempre fala: trabalha, trabalha, trabalha e, no final do ano, não sobra nada”, afirmou. Bocalom voltou a usar uma frase recorrente de sua campanha para explicar a proposta: “Campo rico, cidade rica”.
Entre as medidas citadas estão mecanização, análise e correção do solo, distribuição de calcário, adubo, sementes e mudas, além de assistência técnica. Bocalom afirmou que pretende ampliar para o estado iniciativas que diz ter adotado em Rio Branco. Segundo ele, durante sua gestão foram mecanizados 4 mil hectares destinados à agricultura familiar, além da distribuição de 6 mil toneladas de calcário e mais de mil toneladas de adubo.

“Eu não sou um candidato laboratório. Eu sou um candidato experiente. O que eu estou falando aqui é porque eu já fiz”, declarou. Os números apresentados foram citados pelo próprio candidato durante a entrevista.

Ramais

Questionado sobre a situação dos ramais, Bocalom descartou prometer o asfaltamento de toda a malha rural. Para ele, o objetivo principal deve ser garantir que as estradas tenham condições de tráfego durante todo o ano.

“O agricultor não quer que o ramal seja só asfaltado. Ele quer andar de inverno a verão”, disse.

O candidato defendeu investimentos em drenagem, tubulação e recuperação do leito das estradas, além do asfaltamento de pontos considerados necessários. “Não adianta eu vir aqui e prometer uma coisa que não vai acontecer. Asfaltar todos os ramais, não”, afirmou.

Bocalom também defendeu parceria entre o governo e as prefeituras para manutenção das estradas rurais. Segundo ele, municípios possuem máquinas, mas muitas vezes enfrentam dificuldades para comprar combustível ou fazer reparos nos equipamentos.

Saúde regionalizada

Outro tema abordado foi a saúde, principalmente após casos recentes de pacientes do interior que aguardaram transporte aeromédico. A bancada também citou moradores que esperam há anos por cirurgias e exames na rede estadual.

Bocalom defendeu a regionalização dos atendimentos e disse que pretende manter médicos especialistas nas diferentes regiões do Acre. “Nós vamos pagar o que for necessário pra segurar o especialista em cada regional”, afirmou.

O candidato também propôs hospitais de pequeno porte nos municípios, com estrutura para estabilizar pacientes e realizar procedimentos de emergência sem que toda ocorrência dependa imediatamente de uma transferência aérea.

Ao comentar as filas por procedimentos, Bocalom afirmou que encontrou aproximadamente 2,7 mil pequenas cirurgias acumuladas quando assumiu a Prefeitura de Rio Branco e que a demanda foi reduzida durante sua administração. “Eu já fiz, sei fazer e nós vamos fazer no Acre”, declarou.

Bocalom também falou sobre o fornecimento de medicamentos e criticou situações em que pacientes precisam recorrer ao Judiciário para receber remédios. “Tem um monte de gente que tem que entrar na Justiça pra poder ter medicamento. É obrigação ter o medicamento”, disse.

Educação e transporte escolar

Na educação, a bancada apresentou relatos sobre falta de merenda e problemas no transporte escolar da rede estadual, principalmente nas comunidades rurais. Bocalom concentrou sua resposta na manutenção da frota e afirmou que veículos mais antigos podem continuar atendendo os estudantes desde que passem por revisões e reparos adequados.

“Não é a idade. É manutenção”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a dimensão da estrutura estadual e as dificuldades de administrar serviços em todas as regiões, Bocalom respondeu que pretende formar equipes responsáveis por acompanhar os problemas em cada área. “Tem que ter time”, disse.

Para o candidato, o tamanho da estrutura não impede a execução das políticas públicas caso exista organização administrativa. “Não interessa o tamanho. A gente faz. É vontade política”, afirmou.

Durante a entrevista, Bocalom repetiu que pretende levar para o governo estadual experiências de suas administrações municipais e colocou o controle dos gastos como uma das bases desse projeto. Ao resumir a proposta apresentada durante a campanha, voltou ao lema que tem utilizado na disputa: “Produzir para Empregar e, se não roubar o dinheiro, dá”.

PF faz 28 buscas e apreende R$ 1 milhão; apuração cita Gladson e nomes ligados ao governo do Acre entre alvos

Ptolomeu IV investiga contratos da sede do Imac, enquanto Operação Umbra apura estrutura criada para antecipar ações da Polícia Federal; nomes dos investigados não foram divulgados oficialmente

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 22, duas operações simultâneas que atingiram o Acre e outros estados, com 28 mandados de busca e apreensão, apreensão estimada em R$ 1 milhão em dinheiro e três prisões em flagrante por posse ilegal de armas. Uma das diligências ocorreu na residência do ex-governador Gladson Cameli (PP), em Rio Branco.

As ações foram divididas entre as operações Ptolomeu IV e Umbra. Os mandados, autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram cumpridos em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Maringá, no Paraná, e Navegantes, em Santa Catarina. O STJ também determinou sequestro de bens e valores e outras medidas cautelares contra investigados.

A Polícia Federal não divulgou oficialmente a relação completa dos alvos. Apuração divulgada pelo jornalista Leonildo Rosas, porém, aponta nomes ligados direta ou indiretamente ao grupo do ex-governador e à estrutura administrativa do Estado nos últimos anos. Na relação apresentada por Rosas aparecem, além de Gladson, Jonathan Xavier Donadoni, Laura Jordão de Carvalho, Taiane Belarmino dos Santos, Lidiane Rodrigues dos Santos, Jairly Nascimento Maia, João Victor Casas Lopes, Tamires de Almeida Costa e Garisson Plínio Sarah Messias, entre outros. Rosas também cita a ex-primeira-dama Ana Paula Cameli.

A lista é resultado da apuração do jornalista e, até o momento, não foi confirmada nominalmente pela Polícia Federal. Também não está esclarecido publicamente a qual das duas operações cada pessoa citada estaria relacionada.

Um levantamento feito pelo Integração Net em registros públicos mostra, no entanto, que pelo menos oito dos nomes citados por Rosas, além de Gladson, ocuparam cargos no Executivo estadual nos últimos anos.

Jonathan Xavier Donadoni é um dos casos de maior proximidade com o núcleo político do governo. Ele assumiu a chefia da Casa Civil em abril de 2022, após já atuar como diretor da pasta desde julho de 2021, e permaneceu como secretário-chefe até 2026. Documento oficial de março deste ano ainda traz Donadoni assinando como titular da Casa Civil.

Laura Jordão de Carvalho também passou pela Casa Civil. Ela já aparecia como diretora da pasta e posteriormente foi nomeada diretora de Eventos Oficiais. Em 2022, participou de agendas oficiais identificada como diretora da Casa Civil.

Lidiane Rodrigues Antrobos dos Santos — nome que corresponde à “Lidiane Rodrigues dos Santos” citada na gravação — foi nomeada em janeiro de 2023 diretora de Administração e Finanças da Casa Civil. Ela permanecia na função em setembro deste ano, segundo atos publicados no Diário Oficial.

Taiane Belarmino dos Santos foi secretária-adjunta executiva da Secretaria de Estado de Saúde. Documentos de 2022 e 2023 mostram Taiane assinando atos administrativos na Sesacre. Neste ano, ela disputa uma vaga de deputada estadual pelo PDT.

Garisson Plínio Sarah Messias foi nomeado chefe de departamento da Sesacre em maio de 2021. Posteriormente, ocupou funções na Casa Civil e foi nomeado diretor técnico-administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac). O nome de Garisson já havia aparecido entre os atingidos pela terceira fase da Operação Ptolomeu, em 2023.

Tamires de Almeida Costa e João Victor Casas Lopes também passaram pela administração estadual. Ambos foram nomeados para cargos comissionados na Secretaria de Obras Públicas em 2023. Tamires aparece posteriormente em função na Casa Civil, enquanto João Victor voltou a ocupar cargo CAS-8 em 2025 e foi exonerado em agosto deste ano.

Jairly Nascimento Maia, outro nome citado na apuração, aparece em documentos da Sesacre desde pelo menos 2022 e, em 2024, foi designada para função na Casa Civil. Também integrou comissão da Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia.

Ptolomeu IV mira obra do Imac

A Operação Ptolomeu IV concentra uma de suas frentes nos contratos para construção da nova sede do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac).

Segundo as informações divulgadas pela Polícia Federal, auditoria da Controladoria-Geral da União identificou aproximadamente R$ 1,2 milhão em possível superfaturamento por inexecução parcial na primeira etapa da obra. São serviços que teriam sido medidos e pagos, mas não executados integralmente.

A investigação também encontrou indícios de que recursos provenientes dos contratos públicos teriam sido usados para custear despesas particulares e vantagens indevidas a agentes públicos. Saques elevados em espécie e outras movimentações financeiras consideradas atípicas também passaram a ser investigados.

Uma segunda empresa, contratada posteriormente para concluir a sede do Imac, também entrou na apuração. A PF investiga possíveis vínculos entre pessoas ligadas às duas contratadas e empresas que já haviam aparecido em fases anteriores da Ptolomeu.

Leonildo Rosas afirma, em sua apuração, que a investigação da obra e de seus pagamentos já aparecia em documentos das fases anteriores da operação e relaciona essa frente às novas diligências realizadas nesta terça-feira.

Umbra investiga vazamento de operações

A segunda ação, batizada de Operação Umbra, tem objeto diferente. A Polícia Federal investiga a existência de um núcleo de contrainteligência que teria sido criado para acompanhar a própria corporação e antecipar operações relacionadas aos investigados da Ptolomeu.

Segundo a PF, a estrutura buscaria informações sobre deslocamentos de equipes, movimentação de viaturas e outras ações policiais. A finalidade seria avisar investigados com antecedência e permitir providências capazes de reduzir a eficácia de buscas, apreensões e outras medidas judiciais.

A investigação também apura a possível participação de um ex-servidor terceirizado e de um agente da própria Polícia Federal no repasse indevido dessas informações.

Durante as diligências das duas operações, a PF apreendeu grande quantidade de dinheiro em espécie. A estimativa inicial é de aproximadamente R$ 1 milhão, valor que ainda estava sendo contabilizado. Três pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de armas.

Gladson teve celular e veículos apreendidos

Na residência de Gladson Cameli, no condomínio Recanto Verde, em Rio Branco, policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão pela manhã. Segundo informações divulgadas após a diligência, foram apreendidos o celular do ex-governador e três veículos.

A defesa de Gladson classificou as medidas como “abusivas” e afirmou considerar a ação uma perseguição às vésperas da eleição. Também alegou que a diligência desrespeitaria decisão do Supremo Tribunal Federal relacionada à adoção de medidas cautelares contra candidatos no período eleitoral. A aplicação desse entendimento ao caso concreto ainda depende de análise judicial.

Os advogados disseram ainda que o ex-governador está à disposição da Justiça e sustentam sua inocência.

As investigações da Ptolomeu IV e da Umbra continuam. A PF informou que os investigados poderão responder, de acordo com a participação individual apurada, por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e embaraço à investigação de organização criminosa.

DESASTRE! Acre perde 28,8% dos empreendedores em cinco anos, maior queda do país

O Acre perdeu 29.268 empreendedores entre o quarto trimestre de 2020 e o mesmo período de 2025, a maior redução proporcional registrada entre os estados brasileiros no intervalo. O número de pessoas à frente de negócios próprios caiu de 101.477 para 72.209, uma retração de 28,8%, conforme levantamento do Sebrae.

A redução acreana ficou acima das registradas nos outros três estados que também terminaram o período com menos empreendedores. Sergipe teve queda de 6,9%, a Paraíba recuou 4% e Pernambuco registrou diminuição de 0,9%.

Nos demais estados, o número de donos de negócios cresceu ou permaneceu estável. O Maranhão apresentou a maior expansão, de 32%, passando de 750.761 para 991.307 empreendedores. Alagoas cresceu 30,8%, enquanto Bahia e São Paulo tiveram avanço de 25,9% cada.

O perfil de renda também coloca o Acre entre os estados com maior concentração de empreendedores que recebem até dois salários mínimos por mês. Essa faixa reúne 81% dos donos de negócios acreanos.

Ao todo, 12 estados brasileiros têm pelo menos 80% dos empreendedores dentro dessa faixa de rendimento. Todos estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. O Maranhão aparece com o maior percentual, de 89%, seguido pelo Amazonas, com 87%, e pelo Pará, com 86%.

A diferença aumenta na comparação com a Região Sul. Em Santa Catarina, 45% dos donos de negócios recebem até dois salários mínimos, percentual 36 pontos abaixo do registrado no Acre. Paraná tem 52% e Rio Grande do Sul, 53%.

Os números mostram que o Acre chegou ao fim de 2025 com cerca de sete em cada dez empreendedores que possuía cinco anos antes. A redução de quase 30 mil pessoas ocorreu enquanto a maior parte dos estados ampliou a quantidade de trabalhadores por conta própria e empregadores no mesmo intervalo.

DNIT abre licitação de R$ 747 milhões para reconstrução de trecho da BR-364 no Acre

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) abriu uma licitação estimada em R$ 747,45 milhões para reconstruir 104,2 quilômetros da BR-364 no Acre. A obra contempla o trecho entre Sena Madureira e a região do Rio Macapá, além do acesso ao município de Manoel Urbano, e integra o plano de recuperação da principal rodovia de ligação entre Rio Branco e o Vale do Juruá.

A concorrência eletrônica nº 90228/2026 abrange 97,8 quilômetros da BR-364, entre os quilômetros 272,90 e 370,70, e outros 6,4 quilômetros do acesso a Manoel Urbano. O prazo para apresentação das propostas terminou na quinta-feira (17), e o processo segue agora para as próximas etapas da licitação até a contratação da empresa responsável pelos serviços.

O trecho faz parte do Lote 4 do projeto de reconstrução da BR-364 no interior do Acre. A intervenção prevê a recuperação estrutural do pavimento, com a utilização de macadame hidráulico, técnica formada por camadas de pedras de diferentes tamanhos que são compactadas para aumentar a resistência da base da rodovia.

O método foi escolhido para melhorar a durabilidade da pista diante das condições do solo acreano e do intenso período de chuvas. A proposta é reduzir deformações no pavimento e aumentar a capacidade da estrada de suportar o tráfego durante todo o ano.

O projeto faz parte de um planejamento mais amplo para reconstruir 416,4 quilômetros da BR-364 entre Sena Madureira e o Rio Liberdade. A previsão é de investimentos que podem chegar a cerca de R$ 5 bilhões, distribuídos em quatro lotes.

Além do trecho entre Sena Madureira e o Rio Macapá, o planejamento inclui aproximadamente 119,9 quilômetros entre o Rio Macapá e Feijó, 130,3 quilômetros entre Feijó e o Rio Gregório e outros 62 quilômetros entre o Rio Gregório e o Rio Liberdade.

A execução de todos os lotes deve ocorrer de forma gradual, conforme o avanço das licitações e a liberação dos recursos previstos para a rodovia. Enquanto as obras de reconstrução não chegam a todos os segmentos, contratos de manutenção e recuperação continuam sendo utilizados para manter o tráfego em diferentes pontos da BR-364.

A rodovia é a principal ligação terrestre entre a capital e os municípios do Vale do Juruá, sendo utilizada diariamente no transporte de passageiros, alimentos, combustíveis e outros produtos. A reconstrução busca substituir reparos emergenciais por intervenções estruturais capazes de ampliar a vida útil da estrada.

Foto: Sérgio Vale

Virgílio Viana reúne eleitores em Rio Branco para discutir propostas para o Acre

O candidato a deputado federal Virgílio Viana (PV) realiza neste domingo, 20 de setembro, às 18h, um encontro aberto no Coreto da Praça da Revolução, em Rio Branco, para ouvir demandas da população e discutir propostas voltadas ao futuro do Acre.

Batizado de “Acre do Futuro”, o encontro terá formato de perguntas e respostas, sem roteiro pré-definido. A proposta da campanha é permitir que os participantes apresentem diretamente ao candidato dúvidas, reivindicações e sugestões relacionadas aos principais problemas enfrentados no estado.

Entre os temas previstos estão emprego e geração de renda, saúde, educação, segurança, infraestrutura e oportunidades para os jovens. Outros assuntos também poderão ser apresentados pelos eleitores durante a conversa.

O encontro integra a agenda de campanha de Virgílio Viana e será aberto ao público. A atividade busca reunir diferentes demandas da população em um espaço de diálogo direto entre o candidato e os participantes.

Virgílio Viana disputa uma vaga de deputado federal pelo Partido Verde nas eleições de 2026. O registro da candidatura consta como deferido pela Justiça Eleitoral.

R$ 19,5 milhões! Investigação sobre contratos do Governo do Acre vira destaque nacional na VEJA

O Acre voltou ao noticiário nacional por suspeitas de irregularidades envolvendo dinheiro público. O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar possíveis fraudes na compra e no fornecimento de alimentos destinados à merenda escolar da rede estadual. A investigação tem como ponto central cerca de R$ 19,5 milhões em produtos cuja entrega não havia sido efetivamente comprovada em auditoria realizada pela Controladoria-Geral do Estado.

O procedimento busca identificar pessoas e empresas envolvidas, verificar a existência de prejuízo aos cofres públicos e recuperar eventuais valores pagos de forma irregular. O caso teve origem no Ministério Público do Acre, mas foi encaminhado para a esfera federal devido à presença de recursos sob competência da União.

A apuração remonta a 2019. A auditoria examinou notas fiscais, recibos e guias de distribuição referentes à merenda escolar e encontrou R$ 19.595.282,01 sem comprovação efetiva de entrega até 27 de novembro daquele ano. Desse total, R$ 4.407.082,83 já haviam sido pagos. O restante aparecia no sistema financeiro estadual como empenhado ou liquidado, aguardando liberação.

Os problemas encontrados não se limitavam à documentação. A fiscalização registrou diferenças entre as quantidades informadas nas guias e aquilo que efetivamente chegava às escolas, inclusive com ausência total de determinados produtos. Também foram relatadas entregas de alimentos com qualidade inferior à prevista nos contratos.

O episódio deu origem à Operação Mitocôndria, deflagrada em 2020 para investigar suspeitas de fraude em licitações e desvios relacionados à alimentação dos estudantes. Seis anos depois, o caso continua produzindo desdobramentos e agora passa por nova apuração na esfera federal.

A retomada da investigação leva novamente o Acre às páginas do noticiário nacional em um tema que atinge diretamente um serviço básico oferecido a crianças e adolescentes. O dinheiro sob suspeita estava vinculado à alimentação escolar, destinada a estudantes que dependem da rede pública de ensino.

O caso também surge em um ano marcado por outras investigações de grande repercussão envolvendo recursos públicos no estado. Em julho, a Polícia Federal deflagrou a Operação Talha Real para investigar contratos superiores a R$ 51 milhões envolvendo recursos federais da educação. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, houve bloqueio de bens e valores e seis empresas tiveram as atividades temporariamente suspensas.

Dois meses antes, em maio, o Superior Tribunal de Justiça condenou o ex-governador Gladson Cameli a 25 anos e nove meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa em outro processo envolvendo contratos públicos. No dia seguinte, o STJ recebeu ainda outra denúncia contra o ex-governador relacionada a supostas fraudes e desvios em uma obra rodoviária.

O novo inquérito sobre a merenda escolar acrescenta mais um capítulo a uma sequência de casos que projetam o Acre nacionalmente por suspeitas e processos relacionados ao uso de recursos públicos. Caberá agora ao MPF aprofundar as apurações, individualizar responsabilidades e definir se existem elementos para buscar judicialmente a devolução de dinheiro aos cofres públicos.

CAOS NO ACRE! Ataque a tiros mata servente e deixa mulher e duas crianças feridas em Rio Branco

Um ataque a tiros matou o servente Antônio Valcemir Queiroz da Silva, de 27 anos, e deixou uma mulher e duas crianças feridas na noite de sábado, 5, na Rua Céu Azul, no loteamento Rosalinda, no Segundo Distrito de Rio Branco. O crime ocorreu quando dois homens chegaram ao local em uma motocicleta preta e um deles disparou contra as pessoas que estavam nas proximidades.

Antônio trabalhava na construção de um muro em frente a uma residência, acompanhado de outro pedreiro, quando foi atingido. Maria Liliane Braga Silva, de 26 anos, e duas crianças, ambas de 9 anos, também foram baleadas durante a ação. O outro trabalhador que estava com a vítima não foi ferido.

O servente foi atingido por um disparo que atravessou o braço direito e alcançou o peito. Uma das crianças foi baleada no abdômen, com entrada e saída do projétil, e a outra foi atingida no pescoço. Maria Liliane sofreu um tiro no pé esquerdo e teve suspeita de fratura.

As vítimas foram levadas inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento do Segundo Distrito. Antônio não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência enviou duas ambulâncias para transferir a mulher e as crianças ao Pronto-Socorro de Rio Branco. As três vítimas estavam em estado estável.

Policiais militares do 2º Batalhão isolaram a área para o trabalho da perícia. A motocicleta usada pelos criminosos não havia sido localizada. O corpo de Antônio foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os exames cadavéricos.

A apuração inicial ficou sob responsabilidade da Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil. O inquérito deve ser encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que vai investigar a autoria e a motivação do ataque.

Foto: AC24h

Denúncia aponta suspensão de cirurgias no Hospital do Juruá em meio a repasses pendentes

Áudios enviados ao Grupo Integração relatam falta de pagamento, paralisação de procedimentos e demora no fornecimento de oxigênio a um paciente que morreu; Portal da Transparência registra R$ 9 milhões empenhados e ainda não pagos à gestora da unidade

Denúncias recebidas pela redação do Grupo Integração apontam que procedimentos cirúrgicos teriam sido suspensos no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, por falta de pagamento. Outro relato denuncia que um paciente renal e com problemas respiratórios teria esperado cerca de três meses por um equipamento de oxigênio e morrido antes de recebê-lo.

As acusações chegam em meio a uma defasagem registrada nos repasses do Governo do Acre à Associação Nossa Senhora da Saúde (ANSSAU), entidade ligada à gestão e à prestação de serviços no hospital. Levantamento feito a partir do Portal da Transparência mostra pagamentos de competências anteriores realizados meses depois e mais de R$ 9 milhões em despesas empenhadas que ainda não apareciam como pagas na atualização analisada.

Os registros financeiros não comprovam, isoladamente, que cirurgias foram interrompidas nem que as pendências provocaram falta de atendimento. Eles mostram, porém, que valores referentes a serviços de abril, maio, junho e julho continuavam sendo movimentados entre agosto e setembro, período próximo ao das denúncias encaminhadas à redação.

 “As cirurgias estão suspensas”, afirma denunciante

Em um dos áudios recebidos pelo Grupo Integração, um homem afirma que todos os procedimentos cirúrgicos estariam suspensos por falta de pagamento. “Aqui no Juruá, todos os procedimentos cirúrgicos, as cirurgias, estão suspensas por falta de pagamento”, diz o denunciante.

Ele afirma ter recebido as informações de pessoas próximas que trabalham na unidade. Segundo o relato, os trabalhadores teriam medo de sofrer retaliações caso se identificassem ou apresentassem provas.

Até esta versão da reportagem, a redação não havia obtido escalas, comunicados internos, relação de pacientes ou documentos hospitalares que comprovassem a suspensão generalizada das cirurgias. O espaço fica aberto ao governo para informar quantos procedimentos foram realizados, cancelados ou adiados nos últimos meses e quais foram as razões de eventuais interrupções.

Suspeita sobre mudança na gestão

O interlocutor afirma que os atrasos poderiam estar ligados a uma intenção de retirar das religiosas a gestão do Hospital do Juruá. “Segundo roda nos comentários, o objetivo desse atraso também, além da irresponsabilidade, do descaso, é que se pensa em pegar de volta, tirar das irmãs a gestão do Hospital do Juruá”, declara.

O denunciante sustenta que a atual administração atuaria de forma transparente e responsável. 

Portal registra R$ 9 milhões ainda sem pagamento

Os dados do Portal da Transparência acrescentam um elemento objetivo à apuração. Na atualização analisada, o Fundo Estadual de Saúde havia empenhado R$ 69.237.842,06 para a ANSSAU em despesas associadas ao Hospital Regional do Juruá. Desse total, R$ 64.468.769,10 estavam liquidados e R$ 60.229.326,39 apareciam como pagos.

Isso significa que R$ 9.008.515,67 já estavam empenhados, mas ainda não constavam como pagos. O Governo do Acre havia pago aproximadamente 87% de tudo o que estava empenhado para a ANSSAU no recorte analisado.

Competência de abril foi paga em agosto

O histórico da execução financeira revela que uma parcela de R$ 3.827.764,01, referente ao repasse global da competência de abril de 2026, recebeu empenho em 11 de agosto. 

Outra parcela, de aproximadamente R$ 3,934 milhões, referente à competência de maio, também aparecia liquidada e ainda não paga. Havia ainda cerca de R$ 305,2 mil relacionados ao piso da enfermagem na mesma situação.

Em setembro, o Portal registrou pagamentos de R$ 264.070,80 por serviços de ressonância referentes à competência de junho e de R$ 269.100,72 relativos à competência de julho.

No dia 3 de setembro, foram emitidos mais dois empenhos ligados a serviços de julho: R$ 4.155.591,86 para uma parcela do repasse global mensal e R$ 613.481,10 para hemodinâmica. Na base examinada, os dois valores ainda apareciam sem pagamento.

Os registros comprovam uma distância de meses entre algumas competências e as respectivas movimentações orçamentárias. Para determinar se essa defasagem constitui descumprimento ou atraso contratual, é necessário conhecer os prazos de faturamento, análise, liquidação e pagamento previstos no contrato ou instrumento de parceria entre o Estado e a ANSSAU.

O levantamento também mostra que uma parcela relevante dos desembolsos realizados neste ano se destinou a obrigações do exercício anterior. Dos R$ 55,87 milhões identificados como pagos na primeira etapa da análise, cerca de R$ 13,06 milhões correspondiam às competências de novembro e dezembro de 2025.

Paciente teria esperado três meses por oxigênio

Uma terceira denúncia recebida pela redação relata a morte de um paciente que fazia hemodiálise e enfrentava problemas respiratórios. Segundo o denunciante, o paciente aguardava havia cerca de três meses o fornecimento de um equipamento de oxigênio. Ele afirma ter visitado o colega duas vezes e reproduz um pedido de ajuda atribuído ao paciente: “Eu vou morrer porque eu não posso respirar”.

O autor da denúncia afirma ter encaminhado o caso a um coronel quatro dias antes da morte e diz que existiria documentação sobre o pedido. Em tom de revolta, atribui ao Estado a responsabilidade pela falta do equipamento. “Nosso irmão morreu porque não tinha um oxigênio que o Estado não pôde doar pro cara”, declara.

Em outro áudio, ele volta a criticar o governo e afirma que o fornecimento do oxigênio poderia ter prolongado a vida do paciente.