A Associação dos Ministros Evangélicos do Acre (Ameacre) lamentou a falta de apoio financeiro do Governo do Acre e confirmou o cancelamento da Marcha para Jesus de 2026 em Cruzeiro do Sul. Sem os recursos esperados para custear a estrutura e a programação, a entidade informou que não terá condições de realizar o evento neste ano.
A decisão atinge uma das principais programações do calendário evangélico do município, que tradicionalmente reúne fiéis de diferentes denominações e recebe caravanas de outras cidades do Vale do Juruá.
A Ameacre esperava contar com apoio do poder público para despesas relacionadas à organização, estrutura, sonorização, logística e atrações da programação. Com a ausência do repasse, a associação decidiu suspender a edição deste ano.
O Governo do Acre informou que a falta de recursos não teve motivação política ou eleitoral. A gestão estadual afirmou que o edital da Fundação Elias Mansour destinado a apoiar a Marcha para Jesus foi cancelado em 23 de junho, diante de restrições relacionadas ao período eleitoral, falta de prazo para conclusão do chamamento público e orientações de órgãos de controle.
A demanda específica de Cruzeiro do Sul teria chegado ao governo em 15 de julho, depois do cancelamento do edital. A administração estadual também negou que a decisão tenha relação com alianças ou posicionamentos políticos adotados por lideranças evangélicas durante o período eleitoral.
Para a Ameacre, o cancelamento representa a interrupção de uma programação já consolidada entre os cristãos de Cruzeiro do Sul. A Marcha para Jesus integra o calendário oficial do município e mobiliza milhares de pessoas em caminhada, cultos e apresentações musicais.
Em 2025, a programação contou com a participação do cantor gospel Lukas Agostinho e atraiu um grande público. A expectativa dos organizadores era reunir cerca de 10 mil pessoas durante a marcha, além dos participantes concentrados no encerramento do evento.
Mesmo com a suspensão da edição de 2026, a Ameacre mantém a expectativa de retomar a programação nos próximos anos, caso consiga viabilizar os recursos e o apoio necessários para a realização da marcha.