O deputado estadual e candidato a deputado federal Pedro Longo afirmou, nesta segunda-feira, 31, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Integração FM, que pretende levar para Brasília pautas ligadas à produção rural, infraestrutura e desenvolvimento regional, com atenção especial ao Vale do Juruá.
Vice-presidente da Assembleia Legislativa do Acre, Longo destacou a presença política que mantém na região e disse que decidiu disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por considerar que o mandato estadual já não consegue atender à quantidade de projetos apresentados por associações, cooperativas e grupos organizados.
Segundo ele, desde 2020 mantém um escritório em Cruzeiro do Sul com equipe técnica voltada à elaboração de projetos e atendimento de demandas coletivas.
“O mandato começou a ficar pequeno. O valor das nossas emendas já não dava mais conta de atender isso”, afirmou ao explicar a decisão de concorrer a deputado federal.
Na entrevista, Pedro Longo também criticou a elaboração de normas federais que, segundo ele, não consideram a realidade dos pequenos produtores da Amazônia. O parlamentar citou dificuldades relacionadas à regularização ambiental e defendeu maior articulação entre os estados da Região Norte no Congresso.
“Uma coisa que me incomoda muito é ver sempre se fazerem leis do que pode e do que não pode ser feito no Acre por pessoas que não são do nosso estado, que não conhecem a nossa realidade”, declarou.
Ao falar sobre o futuro econômico do Acre, Longo apontou três áreas que considera fundamentais: fortalecimento da produção agropecuária, turismo e integração regional com países vizinhos, especialmente o Peru.
Para o deputado, o crescimento da produção deve começar pelo pequeno agricultor, com condições para geração de renda e permanência das famílias no campo.
“É muito fácil dizer que temos que fixar o homem no campo. Só que você fixar o homem no campo sem ele ter uma perspectiva de renda, sem ele poder levar um filho para uma faculdade, isso não vai acontecer”, disse.
No turismo, Pedro Longo citou destinos como Serra do Divisor, Croa, Rio Moa e Igarapé Preto e afirmou que o Juruá ainda não possui roteiros turísticos estruturados capazes de aproveitar o potencial da região.
Ele também defendeu maior aproximação econômica com o Peru, inicialmente por meio de voos regionais permanentes, para estimular o contato entre empresários e facilitar a comercialização de produtos.
“Eu sou um entusiasta desse Acre do futuro, de um Acre desenvolvido. O agronegócio, o turismo e essa integração regional são perspectivas principais para desenvolver o nosso estado”, afirmou.
A BR-364 também apareceu entre as prioridades citadas pelo deputado. Longo afirmou que as condições da rodovia afetam diretamente o custo das mercadorias que chegam ao consumidor e disse que pretende ampliar a fiscalização sobre o tema caso seja eleito para a Câmara Federal.
Outra pauta mencionada foi a construção da ponte entre Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves. Para ele, a obra é essencial para melhorar a circulação de pessoas e mercadorias e deve permanecer entre as prioridades da bancada federal acreana.
Pedro Longo também falou sobre os trabalhos da Assembleia Legislativa durante o período eleitoral. Entre as matérias que considera mais importantes para os próximos meses estão a Lei de Diretrizes Orçamentárias e o Orçamento do Estado para 2027.
O deputado disse ainda esperar que o Estado consiga superar as limitações fiscais que atualmente impedem avanços em planos de cargos e carreiras de algumas categorias. Citou demandas da Saúde, Comunicação e Educação e defendeu a recomposição de direitos dos trabalhadores do setor educacional.
Ao avaliar o cenário após as eleições, Longo afirmou que o resultado das urnas deverá alterar a composição política e os alinhamentos dentro da Assembleia Legislativa.
“A perspectiva de poder, às vezes, é mais forte do que o poder em si”, declarou ao comentar a possibilidade de mudanças na relação entre os deputados e o próximo governo.