O Acre perdeu 29.268 empreendedores entre o quarto trimestre de 2020 e o mesmo período de 2025, a maior redução proporcional registrada entre os estados brasileiros no intervalo. O número de pessoas à frente de negócios próprios caiu de 101.477 para 72.209, uma retração de 28,8%, conforme levantamento do Sebrae.
A redução acreana ficou acima das registradas nos outros três estados que também terminaram o período com menos empreendedores. Sergipe teve queda de 6,9%, a Paraíba recuou 4% e Pernambuco registrou diminuição de 0,9%.
Nos demais estados, o número de donos de negócios cresceu ou permaneceu estável. O Maranhão apresentou a maior expansão, de 32%, passando de 750.761 para 991.307 empreendedores. Alagoas cresceu 30,8%, enquanto Bahia e São Paulo tiveram avanço de 25,9% cada.
O perfil de renda também coloca o Acre entre os estados com maior concentração de empreendedores que recebem até dois salários mínimos por mês. Essa faixa reúne 81% dos donos de negócios acreanos.
Ao todo, 12 estados brasileiros têm pelo menos 80% dos empreendedores dentro dessa faixa de rendimento. Todos estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. O Maranhão aparece com o maior percentual, de 89%, seguido pelo Amazonas, com 87%, e pelo Pará, com 86%.
A diferença aumenta na comparação com a Região Sul. Em Santa Catarina, 45% dos donos de negócios recebem até dois salários mínimos, percentual 36 pontos abaixo do registrado no Acre. Paraná tem 52% e Rio Grande do Sul, 53%.
Os números mostram que o Acre chegou ao fim de 2025 com cerca de sete em cada dez empreendedores que possuía cinco anos antes. A redução de quase 30 mil pessoas ocorreu enquanto a maior parte dos estados ampliou a quantidade de trabalhadores por conta própria e empregadores no mesmo intervalo.