Ação de saúde evita deslocamentos e leva 3,1 mil atendimentos ao km 19 da Estrada de Porto Acre

Moradores da zona rural de Rio Branco receberam no sábado, 6 de junho, uma força-tarefa de saúde no km 19 da Estrada de Porto Acre, em uma ação que somou 3.173 procedimentos e reduziu a necessidade de deslocamento até a área urbana. A segunda parada do programa Saúde Rural – Edição Terrestre foi realizada na Escola Luiza de Lima Cadaxo e reuniu consultas, exames, vacinação e atendimentos especializados.

A mobilização levou à comunidade consultas médicas, de enfermagem e odontológicas, pré-natal, PCCU, inserção de Implanon, testes rápidos, vacinação humana e antirrábica, aferição de pressão arterial e glicemia, entrega de medicamentos e atendimento de endemias voltado para malária e leishmaniose. Também houve práticas integrativas, como auriculoterapia e ventosaterapia, atualização do Bolsa Família e atividades recreativas para crianças.

De acordo com a coordenação do programa, cerca de 200 pessoas passaram pela ação ao longo do dia. O secretário municipal de Saúde, Rennan Biths, afirmou que a proposta é ampliar o acesso aos serviços para famílias que vivem em áreas mais distantes. Já o coordenador Jhon Willer destacou que a presença das equipes no interior ajuda a atender uma demanda que muitas vezes esbarra na distância e no custo do deslocamento.

Para os moradores, a ação representou a chance de resolver várias demandas de saúde no próprio local onde vivem. Entre os serviços mais procurados estavam atendimento odontológico, consultas de rotina e procedimentos de planejamento reprodutivo, além da vacinação de animais. A avaliação entre os participantes foi de que a iniciativa facilita o acesso a cuidados básicos e especializados em regiões onde a assistência costuma chegar com mais dificuldade.

Wesley é cortado da Seleção, e Brasil chama Éderson às vésperas da estreia na Copa

O lateral-direito Wesley foi cortado da seleção brasileira neste domingo, 7 de junho, após sofrer uma lesão na coxa esquerda durante a vitória por 2 a 1 sobre o Egito, em amistoso disputado em Cleveland, nos Estados Unidos. Exames confirmaram o problema muscular, e a comissão técnica comandada por Carlo Ancelotti convocou o volante Éderson, da Atalanta, para a vaga.

A mudança ocorre na reta final de preparação para a estreia do Brasil na Copa do Mundo. Wesley era o único lateral-direito de origem entre os 26 convocados, e a saída dele abre uma lacuna no setor defensivo às vésperas do início da competição.

Com a alteração, a seleção perde uma opção específica para a lateral e passa a depender de alternativas no elenco para recompor o lado direito da defesa. Já Éderson entra no grupo como reforço para o meio-campo, em um momento em que o time ajusta as últimas peças antes do primeiro compromisso no torneio.

O Brasil estreia no Mundial no sábado, 13 de junho, contra Marrocos, em East Rutherford, Nova Jersey. Depois, enfrenta o Haiti, em 19 de junho, na Filadélfia, e a Escócia, em 24 de junho, em Miami.

Ex-secretário Pedro Pascoal alerta para avanço de síndromes respiratórias em crianças no Acre

O médico e ex-secretário de Saúde Pedro Pascoal alertou neste sábado, 7, para o aumento dos casos de síndrome respiratória em crianças no Acre, em um momento de pressão sobre a rede pediátrica e de maior circulação de vírus respiratórios no estado. O quadro tem sido puxado principalmente por bronquiolite, pneumonia e outras complicações que atingem com mais força a população infantil.

O boletim epidemiológico mais recente mostra que o Acre registrou 1.438 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave entre as semanas 1 e 21 de 2026. O volume supera o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 1.060 casos, e também o de 2024, com 1.130 registros. Rio Branco e Cruzeiro do Sul concentram a maior parte das notificações, enquanto o Hospital Infantil Iolanda Costa e Silva, na capital, e o Hospital Regional do Juruá aparecem como os principais pontos de sobrecarga assistencial.

As crianças seguem no centro da crise. A faixa de 2 a 4 anos lidera as internações, com 312 casos, seguida pelo grupo de 5 a 9 anos, com 273, e pelos menores de 2 anos, com 222. O avanço do vírus sincicial respiratório e do rinovírus ajuda a explicar o aumento dos atendimentos e internações, sobretudo por bronquiolite e pneumonia. Entre os menores de 2 anos, houve 10 óbitos em 2026, o maior número do triênio nessa faixa etária.

Diante do avanço dos casos, a rede estadual intensificou o monitoramento da ocupação hospitalar, reforçou equipes e mantém em avaliação a ampliação da capacidade de leitos pediátricos. A orientação às famílias é buscar atendimento logo nos primeiros sinais de agravamento, como dificuldade para respirar, febre persistente, chiado no peito e cansaço excessivo.

A vacinação continua no centro da resposta. A cobertura contra influenza ainda está abaixo da meta no Acre, e a recomendação é manter a caderneta em dia, higienizar as mãos com frequência, usar máscara em caso de sintomas gripais, evitar levar crianças doentes para escolas e creches e manter os ambientes ventilados.

Imagens mostram tamanho do desastre após queda de ponte sobre o Rio Iaco

Imagens registradas e publicadas no Instagram pelo perfil @figueroaxavier mostram a dimensão do colapso da ponte Frei Paolino Baldassari, sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira. A estrutura desabou na noite de sexta-feira, 5, menos de 48 horas depois de ser interditada por risco estrutural, deixou quatro feridos e interrompeu a travessia entre o centro da cidade e o Segundo Distrito.

No vídeo, a ponte aparece partida sobre o rio, com lajes e ferragens espalhadas no leito do Iaco. As imagens também mostram a movimentação de equipes no entorno da área atingida e dão a dimensão do impacto provocado pela queda da estrutura em uma das principais ligações urbanas da cidade.

As quatro vítimas foram socorridas após o desabamento. Três seguem internadas na rede estadual em Rio Branco, uma delas em estado gravíssimo, enquanto um dos feridos recebeu alta após atendimento inicial. Depois da queda, o governo manteve o isolamento total da área, fechou os dois acessos da ponte e reforçou a sinalização no rio por causa dos destroços.

A investigação avançou neste domingo, 7. A Polícia Civil abriu inquérito, preservou o local e recolheu partes da estrutura para exames periciais. O governo do Acre também abriu procedimento para apurar responsabilidades da construtora responsável pela obra, criou uma comissão especial de análise técnica e acionou a Justiça para exigir medidas emergenciais de contenção de riscos, isolamento e estabilização provisória da área. O Ministério Público do Acre também acompanha o caso. Até agora, não há conclusão oficial sobre a causa do desabamento.

A queda da ponte ampliou o transtorno em Sena Madureira e reacendeu a cobrança por respostas sobre as condições da obra, a fiscalização e a sequência de decisões tomadas antes do colapso. As imagens feitas por Figueroa Xavier reforçam o tamanho do impacto e transformam em registro visual a destruição deixada sobre o Rio Iaco.

Levantamento do site ÉPop aponta custo de R$ 45,3 milhões da ponte Padre Paolino

Levantamento realizado pelo site ÉPop mostra que a ponte Frei Paolino Baldassari, sobre o Rio Iaco, em Sena Madureira, consumiu R$ 45.318.158,64 em pagamentos públicos antes de desabar. O valor chama atenção porque o contrato original da obra foi firmado em R$ 36 milhões, o que abre uma diferença de R$ 9,3 milhões e coloca a execução financeira no centro da crise.

O dado muda o eixo da discussão sobre o caso. Mais do que o colapso da estrutura, a cifra impõe uma pergunta direta sobre como a obra chegou a esse patamar de gasto antes da queda. O total rastreado corresponde a 25,88% acima do valor inicial do contrato, num cenário em que a cobrança por transparência passa a recair não só sobre a qualidade da construção, mas também sobre os pagamentos feitos ao longo da execução.

A ponte foi lançada em março de 2022 como a segunda ligação sobre o Rio Iaco, com 232 metros de extensão e 352 metros de rampas de acesso. O levantamento reúne pagamentos distribuídos entre 2022, 2023, 2024 e 2025, com maior concentração no segundo ano da obra. O contrato também passou por apostilamentos e termos aditivos, o que amplia a necessidade de detalhamento sobre cada alteração formal e seu impacto no custo final.

Outro ponto que pressiona por explicações está na composição desses desembolsos. Parte dos valores aparece registrada como reajuste, e outra parte como despesa de exercícios anteriores. Sozinhas, essas classificações não esclarecem quais etapas foram medidas, quais serviços efetivamente foram executados, quais critérios embasaram as correções e quem autorizou a liberação dos pagamentos.

O governo informou que a obra foi contratada em regime integrado, com responsabilidade da empresa pelo projeto básico, projeto executivo e execução. Também sustenta que o recebimento definitivo ocorreu em janeiro de 2024 e que a estrutura ainda estava dentro do prazo legal de garantia. A posição delimita a discussão sobre responsabilidade técnica, mas não encerra a cobrança sobre a evolução do custo da obra nem sobre os documentos que sustentaram os repasses.

Com a abertura de investigações por órgãos de controle e pela polícia, a queda da ponte deixa de ser apenas um problema de engenharia e passa a ser também um caso de interesse público sobre gestão de recursos. Depois de R$ 45,3 milhões pagos, a principal explicação que falta agora é por que uma obra que custou tanto não resistiu.

Confira o levantamento completo >> https://epope.com.br/ponte-do-rio-iaco-custou-r-453-milhoes-antes-de-cair-em-sena-madureira/

Foto: Gleison Júnior/Orna Audiovisual

Sinjac repudia publicação sobre morte de Rafaela Polanco e anuncia medidas no Acre

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre afirmou neste domingo, 7 de junho, em Rio Branco, que vai adotar medidas junto aos órgãos competentes após a divulgação de uma publicação do site Notícia Imediata sobre a morte da advogada Rafaela Polanco Ribeiro. Na nota, a entidade condena o tratamento dado ao caso e diz que a abordagem foi desrespeitosa, sensacionalista e incompatível com os princípios éticos do jornalismo.

Segundo o sindicato, a manchete usada na publicação ultrapassou limites de respeito à dignidade humana, à memória da vítima e aos familiares. A entidade sustenta que conteúdos desse tipo ferem princípios básicos da atividade jornalística, sobretudo em situações que envolvem morte e luto.

Na manifestação, o Sinjac também afirma que a liberdade de imprensa é um pilar da democracia, mas não pode ser usada para justificar a divulgação de material ofensivo, degradante ou que atente contra a dignidade das pessoas. A direção do sindicato informou que o caso será levado aos órgãos competentes para apuração.

Ao fim da nota, a entidade reforça a defesa de um jornalismo ético, responsável e voltado ao interesse público. O sindicato também presta solidariedade aos familiares e amigos de Rafaela Polanco Ribeiro.