Jorge Viana, do PT, apareceu na frente na disputa pelas duas vagas do Acre ao Senado em 2026, segundo pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira, 3. No cenário estimulado, o ex-governador e ex-senador marcou 34,7% das intenções de voto, à frente de Gladson Cameli, do PP, com 32,6%, e de Márcio Bittar, do PL, com 29,9%. Os três estão em empate técnico por causa da margem de erro de 3,2 pontos percentuais, mas o levantamento coloca Jorge Viana numericamente na liderança.
A pesquisa mostra um cenário aberto, mas com um dado político que chamou atenção: Jorge Viana reaparece no topo de uma disputa majoritária no Acre e entra no debate de 2026 com um sinal de força eleitoral. Atrás dos três primeiros colocados aparecem Coronel Ulysses, com 21,9%; Mara Rocha, com 21,6%; Sérgio Petecão, com 13,9%; Jéssica Sales, com 11,3%; Eduardo Velloso, com 9%; e Júnior Feitosa, com 1,6%.
Como cada eleitor poderá votar em dois nomes para o Senado, a soma dos percentuais passa de 100%. O levantamento ouviu mil eleitores em 18 municípios do Acre entre os dias 31 de maio e 2 de junho. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número AC-01182/2026.
No comentário feito no Jornal da Manhã desta quarta-feira, Rogério Wenceslau tratou a liderança de Jorge Viana como a principal surpresa do levantamento. Para ele, o resultado muda o eixo inicial da disputa e recoloca o petista em posição central no tabuleiro político do Acre. A leitura é que, mesmo dentro do empate técnico, o fato de Jorge Viana aparecer na frente produz efeito político imediato, principalmente porque o cenário até aqui era de maior expectativa em torno dos nomes ligados à direita e ao grupo governista.
A dianteira de Jorge Viana também amplia o peso de sua possível candidatura num momento em que os partidos ainda fazem contas e ajustam estratégias para 2026. A pesquisa não define a eleição, mas entrega uma fotografia relevante do cenário atual e mostra que o petista largou à frente nesta rodada, com capital político para influenciar alianças, discursos e movimentos dos adversários.
No mesmo comentário, Wenceslau destacou ainda os números da corrida pelo governo do Acre, que também reforçam a antecipação da sucessão estadual. No cenário estimulado, Alan Rick aparece com 41,2%, Mailza Assis tem 24,4%, Tião Bocalom soma 16,1% e Thor Dantas registra 3,8%. A combinação dos dois quadros mostra que a disputa de 2026 já começou a ganhar forma no Estado.
Vale lembrar que Gladson Cameli ficou inelegível após ser condenado em 6 de maio de 2026 pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça a 25 anos e 9 meses de prisão, com perda do cargo, no processo que apurou corrupção, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Cameli nega irregularidades e afirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.