Paraná Pesquisas recoloca Perpétua Almeida no pelotão da Câmara mesmo após mais de três anos sem mandato

Fora de mandato eletivo desde fevereiro de 2023, quando terminou a 56ª Legislatura da Câmara dos Deputados, Perpétua Almeida voltou a aparecer entre os nomes mais competitivos para a disputa por uma vaga federal no Acre. Em levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta semana, a ex-deputada surge com 8,1% das intenções de voto na pesquisa estimulada, no grupo dos primeiros colocados, mesmo após três anos e quatro meses longe do exercício parlamentar.

O dado reforça um traço conhecido da política acreana: a força da memória eleitoral. Perpétua construiu uma trajetória longa na Câmara, com quatro mandatos de deputada federal, e manteve o nome em circulação mesmo fora do cargo. Esse capital político ajuda a explicar por que ela continua lembrada numa disputa que ainda está em fase de articulação, num cenário em que outros concorrentes contam com mandato, estrutura partidária ou exposição institucional mais recente.

A presença dela na pesquisa também se conecta à atuação que manteve nos últimos anos fora do Congresso. Na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, a ABDI, Perpétua esteve ligada a uma agenda de reindustrialização, desenvolvimento sustentável e fortalecimento de cadeias produtivas. No Acre, esse trabalho foi associado a projetos voltados à agroindústria, ao incentivo à produção local e à industrialização de setores estratégicos, temas que dialogam com uma parcela do eleitorado que acompanha pautas de geração de emprego, inovação e economia regional.

Esse movimento ajuda a sustentar a lembrança do nome dela entre os eleitores. Ao longo da carreira, Perpétua ocupou espaços de visibilidade em Brasília e participou de debates ligados a defesa, tecnologia, infraestrutura e políticas públicas, o que preservou uma imagem de atuação frequente em áreas de interesse nacional e local. Na prática, a pesquisa mostra que, mesmo sem mandato desde o início de 2023, ela ainda aparece como uma candidatura com lastro político, recall consolidado e capacidade de entrar competitiva na corrida por uma cadeira na Câmara em 2026.

Jorge Viana lidera corrida ao Senado no Acre e sai na frente em nova pesquisa do Paraná Pesquisas

Jorge Viana, do PT, apareceu na frente na disputa pelas duas vagas do Acre ao Senado em 2026, segundo pesquisa Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira, 3. No cenário estimulado, o ex-governador e ex-senador marcou 34,7% das intenções de voto, à frente de Gladson Cameli, do PP, com 32,6%, e de Márcio Bittar, do PL, com 29,9%. Os três estão em empate técnico por causa da margem de erro de 3,2 pontos percentuais, mas o levantamento coloca Jorge Viana numericamente na liderança.

A pesquisa mostra um cenário aberto, mas com um dado político que chamou atenção: Jorge Viana reaparece no topo de uma disputa majoritária no Acre e entra no debate de 2026 com um sinal de força eleitoral. Atrás dos três primeiros colocados aparecem Coronel Ulysses, com 21,9%; Mara Rocha, com 21,6%; Sérgio Petecão, com 13,9%; Jéssica Sales, com 11,3%; Eduardo Velloso, com 9%; e Júnior Feitosa, com 1,6%.

Como cada eleitor poderá votar em dois nomes para o Senado, a soma dos percentuais passa de 100%. O levantamento ouviu mil eleitores em 18 municípios do Acre entre os dias 31 de maio e 2 de junho. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número AC-01182/2026.

No comentário feito no Jornal da Manhã desta quarta-feira, Rogério Wenceslau tratou a liderança de Jorge Viana como a principal surpresa do levantamento. Para ele, o resultado muda o eixo inicial da disputa e recoloca o petista em posição central no tabuleiro político do Acre. A leitura é que, mesmo dentro do empate técnico, o fato de Jorge Viana aparecer na frente produz efeito político imediato, principalmente porque o cenário até aqui era de maior expectativa em torno dos nomes ligados à direita e ao grupo governista.

A dianteira de Jorge Viana também amplia o peso de sua possível candidatura num momento em que os partidos ainda fazem contas e ajustam estratégias para 2026. A pesquisa não define a eleição, mas entrega uma fotografia relevante do cenário atual e mostra que o petista largou à frente nesta rodada, com capital político para influenciar alianças, discursos e movimentos dos adversários.

No mesmo comentário, Wenceslau destacou ainda os números da corrida pelo governo do Acre, que também reforçam a antecipação da sucessão estadual. No cenário estimulado, Alan Rick aparece com 41,2%, Mailza Assis tem 24,4%, Tião Bocalom soma 16,1% e Thor Dantas registra 3,8%. A combinação dos dois quadros mostra que a disputa de 2026 já começou a ganhar forma no Estado.

Vale lembrar que Gladson Cameli ficou inelegível após ser condenado em 6 de maio de 2026 pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça a 25 anos e 9 meses de prisão, com perda do cargo, no processo que apurou corrupção, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Cameli nega irregularidades e afirmou que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal.