A jornalista e pré-candidata a deputada federal pelo Republicanos, Mirla Miranda, cobrou nesta quinta-feira, 30, uma resposta rápida das forças de segurança para esclarecer o atentado contra o jornalista Chico Melo. Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, ela defendeu a participação da Polícia Federal na investigação e afirmou que a demora beneficia os autores do crime.
“Da mesma forma que a bandidagem é rápida, nós exigimos uma ação rápida das polícias do Acre e da Polícia Federal”, declarou. O posicionamento ocorreu após o programa informar que o gabinete do senador Alan Henrique havia protocolado um pedido formal para que a Polícia Federal participasse da apuração. Pedidos semelhantes também teriam sido apresentados por outros parlamentares acreanos.
Mirla afirmou que esteve com Chico Melo no dia anterior e encontrou o jornalista abalado. Segundo ela, o comunicador tremia ao falar sobre a invasão de sua casa, as ameaças recebidas e a arma colocada contra sua cabeça. Para a pré-candidata, a proximidade entre as ameaças e a agressão exige que uma possível motivação política seja investigada.
Ela tratou essa possibilidade como suspeita, não como fato comprovado. “Há indícios fortíssimos de que foi uma coisa planejada e com viés político”, disse, ao cobrar que os responsáveis pela execução e pelo planejamento do ataque sejam identificados.
Durante a entrevista, Mirla também relatou ter ouvido em Cruzeiro do Sul uma versão de que Chico Melo não teria sido morto para evitar uma possível intervenção federal no Acre. A declaração não veio acompanhada da identificação da fonte ou de provas que confirmassem essa hipótese. Mesmo assim, ela aconselhou o jornalista a permanecer protegido e afastado da exposição pública enquanto o caso não for esclarecido.
Para Mirla, a resposta das instituições precisa ocorrer com rapidez para evitar que a violência interfira no processo eleitoral e no trabalho da imprensa. “A Justiça tem que vencer sempre”, afirmou.