Acre

Ministério Público vistoria aterro de Rio Branco após incêndio e avalia manejo de resíduos

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, na quarta-feira (14), uma vistoria no Aterro de Inertes de Rio Branco, localizado na Estrada Transacreana, para avaliar as condições de funcionamento da unidade após o incêndio registrado no local. A fiscalização teve como foco o manejo dos resíduos, os procedimentos de segurança e as medidas adotadas para controlar o fogo.

A inspeção foi conduzida pelo Núcleo de Apoio Técnico Especializado (NAT), a pedido da Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre.

Durante a visita, os técnicos avaliaram o recebimento e a disposição dos materiais, a cobertura dos resíduos e os procedimentos de prevenção e resposta a incêndios. A equipe verificou a presença de materiais incompatíveis com a finalidade do aterro e a ausência de um plano de contingência específico para situações de emergência.

O incêndio mobilizou uma força-tarefa envolvendo aproximadamente 50 trabalhadores e mais de 20 veículos e máquinas. As ações foram intensificadas na quinta-feira (15), com a participação de equipes da Prefeitura de Rio Branco, do Corpo de Bombeiros, do governo estadual e do Exército Brasileiro.

Segundo o secretário municipal de Cuidados com a Cidade, Tony Roque, as chamas foram contidas, mas as equipes permaneceram no local para controlar os pontos de calor e reduzir a emissão de fumaça.

O Corpo de Bombeiros também acompanhou a situação e orientou os trabalhos de combate ao incêndio, considerando os riscos provocados pela fumaça e pelas altas temperaturas.

As informações coletadas durante a vistoria serão reunidas em um relatório técnico e encaminhadas à Promotoria de Meio Ambiente, responsável por avaliar a necessidade de novas providências.

O aterro passa por um processo de encerramento. A Prefeitura de Rio Branco instituiu um grupo de trabalho para elaborar, no prazo de 60 dias, um plano de fechamento da unidade e de implantação da primeira etapa de uma nova Central de Triagem, em cumprimento a uma determinação judicial.

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