Estudantes denunciam comida com tapuru, falta de água e estrutura precária no Campos Pereira

Estudantes do Centro de Educação Profissional e Tecnológica (Cept) em Serviços Campos Pereira, em Rio Branco, denunciaram uma série de problemas na unidade, que vão de falhas na estrutura física e falta de água até atraso no auxílio estudantil e presença de tapurus na alimentação servida aos alunos.

As reclamações foram tornadas públicas por meio de vídeos nas redes sociais. Os estudantes mostram partes do prédio com forro danificado, piso quebrado e problemas nos aparelhos de ar-condicionado. Eles também relatam episódios recorrentes de falta de água.

A denúncia mais grave envolve a alimentação. Segundo os alunos, larvas, conhecidas popularmente como tapurus, foram encontradas nas refeições distribuídas dentro da instituição. Os estudantes afirmam que o problema não teria ocorrido apenas uma vez.

“Não estamos pedindo luxo, estamos pedindo condições dignas para estudar e respeito”, afirmou uma das estudantes ao cobrar providências.

Os alunos também denunciam atrasos no pagamento do auxílio estudantil. De acordo com os relatos, a cobrança não é recente. Há cerca de um ano, estudantes já haviam realizado uma mobilização para reivindicar melhorias e a regularização do benefício, que teria ficado mais de um ano e meio sem pagamento.

Após aquela manifestação, parte dos valores foi repassada, mas, segundo os estudantes, os pagamentos voltaram a ficar pendentes.

Diante das denúncias, o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica (Ieptec) apresentou explicações sobre os problemas apontados.

Sobre a climatização, o instituto informou que a situação está concentrada em três laboratórios de informática utilizados nas aulas práticas. Os espaços possuem aparelhos de 18 mil BTUs, e equipamentos com capacidade de 24 mil BTUs teriam sido solicitados para substituição.

Em relação à estrutura, o Ieptec informou que uma rachadura no piso foi identificada em 16 de setembro e que as peças danificadas foram substituídas no dia seguinte. O órgão também afirmou que parte do forro do corredor foi atingida pelas chuvas e ventos registrados em 25 de setembro e acabou cedendo dias depois.

Quanto ao auxílio estudantil, o instituto informou que solicitou os recursos à Secretaria de Estado de Educação e que recebeu a informação de que os repasses pendentes deverão ser regularizados.

Sobre a denúncia de tapurus na comida, o Ieptec afirmou que acompanha a preparação e a distribuição das refeições e que o serviço deve obedecer às normas de higiene, manipulação e segurança alimentar. O instituto declarou que providências serão adotadas caso sejam constatadas irregularidades.

Enquanto o governo apresenta respostas administrativas para parte dos problemas, os estudantes cobram solução definitiva para situações que, segundo eles, já vinham sendo denunciadas anteriormente e afetam diretamente as condições de permanência e estudo dentro da unidade.