Escola Arthur Maia lidera Ideb municipal em Cruzeiro do Sul

A Escola Municipal Arthur Maia alcançou o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as escolas da rede municipal de Cruzeiro do Sul. A unidade obteve nota 6,3 na avaliação aplicada aos estudantes do 5º ano do ensino fundamental. O resultado foi celebrado nesta segunda-feira, 10 de agosto, durante visita do prefeito Zequinha Lima e da equipe da Secretaria Municipal de Educação à escola.

Além da liderança da Arthur Maia, seis escolas municipais de Cruzeiro do Sul ficaram acima da média nacional, de 6,0. A rede municipal também registrou crescimento de 16,7% no Ideb em comparação com o resultado de 2023.

O prefeito Zequinha Lima atribuiu o desempenho ao trabalho desenvolvido pela Secretaria de Educação, gestores, professores, estudantes e famílias. A administração municipal pretende agora concentrar esforços na manutenção dos índices e na melhoria dos resultados nos próximos ciclos de avaliação.

O acompanhamento das escolas foi reforçado a partir de 2025, com formação de professores, produção de materiais pedagógicos, aplicação de simulados e análise do desempenho dos estudantes. Os resultados das avaliações eram usados pelas equipes para identificar dificuldades e definir conteúdos que precisavam de maior atenção em sala de aula.

O Ideb leva em consideração o desempenho dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, além de dados relacionados à aprovação e à permanência dos alunos na escola. No ensino fundamental, a avaliação contempla estudantes do 5º ano e, nas redes que oferecem essa etapa, também do 9º ano.

A gestora da Escola Municipal Arthur Maia, Sara Rosa, afirmou que o desempenho foi construído ao longo dos anos, com participação de professores de diferentes séries e dos próprios estudantes. “Esse resultado é coletivo. Ele não aconteceu somente no momento em que a prova foi realizada”, afirmou.

Segundo a direção, a meta inicial era superar a nota obtida na avaliação anterior. Com o avanço, a escola terminou na primeira colocação entre as unidades municipais de Cruzeiro do Sul e passa a ter como desafio manter o desempenho nas próximas avaliações.

Fase rural dos Jogos Escolares reúne 300 estudantes em Cruzeiro do Sul

A fase rural dos Jogos Escolares foi aberta nesta quarta-feira, 5 de agosto, na quadra coberta da Vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul. A competição reúne cerca de 300 estudantes de nove escolas da regional da BR-364 e vai selecionar as equipes que representarão a zona rural na etapa urbana de 2027.

Ao todo, 25 equipes participam das disputas nas categorias infantil e juvenil, nos naipes feminino e masculino. Os jogos começam na segunda-feira, 10 de agosto, às 7h30, e seguem até o dia 20.

A secretária municipal de Educação, Rosa Lebre, afirmou que a competição mobiliza estudantes, professores e demais integrantes das comunidades escolares. “Eles vivem momentos muito especiais, aprendem a respeitar os colegas, a competir e a trabalhar em equipe”, declarou.

A fase rural foi antecipada para permitir a escolha dos representantes que vão disputar a principal etapa dos Jogos Escolares no próximo ano. A medida também amplia o tempo de preparação das equipes classificadas.

A aluna Petronila Inácio, da Escola Juarez Ibernon, afirmou que a equipe busca manter o histórico de conquistas na competição. O grupo venceu as últimas três edições da etapa e pretende voltar à disputa nacional.

“Nossa expectativa está muito alta. No ano passado não conseguimos o resultado que esperávamos, mas este ano nossa equipe está mais reforçada e acreditamos que vamos conquistar essa vaga”, disse a estudante.

Parte das atletas da escola já representa Cruzeiro do Sul em uma competição nacional em 2026. Petronila também demonstrou confiança nas jogadoras que permanecerão na equipe após a conclusão dos estudos de algumas integrantes.

O aluno Romeu Katuquina, da Escola Indígena Tamãkãyã, disse que o grupo mantém uma rotina de treinamentos para enfrentar a competição. “Sabemos que será difícil, mas estamos treinando bastante e vamos continuar nos preparando para fazer uma boa competição”, afirmou.

Acre chega a 2026 entre serviços em crise, dependência do FPE e silêncio político, diz Leonildo Rosas

A disputa eleitoral de 2026 começou no Acre, mas, para o jornalista Leonildo Rosas, o principal debate ainda não entrou na campanha. Durante participação no programa Central de Política, da TV Gazeta, ele descreveu um estado que, na sua avaliação, perdeu a capacidade de reagir diante do avanço dos problemas estruturais. Em vez de discutir projetos para saúde, educação, economia e desenvolvimento, o Acre estaria mergulhado em um ambiente de acomodação política e social. “A sociedade acreana, a que a gente vive, a que a gente está presente, ela está caminhando de uma forma sonâmbula rumo ao abismo. Não há qualquer manifestação, qualquer reivindicação, qualquer protesto quanto aos desmandos que a gente vê ao longo dos últimos anos no nosso estado”, afirmou. Em seguida, elevou o tom do diagnóstico: “O pior dessa rumo ao abismo é que pode também ir para o fundo do poço, o subsolo do fundo do poço que a gente caminha.”

A imagem do “Acre sonâmbulo” tornou-se o eixo da análise apresentada por Rosas. Para ele, o silêncio da sociedade não decorre apenas do desgaste natural da política, mas da ausência de enfrentamento público diante de uma sucessão de problemas administrativos que, segundo sua leitura, deixaram de provocar indignação coletiva.

Na avaliação do jornalista, esse cenário começou a ser construído após a eleição de 2018. Ele atribui parte da responsabilidade às forças políticas derrotadas naquele pleito, que, segundo disse, abandonaram o espaço do debate público e permitiram a consolidação de um ambiente sem contraponto. “O que está acontecendo é o reflexo da covardia das forças de esquerda ao longo dos últimos oito anos. É um pessoal que perdeu a eleição em 2018, a maioria vazou do estado do Acre, fugiu, não fez o enfrentamento, não fez o combate político. E dentro da política não tem espaço vazio. Deixou-se criar um discurso único: rejeição a um grupo político que fez muito pelo Acre.”

Para Rosas, a consequência dessa ausência foi uma campanha cada vez mais superficial, incapaz de discutir um projeto de Estado. Na visão dele, muitos candidatos sequer demonstram disposição para construir uma candidatura competitiva. “O candidato precisa primeiro levar essa candidatura a sério. Então, se ele não leva, como é que as pessoas vão acreditar?”

As críticas avançaram para a relação entre governo e imprensa. Ex-secretário estadual de Comunicação, Rosas afirmou que nunca houve um investimento tão elevado em publicidade institucional. Na interpretação dele, esse volume de recursos reduziu o espaço para o escrutínio público sobre a administração estadual. “Primeiro, nunca se gastou tanto para calar a imprensa no Acre como o governo de Gladson Cameli. Eu fui secretário de Comunicação, eu sei o tanto que era o orçamento da Secretaria de Comunicação para mídia. Dobrou oficialmente. A população, obviamente, ela não ficou sabendo dos desmandos que foram cometidos desde o primeiro dia do Gladson Cameli.”

Ao relacionar comunicação institucional e cobertura jornalística, Rosas sustentou que episódios de grande repercussão acabaram perdendo espaço no debate público. “Nós temos um governador ou um ex-governador que, de forma inédita, levou a Polícia Federal para dentro do palácio, para dentro da sua casa, para a casa dos pais dele, e ele é condenado a 25 anos e 9 meses de cadeia. Tem pessoas que não sabem que ele foi condenado porque a imprensa não cumpriu o papel dela. A oposição não cumpriu o papel dela. Ela não fez o combate, se acovardou. Aqueles que não se acovardaram, foram embora.”

Ao comentar a atual governadora Mailza Assis, Rosas fez uma distinção entre responsabilidades administrativas e responsabilidades políticas. Segundo ele, ela não ocupava a posição de ordenadora de despesas durante os fatos que citou, mas assumiu um governo identificado com a continuidade do grupo político. “A partir de agora, se houver desmando dentro do governo dele — porque já há indícios e muitas denúncias de continuidade de casos de corrupção —, se ela souber que está acontecendo e mantiver essas pessoas, aí sim passará a ter culpa. Mas ela assumiu um governo com o discurso da continuidade. Será que nós queremos para o Acre a continuidade da corrupção?”

Depois das críticas políticas, Rosas concentrou a análise nos serviços públicos. Para ele, o debate eleitoral ignora justamente as áreas que mais afetam a rotina da população. “A discussão é rasa da nossa política. Ninguém discute mais um projeto de Estado. Ninguém discute os rumos da nossa saúde, que todo dia a gente vê coisas absurdas. Ninguém debate a nossa educação, que voltou a ser a pior do país em apenas oito anos. Foram anos construindo um processo para a educação melhorar. Nós temos uma assistência social que é um desastre.”

Na economia, o jornalista descreveu um estado paralisado, sem novos investimentos capazes de alterar a estrutura produtiva. “A nossa produção não produz nada. A construção civil não constrói nada. Passaram-se sete anos sem construir uma casa sequer.” Para ele, o Acre abandonou políticas voltadas à diversificação econômica e voltou a depender quase exclusivamente da circulação de recursos públicos.

Foi nesse contexto que Rosas apresentou um dos dados que considera mais preocupantes para o futuro das contas estaduais. Segundo ele, o Acre voltou a depender majoritariamente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), revertendo um processo que buscava ampliar a arrecadação própria. “A economia do contracheque voltou agora. Quando o Tião Viana deixou o governo, nós estávamos quase que FPE e receita própria equivalente: 53% a 47%. Voltamos a depender quase 80% do FPE.”

Ao defender políticas de incentivo adotadas em governos anteriores, Rosas citou cadeias produtivas que continuam movimentando parte da economia acreana. “Se critica por ter iniciativa de fazer? Eu nunca vi isso. Se critica por não fazer. Nós estamos há oito anos no marasmo, na paralisação. A única coisa que cresceu no Acre foi a corrupção, que voltou para dentro do governo.”

Mais do que uma crítica à gestão estadual, a entrevista foi construída como um alerta sobre o rumo do Estado. Na avaliação do jornalista, o Acre corre o risco de chegar às urnas discutindo nomes e alianças enquanto deixa em segundo plano a deterioração dos serviços públicos, a dependência crescente de transferências federais e a ausência de uma estratégia de desenvolvimento capaz de reduzir a vulnerabilidade econômica. O “estado sonâmbulo” descrito por Leonildo Rosas resume, para ele, uma sociedade que deixou de reagir justamente quando os problemas passaram a exigir maior mobilização.

Cruzeiro do Sul inaugura sala de informática com 15 computadores na Escola Terezinha Saavedra

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul inaugurou nesta segunda-feira, 22 de junho, uma sala de informática na Escola Municipal Integral Terezinha Saavedra, no Acre. O espaço foi entregue pelo prefeito Zequinha Lima e pela secretária municipal de Educação, Rosa Lebre, à equipe pedagógica, professores e estudantes, com o objetivo de ampliar o acesso dos alunos à tecnologia, à pesquisa e ao aprendizado digital.

A escola é uma das três unidades de ensino integral da rede municipal. O novo laboratório conta com 15 computadores e será usado pelas turmas integrais como apoio às disciplinas e às atividades desenvolvidas no contraturno escolar. Como as turmas têm cerca de 30 alunos, os equipamentos serão utilizados em dupla.

A estudante Amanda Vitória Souza afirmou que a nova estrutura vai ajudar nas atividades escolares. “É muito bom porque vai ajudar a gente nas atividades, nas pesquisas e em tudo o que precisar. Vai ser muito bom para todos nós”, disse. O aluno Maxwell Silva também comemorou a entrega. “É legal porque fica mais fácil de estudar, aprender mais e até fazer cursos aqui na escola”, afirmou.

A secretária Rosa Lebre disse que a implantação do laboratório faz parte do fortalecimento das escolas integrais do município. A meta da gestão é entregar espaços semelhantes ainda este ano nas outras duas unidades integrais da rede municipal, as escolas Francisca Lima e Rita de Cássia.

“Esse investimento vai auxiliar os professores, motivar ainda mais os alunos e contribuir para melhores resultados educacionais”, afirmou Rosa Lebre.

O prefeito Zequinha Lima disse que a tecnologia deve fazer parte da formação dos estudantes da rede municipal. “Estamos investindo em educação porque acreditamos que ela transforma vidas. Essa sala de informática representa mais uma oportunidade para que nossos alunos tenham acesso ao conhecimento, desenvolvam novas habilidades e estejam preparados para um mundo cada vez mais tecnológico”, afirmou.

Campus do Ifac em Cruzeiro do Sul sediará V Feira Estadual de Matemática

O campus do Instituto Federal do Acre em Cruzeiro do Sul reunirá estudantes, professores e técnicos administrativos de instituições públicas e privadas na V Feira Estadual de Matemática, marcada para os dias 29 e 30 de outubro de 2026. O evento terá como objetivo divulgar experiências, pesquisas e práticas ligadas ao ensino da Matemática, além de selecionar trabalhos que poderão representar o Acre na etapa nacional.

As inscrições para submissão de trabalhos são gratuitas e seguem abertas até 15 de agosto. A participação é voltada a alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação Superior e Educação Especial, além de professores e técnicos administrativos em educação de municípios acreanos. Os projetos devem ser encaminhados por um professor ou técnico orientador, no formato de resumo simples.

A feira será realizada nas dependências do campus Cruzeiro do Sul, no bairro Nova Olinda. A programação prevê montagem dos trabalhos, credenciamento, abertura oficial, exposição ao público, visitação e avaliação das produções apresentadas. As propostas passarão por análise prévia da Comissão Central Organizadora, responsável por avaliar a relevância dos temas inscritos.

Coordenada pelo professor Orleinilson Agostinho Rodrigues Batista, a V Feira Estadual de Matemática busca fortalecer a educação científica e aproximar estudantes e educadores de práticas que tornem o ensino da disciplina mais aplicado ao cotidiano escolar. Professores e técnicos também poderão inscrever trabalhos próprios.

Os trabalhos apresentados poderão ser indicados para a VII Feira Nacional de Matemática, prevista para ocorrer em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. A indicação dependerá dos critérios de avaliação, do número de vagas definido pela organização nacional e da disponibilidade orçamentária das instituições envolvidas.

A iniciativa conta com apoio da Universidade Federal do Acre, da Universidade Regional de Blumenau, da Sociedade Brasileira de Educação Matemática e da SBEM Acre. No Ifac, o movimento das feiras de Matemática começou em 2013 e ganhou projeção em 2018, quando a instituição sediou a VI Feira Nacional de Matemática.

Escolas Diocesanas do Juruá reforçam segurança e criam barreiras de acesso após ataque em Rio Branco

As Escolas Diocesanas do Juruá começaram a adotar novos protocolos de segurança em Cruzeiro do Sul após o ataque a tiros registrado no Instituto São José, em Rio Branco, que matou duas funcionárias e deixou dois feridos. A medida atinge cinco instituições da rede diocesana no Vale do Juruá, com foco inicial em três unidades em Cruzeiro do Sul, e prevê mudanças no controle de entrada, orientação a equipes de portaria e reuniões com famílias para apresentar as novas regras.

Em Cruzeiro do Sul, a coordenação das escolas diocesanas informou que o plano inclui treinamento de diretores e agentes de portaria e a instalação de obstáculos físicos para dificultar acessos não autorizados. “Nós estamos participando de todo o processo que a Secretaria está propondo, mas também fechamos, na semana passada, um protocolo de segurança próprio da Diocese”, disse o coordenador-geral da rede na região, Joaquim Neto. A apresentação formal das medidas à comunidade escolar deve ocorrer na próxima semana, em encontros com pais e responsáveis. “Quanto mais obstáculos nós colocarmos, melhor. Não dá para simplesmente não fazer nada”, afirmou.

A mobilização no Juruá ocorre em paralelo às ações da Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE), que suspendeu aulas em escolas estaduais de Cruzeiro do Sul no início da semana para alinhar rotinas de prevenção e orientar servidores, estudantes e familiares sobre os procedimentos de retorno. Entre as medidas em discussão está o reforço no controle de entrada, com vistoria e acompanhamento mais rigoroso de quem acessa os prédios. A formação de agentes de portaria contou com participação da Polícia Militar, incluindo equipe da Rotam, e a SEE já levantou a necessidade de ampliar o número de servidores nas portarias, com demandas encaminhadas à pasta na capital.

No eixo pedagógico e de acolhimento, a SEE lançou o guia “Estratégias Pedagógicas de Retorno à Escola”, com orientações de apoio emocional e protocolos para situações de ameaça, incluindo registro formal de ocorrências, acionamento da rede de proteção e articulação com órgãos como Conselho Tutelar, Ministério Público, Cras, Creas e forças de segurança. “A escola precisa continuar sendo um espaço de acolhimento, proteção e construção da cultura de paz. Este guia foi elaborado para apoiar nossas equipes gestoras, professores, estudantes e famílias neste momento delicado”, disse o secretário Reginaldo Prates. O documento prevê retorno em etapas, com um primeiro dia voltado às equipes escolares, o segundo às famílias e o terceiro aos estudantes, com atividades de convivência e prevenção de violência.

Na capital, a prefeitura anunciou a criação de um grupo de trabalho para elaborar um protocolo de segurança que será implantado na rede municipal por meio do programa Escola Mais Segura, com medidas a partir do retorno das aulas. Em reunião com gestores e agentes de portaria antes da retomada, a Secretaria Municipal de Educação alinhou ações com apoio da Polícia Militar e orientação psicológica para acolhimento. “Essa foi uma ação que faz parte do protocolo de retorno às aulas da rede municipal”, afirmou a secretária Kelce Nayra Paes.

O endurecimento de rotinas de acesso e a ampliação de treinamentos foram acelerados após o ataque no Instituto São José, em 5 de maio, quando um estudante de 13 anos entrou armado e atirou contra funcionários e uma aluna. Duas supervisoras de corredor, Alzenir e Raquel, morreram no local; um adulto e uma criança ficaram feridos. O governo informou que o adolescente se entregou e que o responsável legal, proprietário da arma, foi detido, enquanto a Polícia Civil apura a motivação e a dinâmica do crime.