Empresários de Cruzeiro do Sul cobram resposta imediata do governo em agenda da Suframa

No comentário feito no Jornal da Manhã desta sexta-feira, 12, na Rádio Integração 99,9 FM, Rogério Wenceslau levou para o centro do debate um recado que, segundo ele, veio diretamente dos bastidores do setor produtivo de Cruzeiro do Sul: a classe empresarial não quer promessa para depois da eleição nem discurso de aproximação sem efeito prático. A expectativa em torno da presença da governadora Mailza Assis na agenda ligada à Jornada de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento, da Suframa, estava menos ligada ao simbolismo político e mais à cobrança por medidas imediatas para aliviar o custo de empreender no Juruá.

A leitura feita pelo comentarista é que o empresariado chegou ao evento com uma pauta concreta e urgente. Nas conversas que disse ter mantido com empresários na véspera da agenda, Wenceslau relatou a cobrança por ações que melhorem o ambiente de negócios agora, com foco em tributos, energia, combustíveis e logística. Na avaliação dele, a sobrevivência de muitas empresas em Cruzeiro do Sul está cada vez mais apertada, num cenário em que a concorrência empurra parte do mercado para a informalidade e castiga quem tenta operar dentro de todas as regras.

A leitura feita pelo comentarista é que o empresariado chegou ao evento com uma pauta concreta e urgente. Nas conversas que disse ter mantido com empresários na véspera da agenda, Wenceslau relatou a cobrança por ações que melhorem o ambiente de negócios agora, com foco em tributos, energia, combustíveis e logística. Na avaliação dele, a sobrevivência de muitas empresas em Cruzeiro do Sul está cada vez mais apertada, num cenário em que a concorrência empurra parte do mercado para a informalidade e castiga quem tenta operar dentro de todas as regras.

Nesse bastidor, o problema não seria falta de diagnóstico, mas de resposta. O comentário apontou que o setor produtivo conhece com precisão onde estão os gargalos e não se contenta mais com falas genéricas sobre desenvolvimento regional. A demanda, segundo Wenceslau, é por uma agenda objetiva, com reflexos no caixa das empresas e no dia a dia do comércio, capaz de reduzir pressão tributária e criar condições mínimas de competitividade no interior.

Wenceslau também incluiu a BR-364 no centro da cobrança. Para ele, qualquer discussão séria sobre desenvolvimento em Cruzeiro do Sul passa pela estrada que liga o Vale do Juruá ao restante do estado. Ao citar a situação da rodovia, o comentarista sustentou que o governo estadual tem obrigação política de liderar a pressão por solução, ainda que a responsabilidade formal pela via seja federal. Sem logística confiável, afirmou, o discurso de incentivo ao setor produtivo perde força antes mesmo de chegar ao mercado.

Ao fundo dessa expectativa econômica, o comentarista também enxergou movimento político. Ele disse que o governo já entrou em modo de campanha e avaliou que a agenda em Cruzeiro do Sul poderia servir tanto para reforçar alianças quanto para tentar reaproximar o Palácio Rio Branco do empresariado local. Mas, no retrato traçado por Wenceslau, o humor da classe produtiva indica que gesto político, sozinho, não basta. O que o setor quer ouvir é anúncio com efeito imediato, capaz de sair do palanque e entrar na rotina de quem mantém empresa aberta no interior.