Feijó confirma caso de moko da bananeira e aciona força-tarefa sanitária

Feijó registrou um caso de moko da bananeira na comunidade Seringal Nova Sorte, às margens do Rio Envira, e mobilizou uma operação emergencial para conter o avanço da doença, que ameaça plantações inteiras e pode atingir em cheio a renda de famílias que dependem da cultura no campo. A confirmação saiu após análise laboratorial vinculada ao Ministério da Agricultura, e as equipes começaram a atuar na área com eliminação de plantas infectadas, orientação aos produtores e vigilância nas propriedades vizinhas.

O foco identificado é o primeiro no município e amplia a preocupação com a sanidade da bananicultura no Acre, que já havia confirmado um caso da praga em Rodrigues Alves, em setembro de 2025. Em Feijó, a resposta inclui monitoramento em um raio de cinco quilômetros ao redor da área afetada, numa tentativa de localizar possíveis novos focos antes que a bactéria se espalhe por outras lavouras.

A doença é causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2 e costuma provocar amarelecimento e murcha das folhas, além de apodrecimento dos frutos e perda rápida do plantio. Entre os sinais observados no campo, técnicos também apontam maturação irregular dos cachos e escurecimento interno dos tecidos da planta, sintomas que exigem comunicação imediata aos órgãos de defesa agropecuária.

A operação em Feijó enfrenta dificuldade logística, com deslocamentos por áreas isoladas e viagens pelo Rio Envira para alcançar as propriedades rurais. O produtor Antônio Osmildo, que buscou apoio técnico após perceber a morte gradual das bananeiras, relatou que o problema vinha se arrastando havia cerca de um ano. Segundo a coordenação estadual da sanidade da bananicultura, a rapidez na notificação foi decisiva para a identificação do foco e o início das medidas de contenção.

As autoridades ainda não confirmaram como a bactéria chegou à comunidade. A disseminação, porém, pode ocorrer por ferramentas e calçados contaminados, solo infectado, água, contato entre raízes e até por insetos. A orientação no campo agora é reforçar o controle sanitário, evitar o trânsito de material contaminado e acelerar a comunicação de qualquer suspeita para impedir novos prejuízos à produção.

Feijó recebe ação itinerante do Idaf em comunidade isolada

Moradores de uma área rural isolada de Feijó receberam atendimento itinerante do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre em uma ação voltada à defesa sanitária animal e vegetal, atualização cadastral e orientação técnica para produtores da região. A atividade foi realizada no rio Jurupari, no Seringal Humaitá, na Associação Igarapé Grande, área de difícil acesso no município.

A equipe levou serviços ligados à emissão de Guia de Trânsito Animal, vacinação contra a brucelose, declaração de rebanhos, regularização de propriedades rurais e informações sobre controle sanitário. A proposta foi atender produtores que enfrentam distância e limitações de deslocamento até a zona urbana para buscar esse tipo de serviço.

Na comunidade, onde a produção de farinha a partir da mandioca é uma das principais atividades econômicas, o foco também esteve no combate a pragas e doenças que afetam a lavoura. Entre os temas tratados estiveram a vassoura-de-bruxa da mandioca, a lagarta mandarová, a monilíase do cacau e do cupuaçu, além do moko da bananeira.

Os produtores ainda receberam orientações sobre uso correto de agrotóxicos, receituário agronômico e devolução de embalagens vazias. A ação reforça a estratégia de levar assistência técnica e sanitária a comunidades rurais mais distantes, com impacto direto na proteção da produção agrícola e na manutenção da renda local.