Feijó recebe mais de R$ 11 milhões para ponte e pavimentação urbana

Feijó recebeu mais de R$ 11,14 milhões em obras de infraestrutura e mobilidade urbana durante agenda da governadora Mailza Assis nesta quinta-feira (18). As ações incluem a assinatura da ordem de serviço para a construção da ponte sobre o Igarapé Aristides e a entrega da pavimentação e adequação da Rua Pedro Alexandrino, na Chácara Manancial.

A ponte terá 36 metros de extensão e será construída em concreto armado. O investimento é de R$ 7.507.158, com recursos federais e emenda do senador Márcio Bittar. A estrutura vai substituir a antiga ponte de madeira e melhorar a ligação entre a cidade e a estrada de acesso ao aeródromo de Feijó.

A pavimentação da Rua Pedro Alexandrino recebeu R$ 3.636.729,95, com recursos próprios do Estado e emenda do deputado federal Eduardo Velloso. A intervenção melhora o tráfego na região, amplia a segurança para moradores e motoristas e atende uma área de circulação urbana na Chácara Manancial.

Mailza Assis afirmou que a nova ponte atende uma demanda antiga da população. “Uma obra aguardada há anos, que vai garantir mais segurança, mais mobilidade e melhores condições para o escoamento da produção, para o acesso ao aeródromo e para o desenvolvimento de Feijó”, disse a governadora.

A presidente do Deracre, Sula Ximenes, afirmou que as obras beneficiam os 35.426 moradores do município. Ela disse que Feijó recebeu cerca de mil toneladas de asfalto no ano passado e que a nova ponte dará uma solução definitiva para uma travessia que precisava de reparos constantes.

Durante a agenda, Mailza também citou a reforma e ampliação do Hospital-Geral de Feijó Dr. Baba, entregue há pouco mais de um mês, e afirmou que o Estado deve implantar o Opera Acre na unidade. A governadora também comentou a situação da ponte que desabou em Sena Madureira e disse que o governo acompanha o caso e cobra providências dos responsáveis.

Edvaldo Magalhães diz que contrato do Luz para Todos em Feijó pode ser renovado na próxima semana

O deputado Edvaldo Magalhães afirmou que o Programa Luz para Todos em Feijó avançou após uma reunião com o vereador e presidente da Câmara Municipal, Tarcísio Araújo, lideranças comunitárias e representantes da Energisa. A expectativa, segundo ele, é de que o contrato seja renovado já na próxima semana, o que permitiria retomar ações previstas para o início do ano e ampliar o acesso à energia em comunidades do município.

A sinalização foi tratada como uma boa notícia para moradores que aguardam há meses a chegada do serviço. Com a possível renovação, a aposta é na retomada imediata do cronograma, abrindo perspectiva para atender localidades que ainda vivem sem energia regular e dependem da continuidade do programa para melhorar a rotina.

Ao destacar o andamento das tratativas, Edvaldo reforçou que a demanda vem sendo acompanhada de perto por representantes de Feijó. Ele agradeceu a atuação de Tarcísio Araújo, que levou o pleito adiante, e também citou o presidente da Energisa, Ricardo Xavier, pela receptividade à pauta.

A expectativa agora gira em torno da formalização do novo contrato. Se a renovação for confirmada nos próximos dias, a medida deve destravar uma etapa aguardada por diversas comunidades, que veem na chegada da energia um passo decisivo para melhorar as condições de armazenamento de alimentos, o acesso a serviços básicos e a qualidade de vida no interior de Feijó.

Justiça afasta chefe da Funai em Feijó por suspeita de irregularidades com benefícios indígenas

A Justiça Federal afastou cautelarmente o chefe da Unidade Técnica Local da Fundação Nacional dos Povos Indígenas em Feijó, no interior do Acre, após ação civil pública do Ministério Público Federal que aponta retenção de cartões bancários, controle irregular de benefícios previdenciários e exploração econômica de indígenas das etnias Ashaninka e Madijá/Kulina. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (27) e considerou que a permanência do servidor no cargo pode comprometer a proteção das comunidades e a credibilidade institucional da Funai.

O processo reúne relatos de práticas que, segundo a decisão, não seriam isoladas. As suspeitas envolvem comunidades marcadas por barreiras linguísticas, dificuldade de acesso ao sistema bancário e dependência da atuação estatal para obter direitos sociais básicos. Para a Justiça, manter o servidor em uma função estratégica da política indigenista federal pode ferir os princípios da moralidade e da legalidade administrativa.

A decisão também cita risco para a apuração dos fatos e para a proteção integral das comunidades indígenas em situação de vulnerabilidade social, econômica e geográfica. O entendimento foi de que o afastamento é necessário para evitar a manutenção de um ambiente institucional incompatível com os deveres constitucionais de proteção aos povos indígenas.

O caso ainda resgata registros de suspeitas semelhantes desde 2012, com novos procedimentos em 2022 e 2024 ligados à estrutura administrativa da Funai em Feijó. Parte das investigações anteriores foi arquivada, mas a decisão menciona limitações logísticas, barreiras linguísticas e dificuldade de acesso às aldeias como fatores que dificultaram o aprofundamento das diligências. Neste mês de maio, a Justiça já havia imposto medidas cautelares a outras pessoas envolvidas em irregularidades do mesmo tipo.

Além do afastamento, a Justiça determinou a suspensão imediata da nomeação, proibiu nova designação do servidor para funções de direção, chefia ou assessoramento ligadas à política indigenista até o julgamento final da ação e ordenou a devolução, em 24 horas, de eventuais bens da Funai mantidos sob sua posse. O servidor também ficou proibido de acessar a unidade da fundação em Feijó enquanto durar a medida cautelar. A Funai terá cinco dias para cumprir a decisão, sob pena de multa diária. Cabe recurso.

Feijó confirma caso de moko da bananeira e aciona força-tarefa sanitária

Feijó registrou um caso de moko da bananeira na comunidade Seringal Nova Sorte, às margens do Rio Envira, e mobilizou uma operação emergencial para conter o avanço da doença, que ameaça plantações inteiras e pode atingir em cheio a renda de famílias que dependem da cultura no campo. A confirmação saiu após análise laboratorial vinculada ao Ministério da Agricultura, e as equipes começaram a atuar na área com eliminação de plantas infectadas, orientação aos produtores e vigilância nas propriedades vizinhas.

O foco identificado é o primeiro no município e amplia a preocupação com a sanidade da bananicultura no Acre, que já havia confirmado um caso da praga em Rodrigues Alves, em setembro de 2025. Em Feijó, a resposta inclui monitoramento em um raio de cinco quilômetros ao redor da área afetada, numa tentativa de localizar possíveis novos focos antes que a bactéria se espalhe por outras lavouras.

A doença é causada pela bactéria Ralstonia solanacearum raça 2 e costuma provocar amarelecimento e murcha das folhas, além de apodrecimento dos frutos e perda rápida do plantio. Entre os sinais observados no campo, técnicos também apontam maturação irregular dos cachos e escurecimento interno dos tecidos da planta, sintomas que exigem comunicação imediata aos órgãos de defesa agropecuária.

A operação em Feijó enfrenta dificuldade logística, com deslocamentos por áreas isoladas e viagens pelo Rio Envira para alcançar as propriedades rurais. O produtor Antônio Osmildo, que buscou apoio técnico após perceber a morte gradual das bananeiras, relatou que o problema vinha se arrastando havia cerca de um ano. Segundo a coordenação estadual da sanidade da bananicultura, a rapidez na notificação foi decisiva para a identificação do foco e o início das medidas de contenção.

As autoridades ainda não confirmaram como a bactéria chegou à comunidade. A disseminação, porém, pode ocorrer por ferramentas e calçados contaminados, solo infectado, água, contato entre raízes e até por insetos. A orientação no campo agora é reforçar o controle sanitário, evitar o trânsito de material contaminado e acelerar a comunicação de qualquer suspeita para impedir novos prejuízos à produção.

Feijó recebe ação itinerante do Idaf em comunidade isolada

Moradores de uma área rural isolada de Feijó receberam atendimento itinerante do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre em uma ação voltada à defesa sanitária animal e vegetal, atualização cadastral e orientação técnica para produtores da região. A atividade foi realizada no rio Jurupari, no Seringal Humaitá, na Associação Igarapé Grande, área de difícil acesso no município.

A equipe levou serviços ligados à emissão de Guia de Trânsito Animal, vacinação contra a brucelose, declaração de rebanhos, regularização de propriedades rurais e informações sobre controle sanitário. A proposta foi atender produtores que enfrentam distância e limitações de deslocamento até a zona urbana para buscar esse tipo de serviço.

Na comunidade, onde a produção de farinha a partir da mandioca é uma das principais atividades econômicas, o foco também esteve no combate a pragas e doenças que afetam a lavoura. Entre os temas tratados estiveram a vassoura-de-bruxa da mandioca, a lagarta mandarová, a monilíase do cacau e do cupuaçu, além do moko da bananeira.

Os produtores ainda receberam orientações sobre uso correto de agrotóxicos, receituário agronômico e devolução de embalagens vazias. A ação reforça a estratégia de levar assistência técnica e sanitária a comunidades rurais mais distantes, com impacto direto na proteção da produção agrícola e na manutenção da renda local.

Nikolas Ferreira cumpre agenda no Acre com passagem pela BR-364, aldeias e polêmicas

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou na segunda-feira, 18 de maio, uma agenda de três dias no Acre a convite do senador Marcio Bittar (PL-AC), com chegada por Rio Branco e deslocamento ao interior para percorrer a BR-364, visitar comunidades e acompanhar de perto a rotina de moradores do Vale do Juruá. O roteiro começou por Feijó, avançou para Tarauacá e, nesta terça-feira, 19 de maio, chegou a Marechal Thaumaturgo.

Ainda na segunda, a situação da BR-364 dominou a primeira parte da visita. A rodovia, principal eixo de ligação entre municípios acreanos, virou ponto central da passagem do parlamentar pelo estado. Durante o trajeto, Nikolas criticou as condições da estrada e associou a precariedade da via às dificuldades enfrentadas por quem depende do trecho para transporte, acesso a serviços e circulação de mercadorias. Em Feijó, a comitiva reforçou o discurso de que a viagem tinha como objetivo dar visibilidade nacional a problemas históricos de infraestrutura no Acre.

No fim do dia, a agenda seguiu para Tarauacá, onde Nikolas visitou a Aldeia Pinuya, do povo Huni Kuin. Na conversa com indígenas, defendeu que as prioridades das aldeias sejam definidas pelos próprios moradores e afirmou que as decisões sobre equipamentos, ramais e estrutura precisam partir de quem vive a realidade local. “Muitos querem falar por vocês, mas eles não são vocês. Vocês são vocês. Vocês sabem o que vocês precisam. Se é uma retroescavadeira, tem que ter uma retroescavadeira. Se é um ramal, tem que ser um ramal”, disse.

Na mesma fala, ao mencionar demandas e desejos dentro das comunidades, citou itens como batom, calcinha e brinquedos. A declaração repercutiu no meio político acreano nesta terça-feira e abriu nova frente de embate entre aliados e adversários do deputado. A agenda, que já tinha peso político pela presença de uma das principais vozes da direita bolsonarista no país, passou a ser também alvo de críticas de opositores no estado.

Nesta terça-feira, 19 de maio, a programação avançou para Marechal Thaumaturgo, com visita a uma reserva extrativista e compromissos voltados à realidade de populações tradicionais da região. O roteiro do dia também incluiu passagem por Rodrigues Alves para tratar da travessia e da ponte sobre o Rio Juruá, além de visita ao projeto de assentamento Santa Luzia. A proposta da comitiva foi concentrar a viagem em pontos que simbolizam os gargalos de mobilidade, isolamento e acesso a serviços públicos no interior acreano.

A passagem de Nikolas pelo Acre ocorre em meio ao esforço de aliados para ampliar a exposição de pautas locais no debate nacional.