Imac reforça fiscalização contra queimadas e desmatamento no Vale do Juruá
O Instituto de Meio Ambiente do Acre reforçou em agosto as ações de fiscalização contra queimadas e desmatamento no Vale do Juruá, no interior do estado, por causa do período de estiagem. A operação integra o plano anual de combate a crimes ambientais e deve continuar até novembro, fase em que o risco de incêndios florestais aumenta na região.
Na regional de Cruzeiro do Sul, as equipes atuam por terra e com apoio de monitoramento aéreo para localizar áreas com suspeita de desmate e queimadas irregulares. As ocorrências são mapeadas por imagens de satélite antes da ida dos fiscais a campo.
A chefe interina do Imac no Juruá, Marla Amorim, afirmou que o planejamento foi feito com antecedência para ampliar a presença das equipes no período mais crítico do ano. “As áreas são identificadas por meio de imagens de satélite e, a partir dessas informações, nossas equipes vão a campo verificar se há irregularidades. Somente para este mês de agosto recebemos 28 pontos com indícios de desmatamento e queimadas que já estão sendo fiscalizados”, disse.
Queimadas e desmatamentos feitos sem autorização ambiental podem levar a multa, embargo da propriedade e restrições para acesso a financiamentos rurais. As penalidades mudam conforme o tipo e o tamanho da área atingida. Em reserva legal ou área de preservação permanente, os valores podem passar de R$ 5 mil por hectare. Fora dessas áreas, as multas ficam em torno de R$ 1 mil por hectare.
Além da fiscalização, o Imac orienta produtores rurais sobre a regularização ambiental, incluindo o Cadastro Ambiental Rural e as licenças exigidas para desmate e queima controlada. O órgão mantém ações durante todo o ano, mas amplia as operações na estiagem, quando cresce o risco de degradação ambiental.
Marla Amorim afirmou que a redução do desmatamento também ajuda a combater incêndios, já que o fogo costuma ser usado após a derrubada da vegetação. “Quando combatemos o desmatamento, também reduzimos as queimadas, porque, na maioria das vezes, o fogo é utilizado após a derrubada da vegetação”, afirmou.
A destruição da floresta também afeta o equilíbrio ambiental, a disponibilidade de recursos naturais e agrava os efeitos das mudanças climáticas. Nos últimos anos, o Acre enfrentou alta pressão de queimadas, o que levou os órgãos ambientais a ampliar ações integradas de fiscalização e orientação no campo.