Acre

Taiane nega participação em gastos e contratos da Expoacre Juruá 2026

Taiane Santos afirmou que não participou da elaboração de processos, da contratação de artistas, da escolha de fornecedores nem da fiscalização dos recursos usados na Expoacre Juruá 2026. Segundo ela, sua atuação foi restrita à organização operacional da feira, com a reunião dos projetos apresentados pelos órgãos envolvidos, a distribuição dos espaços e o encaminhamento de demandas surgidas durante a montagem e a realização do evento.

A declaração foi dada ao Grupo Integração após questionamentos sobre os gastos da feira, a contratação de atrações nacionais, os atrasos nos pagamentos de artistas locais e a participação da Associação Transformar na execução do evento.

Taiane afirmou que a Expoacre reúne governo, prefeitura, federações, associações e Sebrae, mas que cada órgão administra suas próprias despesas. Ela disse que não era ordenadora de despesas e não tinha poder para autorizar contratos, pagamentos, licitações, editais ou dispensas.

“Minha função era planejar, unir as secretarias, ver qual o projeto que cada uma tinha, compilar isso e apresentar para aprovação dos gestores”, afirmou.

Segundo Taiane, as decisões sob sua responsabilidade direta ficavam limitadas a questões operacionais, como a definição de espaços e a solução de conflitos entre expositores. Quando surgiam problemas, ela procurava o órgão responsável pela área.

“A gente identifica as demandas e envia para o órgão responsável. Isso faz parecer que eu resolvo tudo, mas minha função era encaminhar”, disse.

Questionada sobre o plano de trabalho apresentado pela Associação Transformar, Taiane negou participação na elaboração, análise ou aprovação do documento. Ela afirmou que esses procedimentos cabiam aos secretários, comissões e setores administrativos.

A Associação Transformar recebeu R$ 15,8 milhões da Casa Civil para executar a Expoacre Juruá. O valor global previsto no Termo de Colaboração chegou a R$ 16,6 milhões.

Taiane também negou participação na definição dos cachês e na escolha das atrações nacionais. Segundo ela, os valores eram definidos pelos artistas e as contratações não passavam por sua função.

“Não sou produtora de show. Os cachês são definidos pelos artistas e eu não era responsável por essa negociação”, afirmou.

Ela disse ainda que mantinha contato com fornecedores durante a organização da feira, mas não participava da seleção das empresas contratadas.

“As escolhas eram feitas por licitações e editais. Não eram feitas por mim”, declarou.

Sobre a fiscalização dos recursos, Taiane afirmou que a responsabilidade cabia aos gestores das pastas que realizavam os pagamentos, como secretários e presidentes de autarquias.

“Não sou ordenadora de despesa. A fiscalização financeira é responsabilidade do gestor da pasta que faz o desembolso”, disse.

Taiane declarou que não tinha acesso a notas fiscais, contratos ou comprovantes de pagamento. Segundo ela, sua participação na prestação de contas era voltada aos resultados da feira, como número de expositores, volume de negócios e público registrado.

As despesas e os documentos financeiros, de acordo com Taiane, ficavam sob responsabilidade de cada órgão envolvido.

Ela também negou manter relação pessoal, profissional ou política com dirigentes da Associação Transformar. O questionamento foi feito após a identificação de emendas destinadas à entidade pelo vereador Moacir Júnior, irmão de Taiane.

“Não possuo relação pessoal com gestores da instituição. As organizações sociais buscam recursos para projetos, mas isso não representa uma relação minha com a entidade”, afirmou.

A existência das emendas não comprova participação de Taiane na escolha da associação ou na liberação dos recursos. Essa eventual ligação dependeria de documentos, atos administrativos, mensagens ou registros que mostrassem interferência dela nos processos.

Ao ser questionada sobre a publicação dos contratos, notas fiscais, comprovantes e da prestação de contas completa da Expoacre Juruá, Taiane afirmou que não tinha acesso aos documentos.

“O adequado é que as solicitações sejam feitas às pastas responsáveis pelas despesas questionadas”, respondeu.

A manifestação de Taiane concentra a responsabilidade financeira nos gestores, na Casa Civil, nos órgãos que realizaram os pagamentos e na Associação Transformar. A divulgação dos processos administrativos e da prestação de contas completa poderá esclarecer quem autorizou cada despesa, quais empresas foram contratadas, quanto foi pago aos artistas e como os recursos públicos foram aplicados.

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