A vazante do Rio Juruá abriu uma nova frente de problemas em Cruzeiro do Sul e deixou ao menos cinco casas sob risco de desabamento no bairro Miritizal. A Defesa Civil passou a atuar na área para retirar famílias de pontos mais vulneráveis, desmontar imóveis ameaçados e evitar acidentes com o avanço da erosão na margem do rio.
Uma das residências começou a ser desmontada de forma controlada, enquanto moradores afetados recebem atendimento emergencial. Parte das famílias deve ser incluída em programas de apoio habitacional temporário, e outras aguardam a transferência para terrenos em áreas mais seguras, com ajuda do município para reaproveitar material das casas atingidas.
O problema surgiu após o recuo das águas, que deixou o solo fragilizado e acelerou o desgaste da encosta. Em vez do alívio esperado com o fim da cheia, moradores passaram a enfrentar o risco de perder as casas para o barranco, em uma mudança de cenário comum nas áreas ribeirinhas depois de enchentes prolongadas.
Cruzeiro do Sul já havia sido afetada pela cheia do Juruá neste ano, dentro de um quadro mais amplo de enchentes no Acre. Com a descida do nível do rio, o impacto agora aparece na forma de rachaduras no terreno, desmoronamento da margem e ameaça direta a imóveis construídos próximos da beira.
Equipes técnicas seguem com vistorias para dimensionar a área comprometida e definir novas remoções, caso o barranco continue cedendo. A prioridade é retirar moradores antes que novas estruturas sejam atingidas e reduzir o risco de desabamento em uma região que ainda sente os efeitos do período de cheia.
Entre os moradores, o clima é de insegurança. Famílias acompanham o avanço da erosão com receio de perder a casa e os bens acumulados ao longo dos anos, enquanto a Defesa Civil mantém o monitoramento e prepara novas ações emergenciais no local.
Com informações do Juruá 24 Horas