Defesa Civil aciona Polícia Federal após alerta falso com mensagem “misantropia”

A Defesa Civil Nacional acionou a Polícia Federal neste sábado, 20 de junho, para investigar uma invasão ao sistema Defesa Civil Alerta, usado para enviar avisos de emergência à população. A plataforma disparou, durante a madrugada, uma notificação classificada como “Alerta Extremo” para celulares em diferentes regiões do país, incluindo o Acre, sem relação com chuvas, enchentes, deslizamentos ou qualquer outro desastre iminente.

A mensagem chamou atenção por trazer apenas a palavra “misantropia”, termo associado à aversão ou ódio à humanidade. Em alguns aparelhos, o alerta apareceu com variações na escrita, como “misantropi4”. O aviso foi acompanhado de som alto e sobreposição na tela do celular, mesmo em aparelhos configurados no modo silencioso, característica usada em situações de risco grave e imediato à vida.

A plataforma de envio foi retirada do ar à 1h30, de forma preventiva, após a identificação do disparo indevido. A suspeita inicial é de ataque hacker, já que o alerta teria sido ordenado remotamente por alguém sem vínculo com o Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil.

O governo identificou dez alertas falsos durante a madrugada. Nove foram enviados pelo sistema Cell Broadcast, tecnologia que permite o envio de mensagens emergenciais diretamente para celulares localizados em determinada área, e um foi encaminhado por SMS. Entre as localidades citadas como atingidas estão Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Acre e São Paulo.

O Defesa Civil Alerta é uma ferramenta criada para avisar a população sobre riscos naturais, como alagamentos, enxurradas, enchentes, deslizamentos, vendavais e outros eventos capazes de colocar vidas em risco. O alerta extremo é o nível mais alto da ferramenta e deve ser usado apenas quando há ameaça grave e iminente.

A retomada do sistema depende da correção das falhas de segurança e da conclusão das verificações técnicas. A Polícia Federal ficará responsável por apurar a autoria da invasão e as circunstâncias do disparo falso.

Cruzeiro do Sul constrói e revitaliza 313 metros de trapiches em áreas alagadiças

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul mantém duas frentes de trabalho na construção e revitalização de 313 metros de trapiches em áreas alagadiças do município. As obras são executadas pela Defesa Civil Municipal nesta quinta-feira, 18, nos bairros Remanso e Telégrafo, com o objetivo de melhorar a mobilidade, o acesso às residências e a segurança de famílias que dependem dessas estruturas no dia a dia.

No bairro Remanso, os serviços foram iniciados na Rua Paraíba, onde serão construídos aproximadamente 100 metros de trapiche. A intervenção atende moradores da comunidade e amplia as condições de circulação em uma área onde o deslocamento depende da estrutura elevada.

Outra frente de trabalho fica na Rua Paraíba, no bairro Telégrafo. No local, foram construídos e revitalizados 213 metros de trapiche, o que melhora o acesso de moradores às casas e reduz os riscos no deslocamento diário.

O coordenador da Defesa Civil Municipal, Damasceno Júnior, disse que as obras seguem uma agenda de prioridades definida para atender as comunidades. “Sabemos da importância dessas estruturas para as comunidades e estamos trabalhando de forma organizada para atender todas as demandas. Todos os trapiches serão contemplados dentro do nosso cronograma de execução”, afirmou.

Chuvas na Baixada da Sobral atingem duas famílias e mobilizam assistência imediata em Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco mobilizou, na manhã desta terça-feira (9), equipes da Defesa Civil, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e da Secretaria Municipal de Cuidados com a Cidade para atender famílias afetadas pelas fortes chuvas registradas durante a noite de segunda-feira (8) na Baixada da Sobral. Segundo a Defesa Civil, choveu por cerca de sete horas, com acumulado de 71 milímetros, e duas famílias do bairro Plácido de Castro foram atingidas pela enxurrada. A avaliação inicial do município é que o trabalho preventivo de limpeza e desobstrução de córregos e canais ajudou a reduzir os danos.

De acordo com o monitoramento feito nas primeiras horas do dia, os igarapés e córregos da região permaneceram dentro da calha, o que acelerou o retorno à normalidade. A prefeitura informou que enviaria hidrojato para reforçar a limpeza da área e manter o acompanhamento em outros pontos da capital com risco de ocorrência durante o período chuvoso.

O coordenador municipal da Defesa Civil, coronel Cláudio Falcão, afirmou que as equipes passaram pelos cursos d’água da região e não identificaram situação fora do padrão. Segundo ele, o atendimento foi mantido no local e em outras áreas da cidade para verificar possíveis novos problemas e prestar apoio aos moradores.

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos também fez o levantamento das necessidades das famílias atingidas. O secretário Ivan Ferreira disse que, apesar de os danos terem sido pequenos, o município está preparado para conceder benefícios eventuais, kits de limpeza e outros tipos de suporte, conforme a necessidade identificada pelas equipes em campo.

Moradores da região acompanharam a vistoria e cobraram a continuidade das ações estruturais para reduzir os transtornos causados pelas chuvas. O presidente do bairro, Cleilton Nogueira, afirmou que a presença das equipes garantiu o primeiro atendimento às famílias e defendeu medidas de curto, médio e longo prazo para enfrentar de forma definitiva os problemas históricos da Baixada da Sobral.

A prefeitura informou que mantém monitoramento permanente das áreas de risco e equipes de prontidão para responder a novas ocorrências provocadas pelo inverno amazônico.

Vazante do Rio Juruá provoca desbarrancamento e deixa casas sob risco em Cruzeiro do Sul

A vazante do Rio Juruá abriu uma nova frente de problemas em Cruzeiro do Sul e deixou ao menos cinco casas sob risco de desabamento no bairro Miritizal. A Defesa Civil passou a atuar na área para retirar famílias de pontos mais vulneráveis, desmontar imóveis ameaçados e evitar acidentes com o avanço da erosão na margem do rio.

Uma das residências começou a ser desmontada de forma controlada, enquanto moradores afetados recebem atendimento emergencial. Parte das famílias deve ser incluída em programas de apoio habitacional temporário, e outras aguardam a transferência para terrenos em áreas mais seguras, com ajuda do município para reaproveitar material das casas atingidas.

O problema surgiu após o recuo das águas, que deixou o solo fragilizado e acelerou o desgaste da encosta. Em vez do alívio esperado com o fim da cheia, moradores passaram a enfrentar o risco de perder as casas para o barranco, em uma mudança de cenário comum nas áreas ribeirinhas depois de enchentes prolongadas.

Cruzeiro do Sul já havia sido afetada pela cheia do Juruá neste ano, dentro de um quadro mais amplo de enchentes no Acre. Com a descida do nível do rio, o impacto agora aparece na forma de rachaduras no terreno, desmoronamento da margem e ameaça direta a imóveis construídos próximos da beira.

Equipes técnicas seguem com vistorias para dimensionar a área comprometida e definir novas remoções, caso o barranco continue cedendo. A prioridade é retirar moradores antes que novas estruturas sejam atingidas e reduzir o risco de desabamento em uma região que ainda sente os efeitos do período de cheia.

Entre os moradores, o clima é de insegurança. Famílias acompanham o avanço da erosão com receio de perder a casa e os bens acumulados ao longo dos anos, enquanto a Defesa Civil mantém o monitoramento e prepara novas ações emergenciais no local.

Com informações do Juruá 24 Horas

Serviço Geológico faz mapeamento de áreas de risco em Brasileia após enchentes e enxurradas

O Serviço Geológico do Brasil concluiu nesta semana uma etapa de mapeamento de áreas de risco em Brasileia, no interior do Acre, após a sequência de enchentes e enxurradas que atingiu o município nos últimos meses. As visitas técnicas começaram na segunda-feira, 12, e seguiram até quinta-feira, 15, com acompanhamento da Defesa Civil Municipal e da Secretaria de Planejamento.

As equipes percorreram pontos da zona urbana e rural considerados mais vulneráveis, com levantamentos sobre tipos de solo, processos erosivos, deslizamentos de terra e riscos nas margens do Rio Acre. Entre os locais vistoriados está uma propriedade no km 59, onde foram encontradas rachaduras no solo. Áreas urbanas com histórico de enxurradas e erosões também entraram no trabalho de campo.

Na quinta-feira, 15, os pesquisadores se reuniram com o prefeito Carlinhos do Pelado para apresentar um balanço preliminar das vistorias. “Esse mapeamento é fundamental para que possamos identificar as áreas mais vulneráveis e agir de forma preventiva, garantindo mais segurança para nossa população. Brasileia tem enfrentado eventos climáticos extremos e precisamos estar preparados para minimizar os impactos”, disse o prefeito.

A prefeitura trabalha com a expectativa de usar o levantamento no planejamento de medidas preventivas e na definição de prioridades para reduzir danos em períodos de chuva intensa. O coordenador da Defesa Civil Municipal, Sargento Lima, afirmou que o estudo deve reforçar as ações de prevenção, monitoramento e resposta em situações de emergência.

Brasileia enfrenta uma sucessão de eventos extremos nos últimos anos. Em abril deste ano, uma enxurrada atingiu o município após 242 milímetros de chuva em cinco horas. Em janeiro, outro temporal deixou mais de 500 famílias isoladas na zona rural, comprometeu cerca de 40 pontes e destruiu aproximadamente 20 linhas de bueiros.

O histórico recente também inclui a enchente de março de 2024, quando cerca de 80% da área urbana ficou submersa. Diante desse cenário, o município aparece entre os prioritários no país para ações de gestão de risco e resposta a desastres naturais, por causa da exposição a deslizamentos, enxurradas e inundações.

O mapeamento feito pelo Serviço Geológico do Brasil deve servir de base para novas medidas de prevenção e proteção da população, em uma cidade que passou a conviver com maior frequência com episódios de chuva extrema e avanço das águas.


Foto: Jayne Castro/Secom