O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) abriu uma apuração para esclarecer as circunstâncias do atendimento prestado a uma gestante que perdeu o bebê após procurar o Hospital da Mulher e da Criança do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A paciente estava com 40 semanas de gestação.
O caso passou a ser acompanhado pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cruzeiro do Sul, que instaurou uma notícia de fato para verificar se houve falha na assistência oferecida à gestante e se os procedimentos adotados pela unidade seguiram os protocolos médicos previstos.
A mulher procurou o hospital e, durante o primeiro atendimento, os batimentos cardíacos do bebê teriam sido verificados. Depois da avaliação, ela foi orientada a retornar à unidade posteriormente.
Ao voltar ao hospital para uma nova avaliação, entretanto, foi constatada a ausência dos batimentos cardíacos e a morte do bebê.
Para esclarecer o que ocorreu entre os dois atendimentos, o MPAC solicitou à direção do hospital a íntegra do prontuário da paciente e os registros relacionados ao caso. O Ministério Público também quer identificar os profissionais responsáveis pelo atendimento, os exames realizados e as condutas adotadas durante a assistência.
A Promotoria pediu ainda que o hospital informe quais protocolos são utilizados no acompanhamento de gestantes que chegam às 40 semanas de gravidez, além de esclarecer se foi aberta alguma apuração interna sobre o caso.
A promotora de Justiça substituta Taís Milhomem afirmou que o procedimento busca reunir elementos para verificar a regularidade do atendimento e definir quais medidas poderão ser adotadas pelo Ministério Público.
A investigação ainda está em fase inicial e não estabelece responsabilidade de profissionais ou da unidade hospitalar. A apuração deverá analisar os documentos e as informações requisitadas antes de qualquer conclusão sobre o atendimento prestado à gestante.