O senador Márcio Bittar (PL), reeleito para mais oito anos no Senado Federal, agradeceu aos eleitores acreanos e comentou os resultados das eleições de 2026 durante entrevista coletiva concedida à imprensa em Cruzeiro do Sul. O parlamentar falou sobre a votação recebida, a disputa pelas vagas ao Senado e a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro no cenário político nacional.
Bittar iniciou a coletiva agradecendo a Deus e aos eleitores pela oportunidade de continuar representando o Acre no Congresso Nacional. O senador afirmou ter orgulho da confiança recebida nas urnas e reafirmou seu compromisso com a população do estado.
“Eu tenho o maior orgulho de representar o povo do estado. Tenho um carinho muito grande por essa gente valente, corajosa, destemida. Para mim é uma honra, um privilégio continuar representando o povo do Acre no Congresso Nacional”, declarou.
Ao comentar o resultado da disputa ao Senado, Bittar também falou sobre a derrota do ex-governador Gladson Cameli (PP), a quem apoiou durante a campanha. Segundo ele, a situação jurídica de Cameli provocou insegurança em parte do eleitorado, que temia votar em um candidato e ter o voto anulado.
O senador afirmou que manteve o apoio ao ex-governador até o fim da campanha e que não pretende romper relações pessoais em razão de decisões judiciais.
“Eu votei nele, pedi voto para ele até o final. Eu não deixo de ser amigo de alguém porque ele está condenado”, afirmou.
Bittar também atribuiu parte do resultado eleitoral à mobilização dos eleitores ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Na avaliação do parlamentar, esse grupo teve participação na eleição de Mara Rocha (Republicanos) para a segunda vaga ao Senado pelo Acre.
No cenário nacional, o senador classificou Bolsonaro como o principal vencedor político do primeiro turno e afirmou que o crescimento da bancada do PL no Congresso Nacional terá influência nas próximas decisões legislativas. Ele também defendeu a votação de propostas de anistia e voltou a criticar a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante a coletiva, Bittar ainda defendeu investimentos em infraestrutura, construção de estradas e pontes e aproveitamento dos recursos naturais do Acre. Segundo ele, o desenvolvimento econômico da região depende de políticas que considerem as necessidades da população.
“Aqui não tem só floresta, aqui tem gente. E gente precisa de estrada, precisa de ponte, precisa de condições de trabalhar, de prosperar”, declarou.