Política

Bocalom reforça defesa do café como motor econômico do Acre

Tião Bocalom voltou a defender neste domingo, 24, o café como uma das principais apostas para ampliar a economia do Acre. Em vídeo gravado na zona rural, ele afirmou que “hoje celebramos o Dia do Café” e disse que o produto “se torna uma grande saída econômica para o Acre”. Na mesma fala, reforçou que essa bandeira acompanha sua trajetória ao declarar: “Eu disse isso a vida toda” e “ainda temos potencial para muito mais”.

A manifestação recoloca a cafeicultura no centro do debate sobre geração de renda, permanência do produtor no campo e diversificação da economia acreana. Ao associar o avanço do café ao futuro do estado, Bocalom voltou a apostar no setor como uma atividade capaz de ganhar escala e abrir mercado para pequenos e médios produtores. Em outro trecho do vídeo, ele resumiu a cena com uma frase curta: “Coisa boa é a roça”.

O discurso encontra respaldo em uma cadeia que vem crescendo no Acre. A expectativa para a safra de 2026 é de aproximadamente 6,9 mil toneladas de café canephora, com Acrelândia na liderança da produção estadual. Além da lavoura, o avanço do setor já alcança etapas como produção de mudas, assistência técnica, transporte, beneficiamento, torrefação e comercialização, o que amplia o peso econômico da atividade e ajuda a explicar por que o café passou a ser tratado como uma frente estratégica para o Acre.

O movimento também aparece nas políticas públicas voltadas ao setor. Em fevereiro, o governo do Acre sancionou a Lei nº 4.776, que criou um programa de compras governamentais para fortalecer a indústria local do café. Antes disso, o Valor Bruto da Produção do café no estado saltou de R$ 28,3 milhões em 2019 para R$ 139,1 milhões em 2025, alta de 391,5%.

Com esse cenário, a defesa feita por Bocalom neste domingo vai além da declaração em uma data simbólica. A fala se conecta a uma atividade que ganhou mais espaço no interior, agregou novas etapas de produção e passou a ocupar posição estratégica na economia acreana. Ao insistir no café como “grande saída econômica”, ele reforça um discurso que encontra hoje um setor mais estruturado e com números mais robustos do que nos anos anteriores.

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