Zequinha Lima afirma que café transforma vidas e fortalece agricultura familiar em Cruzeiro do Sul

O prefeito Zequinha Lima defendeu nesta sexta-feira, 26, em Cruzeiro do Sul, a continuidade dos investimentos na cafeicultura como alternativa de geração de renda, emprego e desenvolvimento para agricultores familiares do município. A declaração foi feita durante sessão solene da Assembleia Legislativa do Acre em alusão ao Dia Mundial do Café, realizada no Teatro dos Náuas.

Zequinha afirmou que os avanços registrados na produção de café em Cruzeiro do Sul são resultado do trabalho diário dos agricultores e do apoio recebido por instituições parceiras que apostaram no potencial produtivo do Vale do Juruá. Para o prefeito, os produtores rurais são os principais responsáveis pelo crescimento da atividade na região.

“Nós só estamos aqui hoje por conta do trabalho que vocês fazem todos os dias. O café tem transformado vidas e fortalecido a agricultura familiar. Cruzeiro do Sul continuará incentivando essa atividade porque sabemos da sua importância para a economia e para os nossos produtores”, disse Zequinha Lima.

O prefeito também ressaltou que os investimentos feitos nos últimos anos ajudaram a ampliar a produção, abrir novas oportunidades no campo e fortalecer a economia local. A avaliação é que a cafeicultura deixou de ser apenas uma aposta e passou a ocupar espaço entre as principais atividades produtivas do município.

Ao reconhecer o papel dos agricultores familiares, Zequinha reforçou que a Prefeitura de Cruzeiro do Sul seguirá apoiando a cadeia produtiva do café, com ações voltadas ao fortalecimento da produção rural e à valorização de quem vive da agricultura no município.

Porto Acre recebe 1ª indústria de beneficiamento de café para atender produtores do Projeto Tocantins

Porto Acre passou a contar neste sábado, 30, com a primeira indústria de beneficiamento de café do município, instalada no Ramal Boa União, no Projeto Tocantins. A estrutura foi entregue para atender cerca de 40 famílias produtoras e permitir que o café seja seco e processado na própria região, sem a necessidade de transporte até Acrelândia.

O investimento total foi de R$ 400 mil, sendo R$ 300 mil destinados por Perpétua Almeida e R$ 100 mil por Edvaldo Magalhães. A unidade recebeu equipamentos como secador e descascador, etapa considerada decisiva para reduzir custos de produção e ampliar a renda das famílias envolvidas na atividade.

Com a nova estrutura, os produtores deixam de arcar com o deslocamento da colheita para outro município, o que consumia parte do lucro da produção. A expectativa é que o beneficiamento local fortaleça a cafeicultura em Porto Acre e mantenha mais recursos circulando dentro da própria comunidade.

Durante a entrega, a avaliação entre lideranças locais foi de que a indústria representa um avanço para a agricultura familiar e para a organização da cadeia produtiva do café no município. A produção local vem crescendo nos últimos anos, e a nova unidade deve ampliar a capacidade de processamento e dar mais autonomia aos agricultores.

A instalação da indústria também reforça o movimento de expansão da cafeicultura no Acre, com foco em agregar valor ao produto ainda na origem e estimular a industrialização de pequenas cadeias rurais. Em Porto Acre, a aposta é que a estrutura ajude a consolidar a atividade como uma das principais fontes de renda das famílias do campo.

Acre entra na Rota do Café e amplia aposta no desenvolvimento do Juruá

O Vale do Juruá deve entrar na estratégia federal de desenvolvimento regional voltada à cadeia do café, em um movimento anunciado nesta quinta-feira, 28, por Perpétua Almeida. A proposta prevê a estruturação da chamada Rota do Café na região, com a intenção de atrair investimentos, organizar a cadeia produtiva, ampliar a agregação de valor e abrir novas frentes de geração de emprego e renda no Acre.

A próxima etapa está marcada para junho, quando técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional devem ir ao Juruá para iniciar visitas de campo e montar, com lideranças locais, um plano de ação para o setor. A programação prevê imersões em propriedades rurais e unidades industriais, seguidas de um workshop com produtores, autoridades e representantes de instituições parceiras. A expectativa é reunir cerca de 80 participantes no processo de formatação do programa de investimentos.

A entrada do Acre nessa agenda dá ao café um peso maior dentro de uma política nacional voltada à estruturação de cadeias produtivas em áreas priorizadas. No caso do Juruá, a aposta é usar essa engrenagem para transformar a produção de café em um eixo mais sólido de desenvolvimento regional, com impacto direto sobre renda, industrialização e mercado.

O anúncio também fecha um ciclo político e econômico construído por Perpétua em torno da cafeicultura do Juruá. A articulação se conecta à agenda que ela vinha defendendo na ABDI, onde o café passou a ser tratado como vetor de industrialização da agricultura familiar. Ao falar sobre a nova etapa, Perpétua afirmou que “a inclusão do Juruá nas Rotas de Desenvolvimento Regional é a continuidade do trabalho que fizemos na ABDI”.

Essa base começou a ganhar forma em Mâncio Lima, onde foi instalado em 2025 um complexo industrial de café da agricultura familiar que passou a reorganizar a cadeia na região. A estrutura abriu espaço para o beneficiamento local da produção, reduziu a dependência de processamento fora do estado e reforçou a aposta em um modelo apoiado no cooperativismo e na agregação de valor dentro do próprio Juruá.

A expansão seguiu neste ano com o anúncio de uma nova unidade em Cruzeiro do Sul, ampliando a capacidade regional de beneficiamento. O movimento reforça a ligação entre produção rural, processamento industrial e circulação de renda na economia local. Ao tratar dessa etapa, Perpétua definiu a iniciativa como parte da consolidação de “um cinturão produtivo” do café no Vale do Juruá.

O avanço da estrutura industrial veio acompanhado de outras ações para dar sustentação técnica ao setor, como investimentos em análise de solo e apoio à produção. Esse conjunto ajuda a explicar por que o café passou a ocupar espaço central no discurso de desenvolvimento para o Juruá. A região já não aparece apenas como área produtora, mas como base de uma cadeia que tenta combinar campo, indústria e mercado em uma mesma estratégia.

Com a entrada do Acre na Rota do Café, o governo federal passa a olhar para o Juruá não só pelo potencial agrícola, mas pela capacidade de transformar a cafeicultura em plataforma de desenvolvimento regional. A aposta agora é fazer dessa estrutura já montada o ponto de partida para uma nova fase de expansão econômica no interior do estado.

Bocalom reforça defesa do café como motor econômico do Acre

Tião Bocalom voltou a defender neste domingo, 24, o café como uma das principais apostas para ampliar a economia do Acre. Em vídeo gravado na zona rural, ele afirmou que “hoje celebramos o Dia do Café” e disse que o produto “se torna uma grande saída econômica para o Acre”. Na mesma fala, reforçou que essa bandeira acompanha sua trajetória ao declarar: “Eu disse isso a vida toda” e “ainda temos potencial para muito mais”.

A manifestação recoloca a cafeicultura no centro do debate sobre geração de renda, permanência do produtor no campo e diversificação da economia acreana. Ao associar o avanço do café ao futuro do estado, Bocalom voltou a apostar no setor como uma atividade capaz de ganhar escala e abrir mercado para pequenos e médios produtores. Em outro trecho do vídeo, ele resumiu a cena com uma frase curta: “Coisa boa é a roça”.

O discurso encontra respaldo em uma cadeia que vem crescendo no Acre. A expectativa para a safra de 2026 é de aproximadamente 6,9 mil toneladas de café canephora, com Acrelândia na liderança da produção estadual. Além da lavoura, o avanço do setor já alcança etapas como produção de mudas, assistência técnica, transporte, beneficiamento, torrefação e comercialização, o que amplia o peso econômico da atividade e ajuda a explicar por que o café passou a ser tratado como uma frente estratégica para o Acre.

O movimento também aparece nas políticas públicas voltadas ao setor. Em fevereiro, o governo do Acre sancionou a Lei nº 4.776, que criou um programa de compras governamentais para fortalecer a indústria local do café. Antes disso, o Valor Bruto da Produção do café no estado saltou de R$ 28,3 milhões em 2019 para R$ 139,1 milhões em 2025, alta de 391,5%.

Com esse cenário, a defesa feita por Bocalom neste domingo vai além da declaração em uma data simbólica. A fala se conecta a uma atividade que ganhou mais espaço no interior, agregou novas etapas de produção e passou a ocupar posição estratégica na economia acreana. Ao insistir no café como “grande saída econômica”, ele reforça um discurso que encontra hoje um setor mais estruturado e com números mais robustos do que nos anos anteriores.