Bocalom fala em “moralizar” o Acre e apresenta propostas para produção, saúde e ramais

Candidato ao governo participou do Jornal da Manhã nesta quarta-feira e falou sobre operações policiais, agricultura, infraestrutura rural, saúde e educação

“Eu quero ser o governador desse Acre pra ver se a gente moraliza esse Acre.” A declaração foi feita pelo candidato ao governo Tião Bocalom (PSDB), nesta quarta-feira (23), durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração. Acompanhado do candidato a vice, Sargento Adones, Bocalom respondeu a perguntas sobre as operações policiais recentes no estado, produção rural, ramais, saúde, educação e gestão dos recursos públicos.

A entrevista começou com uma pergunta sobre o cenário político do Acre após as operações da Polícia Federal realizadas na terça-feira (22). Bocalom afirmou que episódios envolvendo suspeitas sobre o uso de recursos públicos reforçam um dos discursos que pretende levar para a administração estadual.

“Eu fico muito triste quando eu vejo esses tipos de acontecimentos”, afirmou. O candidato citou sua passagem pelas prefeituras de Acrelândia e Rio Branco e por funções no governo estadual para defender seu histórico administrativo. “O dinheiro público é dinheiro sagrado. É o suor de cada um. É do rico, mas é do pobre também”, disse.

Ao longo da entrevista, Bocalom voltou a colocar a produção rural entre as prioridades de seu projeto para o governo. Ele citou Acrelândia como exemplo de município onde, segundo ele, o fortalecimento da agricultura familiar aumentou a circulação de recursos no comércio e defendeu a expansão desse modelo para outras regiões do estado.

“Eu quero ver o povo trabalhando e ganhando dinheiro. Não dá pra ser burro de carga, igual a gente sempre fala: trabalha, trabalha, trabalha e, no final do ano, não sobra nada”, afirmou. Bocalom voltou a usar uma frase recorrente de sua campanha para explicar a proposta: “Campo rico, cidade rica”.
Entre as medidas citadas estão mecanização, análise e correção do solo, distribuição de calcário, adubo, sementes e mudas, além de assistência técnica. Bocalom afirmou que pretende ampliar para o estado iniciativas que diz ter adotado em Rio Branco. Segundo ele, durante sua gestão foram mecanizados 4 mil hectares destinados à agricultura familiar, além da distribuição de 6 mil toneladas de calcário e mais de mil toneladas de adubo.

“Eu não sou um candidato laboratório. Eu sou um candidato experiente. O que eu estou falando aqui é porque eu já fiz”, declarou. Os números apresentados foram citados pelo próprio candidato durante a entrevista.

Ramais

Questionado sobre a situação dos ramais, Bocalom descartou prometer o asfaltamento de toda a malha rural. Para ele, o objetivo principal deve ser garantir que as estradas tenham condições de tráfego durante todo o ano.

“O agricultor não quer que o ramal seja só asfaltado. Ele quer andar de inverno a verão”, disse.

O candidato defendeu investimentos em drenagem, tubulação e recuperação do leito das estradas, além do asfaltamento de pontos considerados necessários. “Não adianta eu vir aqui e prometer uma coisa que não vai acontecer. Asfaltar todos os ramais, não”, afirmou.

Bocalom também defendeu parceria entre o governo e as prefeituras para manutenção das estradas rurais. Segundo ele, municípios possuem máquinas, mas muitas vezes enfrentam dificuldades para comprar combustível ou fazer reparos nos equipamentos.

Saúde regionalizada

Outro tema abordado foi a saúde, principalmente após casos recentes de pacientes do interior que aguardaram transporte aeromédico. A bancada também citou moradores que esperam há anos por cirurgias e exames na rede estadual.

Bocalom defendeu a regionalização dos atendimentos e disse que pretende manter médicos especialistas nas diferentes regiões do Acre. “Nós vamos pagar o que for necessário pra segurar o especialista em cada regional”, afirmou.

O candidato também propôs hospitais de pequeno porte nos municípios, com estrutura para estabilizar pacientes e realizar procedimentos de emergência sem que toda ocorrência dependa imediatamente de uma transferência aérea.

Ao comentar as filas por procedimentos, Bocalom afirmou que encontrou aproximadamente 2,7 mil pequenas cirurgias acumuladas quando assumiu a Prefeitura de Rio Branco e que a demanda foi reduzida durante sua administração. “Eu já fiz, sei fazer e nós vamos fazer no Acre”, declarou.

Bocalom também falou sobre o fornecimento de medicamentos e criticou situações em que pacientes precisam recorrer ao Judiciário para receber remédios. “Tem um monte de gente que tem que entrar na Justiça pra poder ter medicamento. É obrigação ter o medicamento”, disse.

Educação e transporte escolar

Na educação, a bancada apresentou relatos sobre falta de merenda e problemas no transporte escolar da rede estadual, principalmente nas comunidades rurais. Bocalom concentrou sua resposta na manutenção da frota e afirmou que veículos mais antigos podem continuar atendendo os estudantes desde que passem por revisões e reparos adequados.

“Não é a idade. É manutenção”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a dimensão da estrutura estadual e as dificuldades de administrar serviços em todas as regiões, Bocalom respondeu que pretende formar equipes responsáveis por acompanhar os problemas em cada área. “Tem que ter time”, disse.

Para o candidato, o tamanho da estrutura não impede a execução das políticas públicas caso exista organização administrativa. “Não interessa o tamanho. A gente faz. É vontade política”, afirmou.

Durante a entrevista, Bocalom repetiu que pretende levar para o governo estadual experiências de suas administrações municipais e colocou o controle dos gastos como uma das bases desse projeto. Ao resumir a proposta apresentada durante a campanha, voltou ao lema que tem utilizado na disputa: “Produzir para Empregar e, se não roubar o dinheiro, dá”.

Bocalom acompanha torcida na Praça da Revolução durante jogo do Brasil na Copa

A Praça da Revolução reuniu centenas de torcedores na noite desta sexta-feira, 19, em Rio Branco, durante a transmissão do jogo da Seleção Brasileira pela Copa do Mundo de 2026. O prefeito Tião Bocalom acompanhou a mobilização popular no espaço público, montado para receber os acreanos em clima de apoio ao Brasil.

A concentração transformou a área central da capital em ponto de encontro de famílias, jovens e torcedores vestidos de verde e amarelo. A estrutura permitiu que o público assistisse à partida em ambiente aberto, com presença de moradores que acompanharam juntos o segundo compromisso da Seleção na competição.

Dentro de campo, o Brasil venceu o Haiti por 3 a 0, pelo Grupo C da Copa do Mundo. A vitória veio após o empate por 1 a 1 na estreia contra Marrocos e colocou a Seleção em melhor situação na chave antes do próximo jogo, contra a Escócia.

A programação na Praça da Revolução faz parte da proposta de transmissão pública dos jogos do Brasil, com o objetivo de reunir a população em um espaço coletivo durante a Copa. A iniciativa tem levado torcedores ao centro da cidade em dias de partidas da Seleção.

Bocalom reforça defesa do café como motor econômico do Acre

Tião Bocalom voltou a defender neste domingo, 24, o café como uma das principais apostas para ampliar a economia do Acre. Em vídeo gravado na zona rural, ele afirmou que “hoje celebramos o Dia do Café” e disse que o produto “se torna uma grande saída econômica para o Acre”. Na mesma fala, reforçou que essa bandeira acompanha sua trajetória ao declarar: “Eu disse isso a vida toda” e “ainda temos potencial para muito mais”.

A manifestação recoloca a cafeicultura no centro do debate sobre geração de renda, permanência do produtor no campo e diversificação da economia acreana. Ao associar o avanço do café ao futuro do estado, Bocalom voltou a apostar no setor como uma atividade capaz de ganhar escala e abrir mercado para pequenos e médios produtores. Em outro trecho do vídeo, ele resumiu a cena com uma frase curta: “Coisa boa é a roça”.

O discurso encontra respaldo em uma cadeia que vem crescendo no Acre. A expectativa para a safra de 2026 é de aproximadamente 6,9 mil toneladas de café canephora, com Acrelândia na liderança da produção estadual. Além da lavoura, o avanço do setor já alcança etapas como produção de mudas, assistência técnica, transporte, beneficiamento, torrefação e comercialização, o que amplia o peso econômico da atividade e ajuda a explicar por que o café passou a ser tratado como uma frente estratégica para o Acre.

O movimento também aparece nas políticas públicas voltadas ao setor. Em fevereiro, o governo do Acre sancionou a Lei nº 4.776, que criou um programa de compras governamentais para fortalecer a indústria local do café. Antes disso, o Valor Bruto da Produção do café no estado saltou de R$ 28,3 milhões em 2019 para R$ 139,1 milhões em 2025, alta de 391,5%.

Com esse cenário, a defesa feita por Bocalom neste domingo vai além da declaração em uma data simbólica. A fala se conecta a uma atividade que ganhou mais espaço no interior, agregou novas etapas de produção e passou a ocupar posição estratégica na economia acreana. Ao insistir no café como “grande saída econômica”, ele reforça um discurso que encontra hoje um setor mais estruturado e com números mais robustos do que nos anos anteriores.

Bocalom agradece apoio de Nikolas e associa visita ao Acre à pauta da Amazônia

Tião Bocalom afirmou nesta quarta-feira, 20, em Rio Branco, que foi ao evento do PL no auditório da Uninorte para agradecer pessoalmente o apoio recebido do deputado federal Nikolas Ferreira na eleição municipal de 2024. Ao explicar a presença no encontro, disse que fez questão de cumprimentar o parlamentar e reconhecer a ajuda recebida durante a campanha. “Como o Nikolas foi uma figura importante pra mim na minha eleição de prefeito, eu tô aproveitando esse momento que ele está vindo e vim aqui pra pelo menos dar-lhe um abraço e agradecer pelo que ele fez na nossa eleição”, afirmou.

O agradecimento foi o centro da manifestação de Bocalom no evento e veio acompanhado de elogios à articulação do senador Márcio Bittar para levar Nikolas ao Acre. Segundo ele, a visita do deputado ajuda a dar visibilidade nacional aos problemas enfrentados pela população amazônica. “Eu vejo que o Márcio acertou em cheio quando ele traz o Nikolas pra conhecer os problemas da nossa Amazônia”, disse.

Ao desenvolver a fala, Bocalom voltou a defender que a discussão sobre a Amazônia inclua a população local no centro das decisões. “Parece que querem cuidar apenas das árvores e dos bichos e esquecem que o mais importante na Amazônia é o nosso querido ser humano”, declarou. Em seguida, disse que “o desenvolvimento sustentável passa obrigatoriamente pela qualidade de vida do ser humano” e avaliou que Nikolas pode ampliar esse debate fora do Acre.

Bocalom também afirmou que a passagem do deputado pelo estado ajuda a expor a realidade da região a partir da perspectiva de quem vive nela. “Eu acho fundamental essa vinda do Nikolas para conhecer de verdade e in loco os problemas da nossa Amazônia e principalmente do nosso povo da Amazônia”, disse. Na mesma linha, acrescentou que o parlamentar pode levar adiante a ideia de que a floresta não pode ser tratada de forma separada da população local.

No mesmo evento, Bocalom declarou que mantém relação política com o PL, apesar de não estar mais na sigla. “O PL é um parceiro, é um partido de direita. Todo mundo sabe que eu sou de direita”, afirmou. A fala reforçou a tentativa de manter proximidade com o campo conservador ao mesmo tempo em que concentrou sua participação no ato em um gesto de agradecimento a Nikolas e na defesa de uma pauta que une Amazônia, desenvolvimento e qualidade de vida.