Gestante de 26 anos teria sido orientada a voltar para casa ao completar 40 semanas de gravidez; bebê foi constatado sem vida uma semana depois
A família de Leia Santos Rufino, de 26 anos, denuncia uma suposta negligência no atendimento prestado à gestante em uma maternidade de Cruzeiro do Sul, após a morte da bebê ainda no útero. Segundo os familiares, Leia procurou a unidade ao completar 40 semanas de gravidez, mas foi orientada a voltar para casa e retornar uma semana depois, segundo reportagem divulgada hoje, 17, na TV Juruá. No novo atendimento, realizado na última terça-feira, a morte da criança foi constatada.
Leia fazia acompanhamento pré-natal na unidade de saúde do bairro do Alumínio. Ao chegar às 40 semanas de gestação, ela foi orientada pela enfermeira que acompanhava a gravidez a procurar a maternidade.
A irmã da gestante afirma que, no primeiro atendimento hospitalar, o médico plantonista verificou os batimentos cardíacos da bebê, mas não realizou toque vaginal nem ultrassonografia. De acordo com o relato, o profissional informou que Leia ainda não estava em trabalho de parto e recomendou que retornasse para casa.
“Não fez o toque e também não fez a ultrassom. Falou para ela que ainda não estava no ponto de ganhar o neném, que ela voltasse para casa e com uma semana ela voltasse aí”, relatou a irmã.
Leia seguiu a orientação e voltou à maternidade uma semana depois. Durante a nova avaliação, a família recebeu a informação de que a bebê estava sem vida.
Os familiares questionam a conduta adotada no primeiro atendimento e pedem que o caso seja investigado. A irmã afirma que, quando Leia procurou a maternidade pela primeira vez, a criança ainda apresentava batimentos cardíacos e se movimentava.
“Foi negligente do médico sim, eu tenho certeza. Porque se não fosse, ela estaria agora com a neném no braço”, declarou.
A família também cobra melhorias no atendimento às gestantes e mais atenção às pacientes que chegam à unidade na fase final da gravidez.
Após a constatação da morte, Leia permaneceu internada aguardando o procedimento necessário para a retirada da bebê.
A direção da maternidade foi procurada para esclarecer quais protocolos foram adotados nos atendimentos prestados à gestante e responder aos questionamentos apresentados pela família, mas não havia se manifestado até o fechamento da reportagem.