Perpétua Almeida alerta para impacto das apostas online no orçamento das famílias brasileiras
O crescimento das plataformas de apostas esportivas, conhecidas como “bets”, e os reflexos desse mercado sobre a vida financeira da população brasileira foram tema de um pronunciamento da ex-deputada federal Perpétua Almeida divulgado nas redes sociais. Ao abordar o avanço do setor, ela afirmou que o país enfrenta uma crise silenciosa, marcada pelo comprometimento da renda das famílias e pelo aumento de casos de dependência relacionados aos jogos de azar.
Durante a manifestação, Perpétua apresentou números sobre o alcance das apostas no Brasil. Segundo ela, cerca de 11 milhões de brasileiros já enfrentam problemas relacionados ao vício em apostas, enquanto aproximadamente R$ 37 bilhões são movimentados mensalmente nas plataformas. Ela também lembrou que, somente durante a Copa do Mundo, mais de R$ 640 milhões foram direcionados ao setor no país.
A ex-parlamentar criticou a estratégia de divulgação adotada pelas empresas do segmento e afirmou que campanhas publicitárias têm estimulado a adesão de novos apostadores. “Eles usam celebridades e influenciadores para vender um sonho que já virou pesadelo na vida de muitas pessoas”, declarou.
Na avaliação de Perpétua Almeida, a popularização das apostas tem provocado consequências diretas no orçamento doméstico. Ela afirmou que valores destinados às plataformas deixam de ser utilizados em despesas essenciais das famílias brasileiras.
“O dinheiro que vai para as bets está fazendo falta na feira do mês, na compra dos remédios, do material escolar e até no pagamento da conta de luz”, afirmou.
Outro ponto abordado foi o destino dos recursos movimentados pelas empresas de apostas. Segundo a ex-deputada, grande parte desse dinheiro sai do bolso dos trabalhadores brasileiros e beneficia grupos econômicos sediados fora do país, sem retorno proporcional para a economia nacional.
Para ela, o tema exige uma discussão mais ampla e medidas para enfrentar os impactos sociais e econômicos provocados pela expansão do setor. “É preciso enfrentar esse problema com muita coragem, e nós vamos debater esse assunto”, concluiu.