Perpétua Almeida cobra investigação federal sobre ponte e diz que cadeia do café mudou renda no Juruá

A ex-deputada federal Perpétua Almeida cobrou, nesta segunda-feira, 8 de junho, a entrada imediata do Ministério Público Federal e da Polícia Federal na apuração do desabamento da ponte em Sena Madureira e afirmou que o caso exige resposta rápida diante das vítimas e do prejuízo aos cofres públicos. Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração 99,9 FM, ela disse que “há uma sede de resposta hoje no Acre” e defendeu que a origem dos recursos da obra seja esclarecida.

Ao comentar o caso, Perpétua afirmou que “o Ministério Público Federal precisa entrar imediatamente, convocar a Polícia Federal e as coisas andarem o mais rápido possível”. Na avaliação dela, a investigação precisa avançar sobre os detalhes do financiamento e da execução da obra. “Virou mania no Acre, do governo do Estado e de algumas prefeituras, não dizer de onde vêm recursos que estão fazendo algumas obras”, disse.

Ela também sustentou que há suspeitas sobre a participação de verbas federais no empreendimento. “Há desconfiança de que tem emenda parlamentar do Orçamento da União envolvida nessa ponte, que nunca foi dito”, afirmou. Em seguida, reforçou a cobrança por transparência e responsabilização: “Se há desconfiança, o Ministério Público Federal precisa entrar imediatamente.”

Na mesma entrevista, Perpétua mudou o foco para a agenda econômica e afirmou que os investimentos na cadeia do café já produziram efeitos concretos no Vale do Juruá. Ao relatar visitas a propriedades rurais, ela disse ter encontrado aumento da contratação de diaristas e maior presença feminina no trabalho da colheita. “Eu era diarista, eu recebia 60 reais por diária, e hoje eu tô pagando entre 120 e 200 reais pras pessoas que estão fazendo diária aqui pra mim”, relatou, ao reproduzir a fala de um produtor.

Segundo ela, a transformação mais visível está em Mâncio Lima, onde a atividade passou a abrir espaço para mulheres e pequenos produtores. “Eu nunca vi tantas mulheres empregadas aqui na nossa região”, disse Perpétua, ao lembrar o que ouviu durante uma das visitas. De acordo com a ex-parlamentar, muitas trabalhadoras passaram a enxergar autonomia financeira na atividade. “Agora eu tenho meu negócio, agora eu tenho de onde tirar dinheiro para cuidar dos meus filhos, da minha casa”, contou, ao resumir o depoimento recebido no campo.

Perpétua afirmou que os resultados aparecem também nos indicadores levantados sobre a atividade cafeeira. “A renda dos cooperados começou em 2023 em R$ 1.300, depois subiu para R$ 2.530, e em 2025 a medição deu que a renda dos cooperados está hoje em R$ 4.554 por mês”, declarou. Ela acrescentou que a dependência do Bolsa Família caiu no mesmo período, de 40% para 30,6%, e usou os números para rebater críticas dirigidas aos beneficiários de programas sociais. “Esse discurso não é verdadeiro. As pessoas, quando melhoram de vida, não querem depender da ajuda de ninguém.”

A ex-deputada também defendeu uma articulação maior entre os investimentos industriais e as políticas públicas no campo. Para ela, o avanço da produção precisa vir acompanhado de melhoria em ramais, distribuição de mudas, oferta de adubo e apoio técnico. “A gente precisa que o governo do Estado, através da Secretaria de Produção, através de outras secretarias, o próprio Sebrae, a própria prefeitura e as prefeituras que estão recebendo esse investimento façam também investimento em ramais, em adubos, em mudas”, afirmou.

Ao falar de projetos futuros, Perpétua disse que deixou recursos assegurados para novas cadeias produtivas antes de deixar a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. “Lá em Feijó eu já deixei na ABDI o orçamento garantido pra gente construir a indústria de beneficiamento de açaí”, afirmou. Segundo ela, foram reservados R$ 9 milhões para a estrutura, dentro de uma cadeia que inclui barcos frigoríficos e caminhões para atender produtores do município.

Na parte final da entrevista, Perpétua confirmou a intenção de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026 e vinculou uma eventual volta a Brasília à pauta da industrialização e do apoio à produção local. “Se Deus me der essa oportunidade de voltar a trabalhar pelo Acre, sim, eu vou continuar nessa mesma pegada”, declarou.

Perpétua Almeida anuncia avanço de indústria do café em Cruzeiro do Sul

A ex-deputada federal Perpétua Almeida afirmou nesta quinta-feira (4), durante participação no Jornal da Manhã, da Rádio Integração 99,9 FM, que a obra civil da indústria de beneficiamento do café em Cruzeiro do Sul foi concluída e que o projeto entrou na fase final, com expectativa pela chegada dos equipamentos. “A nossa indústria de beneficiamento do café em Cruzeiro do Sul, a obra civil toda concluída em tempo recorde, viu. Estamos aguardando apenas a chegada dos equipamentos que já estão pagos”, disse.

A declaração reforça a expansão da cadeia do café no Vale do Juruá, onde o beneficiamento passou a ser tratado como etapa estratégica para agregar valor à produção da agricultura familiar. A nova estrutura em Cruzeiro do Sul amplia um movimento que já vinha sendo consolidado em Mâncio Lima, município que recebeu o primeiro grande complexo industrial voltado ao café na região.

Perpétua associou a obra à chegada de investimentos federais em cidades fora dos grandes centros e ao fortalecimento das cooperativas rurais. “Uma agência que sempre esteve voltada para os grandes estados, os estados ricos do Brasil, e para as grandes indústrias, agora pela primeira vez se voltou pra municípios longe dos grandes centros do Brasil, se voltou pra agricultura familiar”, afirmou.

Segundo ela, o avanço da cafeicultura no Juruá também passa pela organização dos produtores. Ao citar a Coopercafé, Perpétua destacou o papel da cooperativa na estruturação da atividade e no aumento da capacidade de processamento regional. “Eu tô muito orgulhosa desse trabalho da Coopercafé. O nosso presidente Jonas é um guerreiro, que trabalha muito e tem ajudado em tempo recorde também a desenvolver a cultura do café”, declarou.

A unidade de Cruzeiro do Sul integra a ampliação do complexo do café do Juruá e foi anunciada com investimento de R$ 5 milhões da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial. A proposta é ampliar a capacidade de secagem e beneficiamento, reduzir custos logísticos e permitir que uma parte maior da produção seja processada mais perto das áreas de cultivo.

O projeto se conecta diretamente à estrutura implantada em Mâncio Lima, que passou a ser apresentada como referência da industrialização do café da agricultura familiar no Norte do país. Com a nova frente em Cruzeiro do Sul, a expectativa é consolidar um corredor produtivo entre os dois municípios, fortalecendo a economia rural e ampliando a renda dos produtores da região.

Nos últimos anos, o café ganhou peso na economia do campo no Acre, com aumento do valor da produção e expansão das áreas cultivadas, especialmente no Juruá. Nesse cenário, a instalação de unidades de beneficiamento passou a ser vista como parte central da estratégia para transformar a produção local em atividade de maior valor agregado.

No fim, Perpétua resumiu o significado da obra para a região. “Agora sim nós podemos dizer que a produção do café da agricultura familiar terá também beneficiamento em Cruzeiro do Sul, está industrializado, se Deus quiser”, disse. Com a obra civil concluída, a chegada dos equipamentos passou a ser o passo que falta para colocar a nova estrutura em operação.

Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Paraná Pesquisas recoloca Perpétua Almeida no pelotão da Câmara mesmo após mais de três anos sem mandato

Fora de mandato eletivo desde fevereiro de 2023, quando terminou a 56ª Legislatura da Câmara dos Deputados, Perpétua Almeida voltou a aparecer entre os nomes mais competitivos para a disputa por uma vaga federal no Acre. Em levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta semana, a ex-deputada surge com 8,1% das intenções de voto na pesquisa estimulada, no grupo dos primeiros colocados, mesmo após três anos e quatro meses longe do exercício parlamentar.

O dado reforça um traço conhecido da política acreana: a força da memória eleitoral. Perpétua construiu uma trajetória longa na Câmara, com quatro mandatos de deputada federal, e manteve o nome em circulação mesmo fora do cargo. Esse capital político ajuda a explicar por que ela continua lembrada numa disputa que ainda está em fase de articulação, num cenário em que outros concorrentes contam com mandato, estrutura partidária ou exposição institucional mais recente.

A presença dela na pesquisa também se conecta à atuação que manteve nos últimos anos fora do Congresso. Na Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, a ABDI, Perpétua esteve ligada a uma agenda de reindustrialização, desenvolvimento sustentável e fortalecimento de cadeias produtivas. No Acre, esse trabalho foi associado a projetos voltados à agroindústria, ao incentivo à produção local e à industrialização de setores estratégicos, temas que dialogam com uma parcela do eleitorado que acompanha pautas de geração de emprego, inovação e economia regional.

Esse movimento ajuda a sustentar a lembrança do nome dela entre os eleitores. Ao longo da carreira, Perpétua ocupou espaços de visibilidade em Brasília e participou de debates ligados a defesa, tecnologia, infraestrutura e políticas públicas, o que preservou uma imagem de atuação frequente em áreas de interesse nacional e local. Na prática, a pesquisa mostra que, mesmo sem mandato desde o início de 2023, ela ainda aparece como uma candidatura com lastro político, recall consolidado e capacidade de entrar competitiva na corrida por uma cadeira na Câmara em 2026.

Acre entra na Rota do Café e amplia aposta no desenvolvimento do Juruá

O Vale do Juruá deve entrar na estratégia federal de desenvolvimento regional voltada à cadeia do café, em um movimento anunciado nesta quinta-feira, 28, por Perpétua Almeida. A proposta prevê a estruturação da chamada Rota do Café na região, com a intenção de atrair investimentos, organizar a cadeia produtiva, ampliar a agregação de valor e abrir novas frentes de geração de emprego e renda no Acre.

A próxima etapa está marcada para junho, quando técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional devem ir ao Juruá para iniciar visitas de campo e montar, com lideranças locais, um plano de ação para o setor. A programação prevê imersões em propriedades rurais e unidades industriais, seguidas de um workshop com produtores, autoridades e representantes de instituições parceiras. A expectativa é reunir cerca de 80 participantes no processo de formatação do programa de investimentos.

A entrada do Acre nessa agenda dá ao café um peso maior dentro de uma política nacional voltada à estruturação de cadeias produtivas em áreas priorizadas. No caso do Juruá, a aposta é usar essa engrenagem para transformar a produção de café em um eixo mais sólido de desenvolvimento regional, com impacto direto sobre renda, industrialização e mercado.

O anúncio também fecha um ciclo político e econômico construído por Perpétua em torno da cafeicultura do Juruá. A articulação se conecta à agenda que ela vinha defendendo na ABDI, onde o café passou a ser tratado como vetor de industrialização da agricultura familiar. Ao falar sobre a nova etapa, Perpétua afirmou que “a inclusão do Juruá nas Rotas de Desenvolvimento Regional é a continuidade do trabalho que fizemos na ABDI”.

Essa base começou a ganhar forma em Mâncio Lima, onde foi instalado em 2025 um complexo industrial de café da agricultura familiar que passou a reorganizar a cadeia na região. A estrutura abriu espaço para o beneficiamento local da produção, reduziu a dependência de processamento fora do estado e reforçou a aposta em um modelo apoiado no cooperativismo e na agregação de valor dentro do próprio Juruá.

A expansão seguiu neste ano com o anúncio de uma nova unidade em Cruzeiro do Sul, ampliando a capacidade regional de beneficiamento. O movimento reforça a ligação entre produção rural, processamento industrial e circulação de renda na economia local. Ao tratar dessa etapa, Perpétua definiu a iniciativa como parte da consolidação de “um cinturão produtivo” do café no Vale do Juruá.

O avanço da estrutura industrial veio acompanhado de outras ações para dar sustentação técnica ao setor, como investimentos em análise de solo e apoio à produção. Esse conjunto ajuda a explicar por que o café passou a ocupar espaço central no discurso de desenvolvimento para o Juruá. A região já não aparece apenas como área produtora, mas como base de uma cadeia que tenta combinar campo, indústria e mercado em uma mesma estratégia.

Com a entrada do Acre na Rota do Café, o governo federal passa a olhar para o Juruá não só pelo potencial agrícola, mas pela capacidade de transformar a cafeicultura em plataforma de desenvolvimento regional. A aposta agora é fazer dessa estrutura já montada o ponto de partida para uma nova fase de expansão econômica no interior do estado.