Ex-esposa de Madson Cameli volta a cobrar Justiça e questiona permanência de acusado em cargo público

A manifestação pública de Melissa Sampaio em uma postagem sobre o pedido de afastamento de um servidor do Hospital Manoel Marinho Monte, em Plácido de Castro, recolocou no centro do debate a cobrança por tratamento igual a denúncias de assédio e violência no Acre. Ao reagir ao caso, Melissa questionou por que, enquanto há pedido de medida imediata em uma investigação de assédio moral no serviço público, o homem que ela acusa de agressão continua em cargo de destaque no governo estadual.

No comentário, Melissa escreveu: “É importante ver medidas sendo adotadas diante de denúncias de assédio. Mas não posso deixar de perguntar: e o meu agressor, que hoje ocupa um dos mais altos cargos do Governo do Estado? A sociedade também espera que a lei seja aplicada com o mesmo rigor, independentemente do cargo que alguém ocupe.”

A fala foi feita depois da divulgação de que o Ministério Público recomendou à Secretaria de Estado de Saúde o afastamento preventivo do servidor investigado no hospital de Plácido de Castro, com prazo de cinco dias úteis para a medida e abertura de processo administrativo disciplinar. O órgão sustenta que a providência é necessária para proteger os demais servidores e preservar a regularidade do atendimento público de saúde.

O comentário também reacende o caso de Melissa, que voltou a público nas últimas semanas com relatos de agressões físicas e psicológicas durante o relacionamento com o ex-marido, Madson de Castro Cameli. Ela afirmou que viveu sob medo constante, descreveu uma rotina de tensão dentro de casa e passou a cobrar celeridade da Justiça, sob o argumento de que a demora prolonga o sofrimento de mulheres que denunciam violência.

Ao relembrar o episódio, a cobrança de Melissa ganha peso político e institucional. De um lado, ela vê o Ministério Público agir com rapidez diante de indícios de assédio moral em uma unidade de saúde do interior. De outro, afirma ainda esperar uma resposta mais firme no caso que envolve sua própria denúncia. A comparação, feita por ela de forma direta, transformou um comentário em novo ponto de pressão sobre o poder público e sobre a exigência de isonomia na aplicação da lei.

As acusações no caso envolvendo Melissa são negadas pela defesa do acusado, que sustenta versão diferente para os fatos.