Sinjac e Fenaj articulam proteção para Chico Melo no Acre

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) adotaram nesta quinta-feira, 23, medidas para ampliar a proteção do jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, após a invasão violenta à residência dele na madrugada de quarta-feira, 22, em Cruzeiro do Sul. As entidades trabalham para incluir o comunicador em um programa federal de proteção.

O caso foi encaminhado a representante da organização Repórteres Sem Fronteiras, que deverá orientar Chico Melo sobre o ingresso no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas, ligado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

A presidente da Fenaj, Samira de Castro, entrou em contato com o jornalista e repassou as orientações iniciais. O programa federal pode oferecer medidas de segurança conforme o risco enfrentado e as circunstâncias apuradas no caso.

Quatro homens armados invadiram a casa de Chico Melo por volta das 2h30, após arrombarem uma janela. O jornalista foi agredido com socos e uma coronhada na cabeça, recebeu ameaças de morte e precisou de atendimento médico. Um inquérito foi aberto pela Polícia Civil do Acre para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.

Durante a ação, um dos invasores teria perguntado se Chico Melo era a pessoa que falava de política. O relato levantou a possibilidade de que o ataque tenha relação com a atividade profissional do comunicador, hipótese que ainda depende de confirmação. A apuração policial trabalha inicialmente com a possibilidade de roubo.

A Fenaj também encaminhou o episódio ao Grupo de Trabalho Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. As entidades cobram uma investigação capaz de esclarecer a autoria, a motivação e todas as circunstâncias da invasão.

O presidente do Sinjac, Luiz Cordeiro, afirmou que o sindicato acompanha o caso e atua para garantir a segurança do jornalista. “Esse caso não pode ficar impune”, declarou. Sinjac e Fenaj também pediram a responsabilização dos envolvidos e medidas para evitar novos ataques contra profissionais da imprensa.

Cinco dias antes da invasão, as duas entidades já haviam divulgado uma nota após Chico Melo e o jornalista Rogério Wenceslau relatarem supostas ameaças de prisão. Até o momento, não há confirmação de relação entre as denúncias anteriores e o ataque ocorrido na residência.