Maquiadora de Mailza não é localizada em operação contra suposta milícia digital

Luciene da Cunha Nogueira, maquiadora pessoal da governadora Mailza Assis, não foi localizada pela Polícia Civil do Acre durante o cumprimento de mandados da Operação Algoritmo Cidadão, deflagrada nesta quarta-feira (16), em Rio Branco. A ação investiga uma possível estrutura usada para disseminar fake news e promover ataques nas redes sociais durante a campanha eleitoral.

Luciene está entre os alvos identificados na operação. Durante as diligências, os policiais foram até o endereço relacionado a ela, mas a maquiadora não foi encontrada. A apuração publicada nesta quarta-feira aponta que ela teria deixado o local durante a ação policial.

A Polícia Civil, porém, não informou oficialmente em quais circunstâncias Luciene deixou o endereço nem confirmou a existência de outra medida judicial contra ela. Por isso, até o momento, não há informação oficial de que a maquiadora seja considerada foragida.

A Operação Algoritmo Cidadão cumpriu seis mandados de busca e apreensão e recolheu computadores e celulares que serão analisados no decorrer da investigação. A apuração policial envolve suspeitas de divulgação de notícias falsas e associação criminosa relacionadas a ataques contra o candidato ao Governo do Acre Alan Rick.

Além de Luciene, aparecem entre os alvos pessoas com relações profissionais ou funcionais com integrantes do governo estadual e da base política de Mailza. Entre elas estão uma advogada apontada como ligada a Madson Cameli, marido da governadora, uma servidora do Instituto de Meio Ambiente do Acre e um homem que atuaria no gabinete de um deputado estadual da base governista.

A existência de vínculos pessoais, profissionais ou funcionais com integrantes do governo ou da campanha não comprova participação em crime. A responsabilidade de cada pessoa alcançada pela operação ainda está sob investigação.

A Polícia Civil também não confirmou participação de Mailza Assis ou de sua campanha na suposta estrutura investigada. Os candidatos ao Governo do Acre não são apontados como alvos da operação. Os materiais eletrônicos apreendidos deverão passar por perícia para auxiliar na identificação da origem e da circulação dos conteúdos analisados.