Alan Rick critica força da máquina do governo e aposta em diálogo com prefeitos para virar eleição no Acre

O senador Alan Rick (Republicanos), candidato ao governo do Acre, afirmou nesta terça-feira (13) que pretende intensificar o diálogo com prefeitos, lideranças políticas e eleitores para tentar reverter a vantagem da governadora Mailza Assis (PP) no segundo turno. Durante entrevista à CBN Amazônia Rio Branco, o parlamentar criticou a influência da estrutura governamental na disputa eleitoral e apresentou propostas para saúde, educação e economia.

“A força da máquina é esmagadora”, declarou Alan Rick ao comentar as dificuldades enfrentadas no primeiro turno. Segundo o candidato, o governo utiliza sua estrutura política para conquistar o apoio de prefeitos, oferecendo promessas e compromissos administrativos.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Alan recebeu 141.859 votos, equivalentes a 32,27% dos votos válidos. Mailza Assis terminou na primeira colocação, com 49%. O senador venceu em apenas três dos 22 municípios acreanos, enquanto a governadora liderou a votação nos outros 19.

Apesar da diferença, Alan afirmou que pretende ampliar sua articulação política e buscar o apoio de lideranças municipais. Ele garantiu que, caso seja eleito, manterá uma relação institucional com todas as prefeituras, independentemente do posicionamento político de seus gestores durante a campanha.

“Acabou a eleição, todo mundo senta na mesa”, afirmou o senador, ao defender a construção de parcerias e convênios para atender às demandas dos municípios.

Na área econômica, Alan Rick defendeu a manutenção dos incentivos fiscais nas Áreas de Livre Comércio e na Zona de Processamento de Exportação (ZPE). Também propôs ampliar a utilização de áreas destinadas à produção agropecuária, respeitando os limites previstos na legislação ambiental.

O candidato afirmou ainda que pretende recuperar a capacidade de investimento do Estado sem aumentar impostos. Entre as medidas apresentadas estão a revisão de contratos que considera superfaturados e o combate a irregularidades na administração pública.

Na saúde, Alan defendeu a regionalização dos serviços hospitalares, com a presença de médicos especialistas nos municípios do interior, além da construção de um hospital no Segundo Distrito de Rio Branco. A proposta busca reduzir a concentração de atendimentos na capital e diminuir as filas por consultas e procedimentos.

Para a educação, o senador prometeu valorizar os profissionais do magistério, renovar contratos de professores provisórios, ampliar a conectividade nas escolas rurais e expandir o modelo de escolas cívico-militares.

Ao comentar o cenário eleitoral, Alan Rick rejeitou a avaliação de que a eleição estaria definida em favor da adversária. “A eleição está 0 a 0”, afirmou, defendendo que o resultado do primeiro turno não determina a escolha dos eleitores na votação decisiva.

A disputa entre Alan Rick e Mailza Assis será definida no próximo dia 25 de outubro, quando os acreanos voltarão às urnas para escolher o governador que administrará o Estado pelos próximos quatro anos.

Presidente da Fetacre declara apoio a Mailza durante reunião com trabalhadores rurais no Acre

A governadora Mailza Assis se reuniu nesta terça-feira (13) com representantes de sindicatos de trabalhadores rurais e entidades ligadas à agricultura familiar de 16 municípios do Acre. O encontro, realizado no Comitê Central, em Rio Branco, discutiu investimentos na produção agrícola, regularização fundiária e segurança alimentar. Durante a reunião, o presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Acre (Fetacre), Antônio Sérgione Freitas, conhecido como Cabeça, declarou apoio à governadora.

A manifestação ocorreu em meio à disputa do segundo turno das eleições estaduais, no qual Mailza enfrenta o senador Alan Rick. Sérgione defendeu uma aproximação entre o governo e os sindicatos para discutir as reivindicações dos produtores e buscar soluções para os conflitos fundiários.

“Também manifestamos nosso apoio à governadora Mailza”, declarou o dirigente, ao defender a continuidade do diálogo entre as entidades e o governo estadual.

Durante a reunião, Mailza afirmou que pretende ampliar os investimentos na agricultura familiar, melhorar as condições de produção e fortalecer as políticas de segurança alimentar. A governadora também abordou a necessidade de garantir segurança jurídica às famílias que vivem e trabalham no campo.

“Também precisamos olhar com atenção para a regularização fundiária”, afirmou Mailza.

Participaram do encontro representantes de Porto Walter, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul, Manoel Urbano, Sena Madureira, Bujari, Rio Branco, Senador Guiomard, Acrelândia, Plácido de Castro, Capixaba, Assis Brasil, Jordão, Porto Acre e Feijó.

Além da Fetacre, estiveram presentes representantes do Sinpasa e da Amopreab, organizações ligadas à defesa dos interesses dos trabalhadores rurais e das comunidades extrativistas.

O encontro reuniu demandas relacionadas ao acesso à terra, à estrutura necessária para o escoamento da produção e ao fortalecimento da agricultura familiar. Não foram anunciados valores de novos investimentos nem prazos para a execução das medidas discutidas.

Chico Melo alerta Mailza sobre clima de vitória antecipada

O jornalista Chico Melo questionou o clima de vitória antecipada na campanha da governadora Mailza Assis e afirmou que a adesão de lideranças não garante a transferência de votos no segundo turno contra Alan Rick. Durante conversa com Rogério Wenceslau no Jornal da Manhã, da Integração FM, na manhã desta segunda-feira, 12, os dois discutiram as mudanças de apoio, o comportamento do eleitor e a relação da candidatura com o governo de Gladson Cameli.

“O já ganhou é prejudicial em todos os sentidos”, afirmou Chico. Para ele, a campanha precisa distinguir o crescimento de sua articulação política da decisão que será tomada nas urnas. “Quem decide um processo eleitoral é sua majestade, o eleitor.”

Chico reconheceu que a campanha de Mailza ganhava volume, mas advertiu sobre o risco de tratar a votação de aliados como patrimônio disponível para transferência. Na avaliação dele, o apoio de uma liderança não significa que seus eleitores acompanharão a mesma escolha no segundo turno.

A movimentação do ex-prefeito Ilderlei Cordeiro entrou na discussão como exemplo. Chico relatou que ele havia acompanhado Alan Rick em agendas em Cruzeiro do Sul e, posteriormente, apareceu ao lado de Mailza. Wenceslau questionou o efeito eleitoral dessa aproximação e disse que receberia a declaração de apoio com ressalvas.

O debate avançou para os interesses envolvidos nas mudanças de lado. Os comentaristas criticaram adesões motivadas pela expectativa de participação no poder e questionaram a consistência de alianças construídas durante a disputa.

Ao comparar a campanha a uma embarcação que recebe novos passageiros, Chico recomendou cuidado com o peso político de cada adesão. Para ele, a entrada de aliados pode ampliar a estrutura da candidatura, mas também trazer desgastes e compromissos que precisam ser considerados.

“O eleitor não é bobo”, afirmou Chico. Segundo sua avaliação, o público percebe movimentações por conveniência, e esse comportamento pode produzir consequências diferentes das esperadas pelos responsáveis pelas articulações.

Wenceslau acrescentou que a disputa continuava aberta. Seu argumento considerou os eleitores que não compareceram no primeiro turno, os votos anulados e aqueles destinados a candidaturas que ficaram fora da segunda etapa. Para ele, esse conjunto impede que a vantagem inicial seja tratada como garantia de vitória. “Não tem eleição decidida”, disse.

O comentarista também recorreu ao desempenho de lideranças políticas no primeiro turno para questionar previsões baseadas apenas na estrutura das campanhas. Ao abordar Gladson Cameli e a atuação de Mara Rocha, argumentou que o eleitor pode contrariar expectativas e alterar a correlação de forças entre os grupos.

Chico retomou a discussão sobre a autonomia do voto. Para ele, nem o resultado anterior nem a quantidade de apoios anunciados autorizam uma candidatura a considerar o segundo turno resolvido. Os eleitores que permanecem sem manifestação pública, afirmou, podem ter participação decisiva no resultado.

A conversa também abordou o uso da religião na campanha. Os comentaristas questionaram discursos que apresentam a vitória como uma decisão previamente tomada por Deus e criticaram a associação entre exposição pública, apoio religioso e garantia de votos.

Outro eixo da análise foi a relação entre Mailza e Gladson. Wenceslau apresentou a candidatura da governadora como continuidade do grupo político que já administra o estado. Chico, por sua vez, contestou a tentativa de separar os meses de Mailza à frente do Executivo do restante do mandato para o qual ela foi eleita vice-governadora.

“A senhora está terminando o mandato, o restinho do mandato do governador Gladson Cameli”, afirmou Chico. Na avaliação dele, um mandato próprio, caso Mailza seja eleita, começaria em janeiro, mas a gestão atual integra o governo iniciado pela chapa da qual ela participou.

Na parte final, Chico cobrou respostas para problemas na saúde, na educação e na administração dos recursos públicos. A cobrança foi associada à responsabilidade do eleitor de avaliar a gestão e às consequências da escolha nas urnas.

Ao encerrar a análise, ele comparou a euforia de um grupo ao silêncio observado em outro e evitou tratar qualquer dos comportamentos como prova de vitória. “Tudo demais é veneno”, afirmou.

Gladson promete ir às ruas por Mailza e pede votos após derrota para o Senado

Cinco dias após ser derrotado na disputa pelo Senado, o ex-governador Gladson Cameli (PP) publicou um vídeo em suas redes sociais, nesta sexta-feira (9), pedindo votos para a governadora Mailza Assis (PP) no segundo turno das eleições. Na gravação, Gladson afirma que participará pessoalmente da campanha, com caminhadas e conversas com eleitores em diferentes municípios do Acre.

“Ainda não estou online, mas fiz questão de gravar essa mensagem para todos vocês, para que juntos possamos conversar com as pessoas, dialogar, conquistar mais um voto”, declarou o ex-governador no início da gravação.

Gladson também defendeu a continuidade da gestão iniciada por ele e atualmente conduzida por Mailza. “Sei que fizemos muito, mas podemos fazer mais ainda. Estamos no segundo turno. Faltam poucos dias para a grande vitória”, afirmou.

Ao convocar seus apoiadores, o ex-governador citou municípios de diferentes regiões do estado, de Assis Brasil a Marechal Thaumaturgo, e pediu a união dos eleitores em torno do número 11. Ele também garantiu que estará presente nas próximas atividades eleitorais.

“Eu estarei nessa campanha caminhando, conversando e dialogando”, disse Gladson, ao reafirmar sua confiança na candidatura de Mailza.

Na mensagem, Gladson também pediu apoio à médica Jéssica Sales (MDB), candidata a vice-governadora na chapa de Mailza, e encerrou a gravação convocando os eleitores a participar da campanha.

O vídeo representa uma nova manifestação pública do ex-governador desde a derrota nas urnas, no último domingo (4), quando terminou em terceiro lugar na disputa pelo Senado e não conquistou uma das duas vagas. Na quarta-feira (7), ele já havia publicado uma fotografia ao lado de Mailza e declarado apoio à reeleição da governadora.

Gladson deixou o governo do Acre em abril deste ano para concorrer ao Senado. Com sua saída, Mailza, então vice-governadora, assumiu o Executivo estadual. No primeiro turno, ela recebeu 49,76% dos votos válidos, contra 32,27% do senador Alan Rick (Republicanos), seu adversário na disputa marcada para 25 de outubro.

Pedro Longo e Alysson Bestene se unem em apoio a Mailza no segundo turno

O deputado federal eleito Pedro Longo (MDB) e o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP), apareceram juntos nesta quinta-feira (8) em um vídeo de apoio à reeleição da governadora Mailza Assis (PP). Os dois pediram votos para a candidata no segundo turno das eleições e defenderam uma parceria entre a Prefeitura da capital, o Governo do Acre e a Câmara dos Deputados a partir de 2027.

Pedro Longo, que conquistou uma vaga na Câmara Federal nas eleições de domingo (4), reafirmou seu apoio a Mailza, que, segundo ele, acompanha desde o início da campanha. O parlamentar também pediu aos eleitores que contribuíram para sua eleição que apoiem a governadora na votação marcada para 25 de outubro.

Ao falar sobre a disputa estadual, Longo abordou a ausência de mulheres entre os 24 deputados eleitos para a próxima legislatura da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). Para ele, a eleição de Mailza e de sua vice, Jéssica Sales, seria uma oportunidade de ampliar a participação feminina nos espaços de poder.

O deputado também colocou sua equipe política à disposição da campanha da governadora. “Conte com o meu apoio pessoal, da nossa equipe”, afirmou Longo.

Alysson Bestene, que anunciou apoio a Mailza na segunda-feira (5), após o resultado do primeiro turno, voltou a manifestar sua posição no vídeo. O prefeito defendeu a atuação conjunta dos três políticos, principalmente na execução de políticas públicas para Rio Branco.

“Juntos, a gente vai poder fazer, desenvolver mais políticas públicas”, declarou Alysson, ao mencionar o trabalho da governadora e o futuro mandato de Pedro Longo na Câmara Federal.

A aproximação entre Longo e Alysson também ocorre no momento em que o deputado federal eleito começa a organizar sua atuação em Brasília. Na quarta-feira (7), Longo já havia divulgado uma parceria com o prefeito de Rio Branco, voltada à busca de investimentos e à execução de projetos para a capital acreana.

Durante a gravação, Mailza agradeceu o apoio dos dois aliados e parabenizou Pedro Longo pela eleição. A governadora lembrou que o parlamentar participou de sua campanha desde o início e citou a adesão de Alysson à candidatura no segundo turno.

O encontro ocorre em meio às articulações políticas para a votação de 25 de outubro, quando Mailza enfrentará o senador Alan Rick (Republicanos). A governadora encerrou o primeiro turno com 49,76% dos votos válidos, enquanto Alan recebeu 32,27%.

Alysson anuncia apoio a Mailza e entra na campanha do segundo turno

O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP), declarou nesta segunda-feira (5) apoio à governadora Mailza Assis (PP) no segundo turno da eleição para o Governo do Acre. O anúncio foi feito durante um ato político na sede do Progressistas, em Rio Branco, um dia após a votação que colocou Mailza e Alan Rick (Republicanos) na disputa final pelo Palácio Rio Branco.

Alysson afirmou que participará diretamente da campanha e colocou a estrutura de seu grupo político na capital ao lado da candidatura de Mailza. No discurso, o prefeito relacionou a decisão à necessidade de manter uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Rio Branco.

“A partir de agora, o 11 que estava aqui no meu coração também estará na minha boca”, afirmou Alysson, ao assumir publicamente o número de campanha da governadora.

O prefeito também disse que pretende percorrer bairros e diferentes regiões de Rio Branco durante o segundo turno para pedir votos a Mailza. A capital é o maior colégio eleitoral do Acre e passa a ocupar posição central na estratégia das duas candidaturas nesta nova fase da campanha.

A definição de Alysson ocorre depois de Alan Rick anunciar que pretendia procurá-lo em busca de apoio. Após o encerramento do primeiro turno, o candidato do Republicanos lembrou que apoiou o atual prefeito na eleição municipal de 2024 e afirmou que buscaria uma conversa para tentar atraí-lo para sua campanha.

A movimentação de Alysson também repercute na posição do ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB), terceiro colocado na eleição para governador. Antes do anúncio desta segunda-feira, Bocalom havia informado que conversaria primeiro com Alysson antes de definir seu posicionamento no segundo turno.

Mailza chegou ao segundo turno após terminar a primeira etapa da eleição com 49,76% dos votos válidos, enquanto Alan Rick recebeu cerca de 32,27%. Bocalom ficou na terceira posição, com pouco mais de 10%, tornando os apoios e a redistribuição dos votos dos candidatos eliminados um dos principais pontos da campanha até a votação do segundo turno.

Com a adesão de Alysson, Mailza passa a contar formalmente com o prefeito da maior cidade do estado em sua campanha. A disputa pelo Governo do Acre será decidida entre a governadora e Alan Rick no segundo turno.

Foto: Sérgio Vale/AC24h

Mailza vence primeiro turno, mas disputa pelo Governo do Acre vai para segundo turno com Alan Rick

A eleição para o Governo do Acre será decidida no segundo turno entre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos). A governadora terminou o primeiro turno na liderança neste domingo (4), mas não alcançou a maioria absoluta dos votos válidos necessária para encerrar a disputa.

Com 99,30% das seções totalizadas, Mailza tinha 49,76% dos votos válidos, somando 217.011 votos. Alan Rick aparecia na segunda colocação, com 32,28%, equivalente a 140.769 votos.

A diferença entre os dois candidatos era de aproximadamente 76 mil votos nesta etapa da apuração. Apesar de chegar perto dos 50%, Mailza precisava superar metade dos votos válidos para ser eleita ainda no primeiro turno.

Tião Bocalom (PSDB) ficou na terceira posição, com 10,22%, ou 44.559 votos. Thor Dantas (PSB) aparecia em seguida, com 7,48%, totalizando 32.625 votos.

Com o resultado, Mailza e Alan passam a disputar diretamente os votos dos eleitores que escolheram os demais candidatos no primeiro turno. A nova votação está marcada para 25 de outubro, conforme o calendário das Eleições Gerais de 2026.

Mailza chegou à eleição ocupando o Governo do Acre após assumir definitivamente o cargo em abril, com a saída de Gladson Cameli para a disputa pelo Senado. Alan Rick, senador da República, construiu sua candidatura como oposição ao grupo que administra o Estado.

No segundo turno, vence quem receber a maioria dos votos válidos. Votos brancos e nulos ficam fora do cálculo utilizado para definir o governador.

Mailza, Gladson e Madson aparecem com jatinho em Cruzeiro do Sul na véspera da eleição

A governadora Mailza Assis, o ex-governador Gladson Cameli e Madson Cameli foram registrados na tarde deste sábado (3), em Cruzeiro do Sul, junto a um jatinho executivo que pousou no município. As fotografias, feitas a poucas horas da abertura das urnas, mostram o grupo na área de embarque e desembarque da aeronave, cuja matrícula PP-UQN aparece claramente na cauda.

As imagens começaram a circular em grupos de WhatsApp acompanhadas de críticas ao contraste entre a agenda política do grupo e problemas enfrentados pela população em áreas como saúde e educação. Uma das mensagens cita pacientes que aguardam Tratamento Fora de Domicílio (TFD), reclamações sobre a rede pública de saúde e problemas na alimentação escolar.

“Enquanto a população sofre sem TFD e enfrenta uma saúde pública abandonada, figuras políticas envolvidas em escândalos de corrupção seguem em plena campanha”, diz parte da mensagem compartilhada neste sábado.

O texto também faz referência direta a Mailza, Madson e Gladson. “O contraste é revoltante: de um lado, o cidadão esperando atendimento; do outro, poder, luxo e campanha”, afirma outro trecho. As críticas contidas na mensagem são manifestações de quem compartilha o conteúdo e não significam, por si só, que o voo tenha sido custeado com recursos públicos.

A presença de Gladson chama atenção também pelo momento jurídico vivido pelo ex-governador. Ele foi condenado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 25 anos e nove meses de prisão por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitação. A condenação também estabeleceu indenização superior a R$ 11,7 milhões ao Estado.

A aeronave das fotografias também já havia entrado no radar de uma apuração anterior. Trata-se do PP-UQN, um Cessna 680, Citation Sovereign+, fabricado em 2016, número de série 680-0561.

Em consulta feita ao Registro Aeronáutico Brasileiro em 30 de abril deste ano, o avião aparecia registrado em nome de Eladio Messias Cameli, com 100% da propriedade. Naquele momento, Marmude Correia Camely constava como operador. A transferência para Eladio estava registrada em 24 de fevereiro de 2026. O cadastro classificava a aeronave como privada e, à época, não autorizada para operação comercial de táxi aéreo.

O registro sofreu alteração posteriormente. Na consulta atual ao RAB, Marmude Correia Camely aparece como proprietário de 100% do PP-UQN, com transferência registrada em 17 de abril de 2026. A CTA Cleiton Táxi Aéreo Ltda. passou a figurar como operadora, e a aeronave consta atualmente autorizada para operação comercial sob o RBAC 135, modalidade de táxi aéreo.

O histórico da matrícula torna o registro deste sábado relevante para além da imagem de campanha. O PP-UQN passou, em poucos meses, de uma aeronave registrada em nome de Eladio Messias Cameli e operada por Marmude Camely para um avião de propriedade de Marmude e operado por uma empresa de táxi aéreo. Quanto terá sido o voo neste avião? Foi feito como parte da campanha?

AtlasIntel coloca Alan Rick na liderança com 43,5% dos votos válidos no Acre

Pesquisa AtlasIntel divulgada neste sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições, coloca o senador Alan Rick na liderança da disputa pelo Governo do Acre. Nos votos válidos, o candidato aparece com 43,5%, enquanto a governadora Mailza Assis tem 35,3%. A diferença entre os dois é de 8,2 pontos percentuais.

Na sequência aparecem Thor Dantas, com 10,7% dos votos válidos, Tião Bocalom, com 8,6%, e Dr. Luisinho, com 1,9%.

O levantamento registra uma mudança no cenário eleitoral em comparação com a pesquisa realizada em agosto. Considerando os votos totais, Alan Rick passou de 33,1% para 41,9%, crescimento de 8,8 pontos percentuais. Mailza tinha 35,2% e agora aparece com 34%.

Tião Bocalom teve a maior redução entre os candidatos no período. O prefeito de Rio Branco aparecia com 18,5% das intenções de voto em agosto e caiu para 8,3% na rodada atual, recuo de 10,2 pontos percentuais. Thor Dantas permaneceu na faixa dos 10%.

Com a mudança, Alan Rick, que aparecia atrás de Mailza no levantamento anterior, assumiu a primeira posição. Nos votos totais, a vantagem do senador sobre a governadora é de 7,9 pontos. Quando são considerados apenas os votos válidos, a distância sobe para 8,2 pontos.

A AtlasIntel também simulou um eventual segundo turno entre Alan Rick e Mailza Assis. Nesse cenário, Alan aparece com 47,8%, enquanto Mailza soma 41,5%, uma diferença de 6,3 pontos percentuais.

A pesquisa ouviu 836 eleitores no Acre entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números AC-00679/2026 e BR-02212/2026.

Roberto Vaz diz que governo Mailza insiste por divulgação de pesquisa e faz críticas à Data Control

O jornalista e empresário Roberto Vaz, fundador e diretor-geral do ac24horas, fez duras críticas ao Instituto Data Control e afirmou que pessoas ligadas ao governo de Mailza Assis (PP) estariam insistindo para que o veículo divulgasse uma pesquisa eleitoral favorável à governadora. A declaração ocorre na reta final da eleição, em meio a levantamentos que apresentam diferenças expressivas sobre a disputa pelo Governo do Acre.

Durante a fala, Vaz relatou uma conversa com um representante da Data Control e deixou claro que não considera obrigação de um veículo publicar determinada pesquisa apenas porque o instituto deseja espaço. Segundo ele, a decisão editorial cabe à imprensa e deve levar em consideração a credibilidade das informações apresentadas.

“Quem contrata a tua pesquisa, que te paga para fazer a pesquisa, essa pessoa vem e pede um espaço pra divulgar e a gente, do bom jornalismo, vai e divulga”, afirmou. Em seguida, Vaz endureceu o discurso ao tratar da responsabilidade dos institutos pelos números apresentados: “Se você recebe para fazer uma pesquisa e botar o número que você quer, o problema é teu. E é com a Justiça, não é comigo”.

Vaz também afirmou que não pretende publicar levantamentos nos quais não confie. “Eu não faço questão de divulgar pesquisa ruim, fuleira e furada. Se você estiver certo, palmas para você. Se você estiver errado, você vai se entender com o pessoal da lei”, declarou.

O ponto mais sensível da declaração veio quando o jornalista mencionou diretamente o Palácio Rio Branco. Segundo Vaz, havia uma pesquisa da Data Control circulando desde cedo e pessoas do governo pressionavam pela publicação do resultado. Ele afirmou ainda ter tratado do assunto diretamente com a governadora Mailza Assis.

“A Data Control está com uma pesquisa desde cedo que o pessoal do governo está insistindo […] pra divulgar”, disse Vaz. Na sequência, afirmou que cobrou da própria governadora uma retratação por declarações atribuídas a um integrante do instituto antes de avaliar jornalisticamente a publicação do levantamento.

A manifestação coloca no centro do debate não apenas os números das pesquisas, mas também a relação entre campanhas, governo, institutos e veículos de comunicação na reta final da eleição. A afirmação de que integrantes do governo estariam insistindo para que uma pesquisa favorável fosse divulgada é uma acusação de Vaz e, por si só, não comprova interferência do Executivo sobre veículos de imprensa. O governo de Mailza Assis e a Data Control devem ter espaço para apresentar suas versões sobre o episódio.

A Data Control divulgou levantamento em 1º de outubro no qual Mailza aparece com 40,5% das intenções de voto, contra 28,8% de Alan Rick (Republicanos), diferença de 11,7 pontos percentuais. A pesquisa ouviu mil eleitores entre 24 e 30 de setembro e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número AC-09068/2026.

No mesmo período, outros institutos apresentaram cenários bastante diferentes. A JC Continental apontou Alan com 43,3% e Mailza com 23,2%, enquanto levantamento do IP Sensus divulgado posteriormente registrou Alan com 40,9% e Mailza com 28%. As diferenças entre pesquisas, isoladamente, não demonstram irregularidade, já que levantamentos podem utilizar amostras, ponderações, períodos de campo e métodos distintos.

Com a votação marcada para este domingo, 4 de outubro, a sucessão de resultados conflitantes aumentou a disputa política em torno das pesquisas. Nesse ambiente, a declaração de Roberto Vaz acrescenta uma questão concreta ao debate: quem financia os levantamentos, quem procura os veículos para divulgá-los e até onde vai a tentativa de transformar números de pesquisas em instrumento de comunicação eleitoral.