Bocalom propõe reconhecimento facial nos 22 municípios e parceria com a PF contra facções no Acre

O pré-candidato ao governo do Acre Tião Bocalom (PSDB) defendeu a ampliação do reconhecimento facial, a integração com a Polícia Federal e o reaparelhamento das forças de segurança durante sabatina ao ContilNet Notícias. A proposta busca conter o avanço das facções criminosas e do narcotráfico em um estado que faz fronteira com Peru e Bolívia.

Bocalom afirmou que o combate ao crime organizado precisa combinar monitoramento tecnológico, inteligência policial e ações integradas entre órgãos estaduais e federais. Para ele, a localização geográfica do Acre facilita a entrada de drogas e exige medidas que vão além do policiamento tradicional.

“Aqui o problema é que está na divisa com o Peru e com a Bolívia, então é muita droga que passa. Não fica tão difícil quando a gente começa a usar a inteligência e câmeras de reconhecimento facial para ajudar”, afirmou.

O pré-candidato citou o sistema instalado durante sua gestão na Prefeitura de Rio Branco como modelo para uma eventual administração estadual. Segundo Bocalom, mais de 400 câmeras foram implantadas na região central da capital, com capacidade para auxiliar na identificação de suspeitos e no acompanhamento de ocorrências.

“Rio Branco foi o primeiro município do Brasil a assinar um termo de parceria com a Polícia Federal para fazer segurança pública. Queremos continuar com esse trabalho no estado inteiro, em todos os municípios, com câmeras de reconhecimento facial para inibir o crime”, disse.

Bocalom também defendeu investimentos na estrutura das polícias Militar e Civil, com equipamentos, capacitação e insumos para treinamentos regulares. Ele criticou a falta de munição para exercícios de preparação dos agentes e afirmou que o problema compromete a atuação das corporações.

“Nós precisamos dar as condições para que a Polícia Militar possa trabalhar tranquila, que não deixe faltar, por exemplo, munição. Policial militar me reclamou que passa mais de ano sem treinar porque não tem munição para fazer o treinamento. Isso não pode acontecer. A gente precisa da nossa polícia toda treinada e preparada para enfrentar o problema”, afirmou.

Com informações da Contilnet