CAOS NO ACRE! Ataque a tiros mata servente e deixa mulher e duas crianças feridas em Rio Branco

Um ataque a tiros matou o servente Antônio Valcemir Queiroz da Silva, de 27 anos, e deixou uma mulher e duas crianças feridas na noite de sábado, 5, na Rua Céu Azul, no loteamento Rosalinda, no Segundo Distrito de Rio Branco. O crime ocorreu quando dois homens chegaram ao local em uma motocicleta preta e um deles disparou contra as pessoas que estavam nas proximidades.

Antônio trabalhava na construção de um muro em frente a uma residência, acompanhado de outro pedreiro, quando foi atingido. Maria Liliane Braga Silva, de 26 anos, e duas crianças, ambas de 9 anos, também foram baleadas durante a ação. O outro trabalhador que estava com a vítima não foi ferido.

O servente foi atingido por um disparo que atravessou o braço direito e alcançou o peito. Uma das crianças foi baleada no abdômen, com entrada e saída do projétil, e a outra foi atingida no pescoço. Maria Liliane sofreu um tiro no pé esquerdo e teve suspeita de fratura.

As vítimas foram levadas inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento do Segundo Distrito. Antônio não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência enviou duas ambulâncias para transferir a mulher e as crianças ao Pronto-Socorro de Rio Branco. As três vítimas estavam em estado estável.

Policiais militares do 2º Batalhão isolaram a área para o trabalho da perícia. A motocicleta usada pelos criminosos não havia sido localizada. O corpo de Antônio foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os exames cadavéricos.

A apuração inicial ficou sob responsabilidade da Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil. O inquérito deve ser encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que vai investigar a autoria e a motivação do ataque.

Foto: AC24h

Grupo Integração manifesta solidariedade ao Alerta Cidade após atentado

Nota assinada pelo jornalista Chico Melo repudia violência contra a imprensa e cobra investigação rigorosa para identificar os responsáveis

O Grupo Integração manifestou solidariedade ao jornalista Iám Arábar e aos profissionais do Alerta Cidade após o atentado registrado contra o veículo de comunicação em Rio Branco. A nota, assinada pelo jornalista Chico Melo, classifica o episódio como uma ameaça à liberdade de imprensa e defende uma investigação rápida e transparente.

Segundo as informações divulgadas pelo próprio Alerta Cidade, o ataque passou a ser tratado como uma possível tentativa de intimidação contra o trabalho desenvolvido pelo veículo. Iám Arábar também se pronunciunciou publicamente sobre o caso e afirmou que a equipe continuará exercendo sua atividade jornalística.

Na manifestação, o Grupo Integração destacou que atos de violência contra jornalistas não atingem apenas os profissionais diretamente envolvidos, mas também prejudicam o direito da população de receber informações.

“Toda forma de violência, intimidação ou tentativa de silenciar o trabalho da imprensa representa uma ameaça não apenas aos jornalistas, mas ao direito da sociedade de ser informada”, afirma a nota.

O documento também ressalta que divergências relacionadas ao conteúdo publicado por veículos de comunicação devem ser tratadas pelos meios legais, sem ameaças ou agressões.

“Em uma democracia, divergências devem ser enfrentadas com diálogo e dentro dos limites da lei, jamais por meio da violência”, acrescenta o Grupo Integração.

Iám afirma que trabalho continuará

Após o episódio, Iám Arábar divulgou uma manifestação nas redes sociais e falou sobre a situação enfrentada pela equipe. O jornalista defendeu a continuidade do trabalho do Alerta Cidade e pediu que as autoridades esclareçam as circunstâncias do atentado.

O caso ocorre em um período marcado por denúncias de violência e constrangimentos contra profissionais da comunicação no Acre. Em julho, o jornalista Chico Melo, da Rádio Integração, foi agredido dentro de sua residência, em Cruzeiro do Sul, por quatro homens armados.

Pela proximidade entre os episódios, representantes da imprensa e autoridades políticas passaram a cobrar medidas de proteção aos jornalistas. Até o momento, contudo, não existe confirmação de ligação entre o atentado envolvendo o Alerta Cidade e a agressão sofrida por Chico Melo. Os casos devem ser investigados separadamente pelas autoridades.

Na nota, Chico Melo e o Grupo Integração solicitaram que os responsáveis pelo ataque ao Alerta Cidade sejam identificados e responsabilizados.

“Também reiteramos a importância de uma investigação rápida, rigorosa e transparente para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados, garantindo que fatos como esse não se repitam”, diz outro trecho.

O Grupo Integração encerrou a manifestação reafirmando o compromisso com a democracia, a liberdade de imprensa e o livre exercício do jornalismo.

“Neste momento, nos unimos em solidariedade aos colegas do Alerta Cidade, reafirmando nosso compromisso com a liberdade de imprensa, a democracia e o livre exercício do jornalismo”, conclui a nota assinada por Chico Melo.

Confira a nota completa:
Nota de Solidariedade

O Grupo Integração manifesta sua solidariedade ao jornalista Iám Arábar, à equipe do Alerta Cidade e a todos os profissionais do veículo diante do atentado registrado contra a sede da empresa de comunicação.

Toda forma de violência, intimidação ou tentativa de silenciar o trabalho da imprensa representa uma ameaça não apenas aos jornalistas, mas ao direito da sociedade de ser informada. Em uma democracia, divergências devem ser enfrentadas com diálogo e dentro dos limites da lei, jamais por meio da violência.

Também reiteramos a importância de uma investigação rápida, rigorosa e transparente para que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados, garantindo que fatos como esse não se repitam.

Neste momento, nos unimos em solidariedade aos colegas do Alerta Cidade, reafirmando nosso compromisso com a liberdade de imprensa, a democracia e o livre exercício do jornalismo.

Chico Melo
Em nome do Grupo Integração