Bocalom defende expansão da cafeicultura em visita à Coopercafé em Mâncio Lima

O candidato ao Governo do Acre, Tião Bocalom, reuniu-se com mais de 200 produtores cooperados em Mâncio Lima, no Vale do Juruá, durante agenda realizada no sábado, 5 de setembro. O encontro teve como foco o fortalecimento da cafeicultura e a proposta de ampliar políticas de incentivo à produção rural para gerar emprego e renda em diferentes regiões do estado.

Diante de agricultores, dirigentes da Coopercafé e lideranças do setor, Bocalom apresentou sua experiência como produtor rural e gestor público. Ele defendeu a ampliação do apoio aos produtores como parte do projeto “Produzir para Empregar”, uma das principais bandeiras de sua campanha.

O candidato citou o crescimento da produção de café, mandioca e da pecuária em Mâncio Lima como exemplo do potencial econômico do campo. Na avaliação dele, o aumento da atividade produtiva contribui para a circulação de renda, o comércio e a criação de oportunidades de trabalho. Bocalom também afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do município dobrou, mas não apresentou, na ocasião, o período de comparação nem os dados utilizados para o cálculo.

Durante a visita à indústria da Coopercafé, o candidato conheceu as atividades de apoio aos agricultores, beneficiamento e comercialização do café. Ele elogiou o trabalho da cooperativa e afirmou que pretende levar experiências semelhantes a outras regiões do Acre. “O poder público precisa estar ao lado dessas pessoas, ajudando a criar condições para produzir mais, agregar valor e gerar emprego e renda aqui dentro”, declarou.

O produtor Eliton Maia defendeu atenção aos pequenos agricultores e afirmou que a entidade mantém independência partidária. “A nossa cooperativa é apartidária e o nosso foco é a melhoria da vida dos cooperados e, por tabela, da sociedade”, disse. Romualdo Silva também cobrou políticas voltadas à produção e afirmou que espera do próximo governo medidas capazes de ampliar o desenvolvimento econômico do estado.

Fundada em setembro de 2021, a Coopercafé reúne agricultores familiares do Vale do Juruá e atua na produção e industrialização do café. Em agosto de 2026, a cooperativa informou contar com 267 associados, mais de 4,5 milhões de pés de café plantados e comercialização acumulada superior a R$ 45 milhões. A entidade também registrou mais de 1.500 pessoas contratadas por diárias nas lavouras dos cooperados.

A industrialização da cadeia produtiva recebeu investimentos federais por meio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). A parceria destinou R$ 9 milhões ao complexo de Mâncio Lima e R$ 6 milhões ao de Cruzeiro do Sul. A estrutura permite que parte da produção seja beneficiada na própria região, com maior participação dos agricultores nas etapas de comercialização.

A agenda de Bocalom no Juruá também incluiu a apresentação de propostas para ampliar mercados e melhorar as condições de transporte da produção. Entre elas, o candidato defendeu uma rota de integração com o Peru, via Pucallpa, como alternativa para reduzir custos logísticos e facilitar o escoamento de produtos acreanos.

Jorge Viana aparece no topo da pesquisa espontânea para o Senado no Acre

O ex-senador Jorge Viana (PT) aparece no topo da pesquisa espontânea para o Senado no Acre divulgada neste domingo (6) pelo Instituto Travessia. Ele tem 14% das citações, mesmo percentual do ex-governador Gladson Cameli. Marcio Bittar (PL) vem logo atrás, com 13%, em um cenário de disputa apertada pelas duas vagas em jogo nas eleições de outubro.

Na pesquisa espontânea, os entrevistados respondem em quem pretendem votar sem receber previamente uma lista com os nomes dos candidatos. O resultado mede a lembrança dos postulantes entre os eleitores e coloca Jorge Viana entre os nomes mais presentes na memória do eleitorado acreano.

Mara Rocha aparece na sequência, com 10%. Sérgio Petecão tem 4%, Eduardo Velloso registra 2% e outros nomes somam 1%. Os votos brancos e nulos chegam a 14%, enquanto 28% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.

O levantamento também testou o cenário estimulado, no qual os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados. Nesse recorte, Gladson Cameli tem 38%, Jorge Viana aparece com 34% e Marcio Bittar registra 33%. Com margem de erro de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, os três estão tecnicamente empatados.

Mara Rocha soma 24% na estimulada, seguida por Sérgio Petecão, com 15%, e Eduardo Velloso, com 11%. Júnior Feitosa e Inácio Moreira aparecem com 2% cada. Brancos e nulos representam 25%, enquanto 16% não souberam responder.

A pesquisa ouviu 800 eleitores por telefone entre os dias 3 e 5 de setembro. O levantamento tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 3,5 pontos percentuais e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número AC-07900/2026.

CAOS NO ACRE! Ataque a tiros mata servente e deixa mulher e duas crianças feridas em Rio Branco

Um ataque a tiros matou o servente Antônio Valcemir Queiroz da Silva, de 27 anos, e deixou uma mulher e duas crianças feridas na noite de sábado, 5, na Rua Céu Azul, no loteamento Rosalinda, no Segundo Distrito de Rio Branco. O crime ocorreu quando dois homens chegaram ao local em uma motocicleta preta e um deles disparou contra as pessoas que estavam nas proximidades.

Antônio trabalhava na construção de um muro em frente a uma residência, acompanhado de outro pedreiro, quando foi atingido. Maria Liliane Braga Silva, de 26 anos, e duas crianças, ambas de 9 anos, também foram baleadas durante a ação. O outro trabalhador que estava com a vítima não foi ferido.

O servente foi atingido por um disparo que atravessou o braço direito e alcançou o peito. Uma das crianças foi baleada no abdômen, com entrada e saída do projétil, e a outra foi atingida no pescoço. Maria Liliane sofreu um tiro no pé esquerdo e teve suspeita de fratura.

As vítimas foram levadas inicialmente para a Unidade de Pronto Atendimento do Segundo Distrito. Antônio não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência enviou duas ambulâncias para transferir a mulher e as crianças ao Pronto-Socorro de Rio Branco. As três vítimas estavam em estado estável.

Policiais militares do 2º Batalhão isolaram a área para o trabalho da perícia. A motocicleta usada pelos criminosos não havia sido localizada. O corpo de Antônio foi encaminhado ao Instituto Médico Legal para os exames cadavéricos.

A apuração inicial ficou sob responsabilidade da Equipe de Pronto Emprego da Polícia Civil. O inquérito deve ser encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, que vai investigar a autoria e a motivação do ataque.

Foto: AC24h

Velloso cumpre fim de semana de agendas em Marechal Thaumaturgo e Porto Walter

Assessoria

O candidato ao Senado, Dr. Eduardo Velloso, cumpre, neste fim de semana, uma série de agendas no Vale do Juruá. No sábado (5), ele esteve em Marechal Thaumaturgo, onde participou de entrevistas, encontros com moradores e conversas com diferentes segmentos do município. Neste domingo (6), a programação segue em Porto Walter.

Em Marechal Thaumaturgo, Velloso abriu sua agenda participando de uma sabatina na Rádio Juruá. Ele foi o primeiro candidato ao Senado a participar da rodada de entrevistas promovida pela emissora. Durante a conversa, apresentou propostas e falou sobre sua atuação como deputado e propostas para o Senado.

Ao longo do dia, o candidato também visitou famílias e conversou com apoiadores do município. Em outro momento, conversou com trabalhadores da área da saúde e ouviu demandas relacionadas às condições de atendimento e de trabalho.

Velloso também se reuniu com um grupo de mães atípicas, que apresentou necessidades enfrentadas pelas famílias e conversou com o candidato sobre políticas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Durante o encontro, Velloso destacou iniciativas que já apoia na área, como projetos voltados às mães e às famílias que convivem com o autismo.

“Eu gosto de vir ao município e ouvir diretamente quem está vivendo o problema. É assim que a gente consegue entender o que precisa ser feito e buscar a solução certa. Na saúde, principalmente, não dá para decidir tudo de longe”, afirmou Velloso.

Neste domingo, Velloso seguiu para Porto Walter, onde a agenda inclui encontros com o prefeito César Andrade, vereadores, trabalhadores e apoiadores. As atividades devem continuar ao longo da tarde, com conversas sobre saúde, estrutura dos municípios e outras demandas da região.

A passagem pelo Juruá faz parte da agenda de campanha de Velloso pelo interior, com foco em apresentar propostas para o Senado e ouvir as prioridades de cada município.

Caos no Acre! Suspeito de matar jovem usava tornozeleira; Estado acumula R$ 3,9 milhões em serviços sem pagamento registrado

A morte de Maria Ramona Araújo da Silva, de 18 anos, em Rio Branco, abriu uma nova frente de questionamentos sobre o monitoramento eletrônico de presos no Acre. O principal suspeito do crime cumpria pena no regime semiaberto, usava tornozeleira eletrônica e passou a ser procurado pela polícia depois do assassinato. No mesmo período, o serviço responsável pelo acompanhamento desses equipamentos chegou a ser suspenso sob a alegação de falta de pagamento. Os registros financeiros do Governo do Acre mostram que, desde maio, quase R$ 3,9 milhões em serviços contratados pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) já haviam sido liquidados, mas continuavam sem pagamento registrado.

Cinco empenhos emitidos pelo Iapen para a Spacecomm Monitoramento S/A entre maio e agosto somam R$ 5.060.627,34. Desse total, R$ 3.897.579,33 chegaram à fase de liquidação, quando a administração pública reconhece que o serviço foi prestado e que existe uma obrigação a pagar. Nos cinco registros, porém, o campo destinado ao pagamento permanece zerado.

A diferença entre essas etapas é central para compreender a situação financeira do contrato. O empenho reserva o recurso para uma despesa pública. A liquidação ocorre depois que o órgão verifica a execução do serviço e reconhece a dívida. O pagamento encerra o processo. Nesse caso, os registros não tratam apenas de valores previstos para despesas futuras. São quase R$ 3,9 milhões em serviços que já haviam passado pela conferência do próprio Estado e aguardavam a etapa final do pagamento.

A pendência aparece em despesas relacionadas ao serviço desde abril. Em 13 de maio, o Iapen emitiu o empenho nº 7192090344, no valor de R$ 2.767.631,51, para o monitoramento eletrônico de reeducandos por tornozeleiras entre abril e junho de 2026. Todo o valor foi liquidado, mas nenhum pagamento aparece registrado.

No mesmo dia, outro empenho destinou R$ 49.965,17 ao monitoramento de pessoas protegidas por medidas cautelares previstas na Lei Maria da Penha, com uso de Unidade Portátil de Rastreamento (UPR) e botão do pânico, também no período de abril a junho. Desse montante, R$ 49.964,27 foram liquidados. O pagamento continua em zero durante a pesquisa realizada.

Os registros coincidem com o período mencionado na cobrança atribuída à Spacecomm antes da interrupção temporária do serviço. A empresa teria comunicado ao Estado uma dívida referente à competência de abril, estimada em aproximadamente R$ 900 mil, e informado previamente que poderia suspender o sistema caso a pendência não fosse regularizada.

A sequência avançou para os meses seguintes. Em 9 de julho, o Iapen abriu o empenho nº 7192090491, de R$ 13.030,66, para o serviço de monitoramento por UPR e botão do pânico entre os dias 22 e 30 de junho. O Estado liquidou R$ 12.726,20. Mais uma vez, nenhum pagamento aparece no registro.

Em agosto, os valores cresceram. No dia 3, o instituto emitiu um empenho de R$ 2,11 milhões para o monitoramento de reeducandos por tornozeleira durante julho, agosto e setembro. Desse total, R$ 1.019.731,10 já estavam liquidados, enquanto o pagamento permanecia zerado.

Outro empenho, de R$ 120 mil, foi aberto para o acompanhamento de pessoas protegidas pela Lei Maria da Penha por meio de UPR e botão do pânico no mesmo trimestre. Até a atualização consultada, R$ 47.526,25 tinham sido liquidados e nenhum valor havia sido pago. Os registros mais recentes de agosto mantêm os dois empenhos sem pagamento.

O cenário é diferente daquele encontrado no início de 2026. Em 23 de fevereiro, o Iapen empenhou R$ 2.565.975,23 para o monitoramento por tornozeleira eletrônica referente aos meses de janeiro e fevereiro. O valor foi integralmente empenhado, liquidado e pago.

Outro registro, de R$ 25.667,49, destinado a serviços envolvendo tornozeleira, GPS, UPR e botão do pânico, também teve pagamento integral. Em abril, dois outros empenhos vinculados ao sistema receberam pagamentos de R$ 107.941,40 e R$ 105.277,36.

A mudança aparece a partir dos empenhos de maio. As despesas continuam avançando dentro da execução orçamentária e chegam à liquidação, mas o dinheiro deixa de aparecer na etapa do pagamento nos registros analisados.

A situação financeira ganhou outra dimensão depois da informação de que a Spacecomm teria comunicado ao Iapen, ainda em agosto, a possibilidade de suspender o serviço caso a dívida não fosse quitada. O sistema teria ficado indisponível por dois dias no início de setembro, comprometendo tanto o acompanhamento de pessoas monitoradas por tornozeleira quanto ferramentas usadas na proteção de mulheres submetidas a medidas protetivas.

Foi nesse intervalo que o assassinato de Maria Ramona passou a exigir respostas também sobre o funcionamento do monitoramento eletrônico. O homem apontado como principal suspeito usava tornozeleira enquanto cumpria pena no semiaberto. Depois do crime, ele teria rompido o equipamento e fugido.

Os números permitem afirmar que o Estado chegou ao início de setembro com milhões de reais em serviços de monitoramento já reconhecidos como executados pelo próprio Iapen e ainda sem pagamento registrado. Entre maio e agosto, os cinco empenhos analisados concentram R$ 5.060.627,34 empenhados, R$ 3.897.579,33 liquidados e nenhum valor pago nos registros consultados.

O caso de Maria Ramona agora coloca uma sequência de perguntas nas mãos do Estado. É preciso esclarecer quando a tornozeleira usada pelo suspeito transmitiu sua última localização, em que momento o rompimento do equipamento foi registrado, se a central recebeu algum alerta, qual providência foi tomada depois desse aviso e se a interrupção do serviço atingiu o acompanhamento do homem investigado.