Acre

Shows da Expoacre 2026 custaram R$ 12,7 milhões no Juruá e em Rio Branco

Os shows nacionais contratados para as edições da Expoacre 2026 em Cruzeiro do Sul e Rio Branco somaram R$ 12,7 milhões em cachês. No Juruá, seis atrações tiveram R$ 6,25 milhões reservados no Plano de Trabalho da feira. Na capital, cinco contratos que atenderam seis artistas chegaram a R$ 6,45 milhões, valor que já foi integralmente liquidado e pago pelo Governo do Acre.

Na Expoacre Juruá, realizada em Cruzeiro do Sul, o maior cachê previsto foi o de Leonardo, no valor de R$ 2,1 milhões. Natanzinho Lima teve R$ 1,7 milhão reservado. A dupla Ícaro e Gilmar aparece com R$ 750 mil, enquanto Tierry e padre Fábio de Melo tiveram R$ 650 mil cada. A Banda Morada completa a relação com R$ 400 mil. Os seis valores chegam a R$ 6,25 milhões.

A contratação no Juruá ocorreu dentro do Termo de Colaboração CC nº 01/2026, firmado entre a Casa Civil e a Associação Transformar. A entidade recebeu R$ 15.848.310 para executar a feira, enquanto o valor global previsto para a parceria era de R$ 16.648.310.

Os R$ 6,25 milhões destinados aos artistas aparecem de forma individual no Plano de Trabalho, mas o dinheiro da feira foi transferido pelo governo à associação em um repasse global. Por essa razão, o valor representa o custo previsto dos cachês. A confirmação do pagamento final feito a cada artista depende da prestação de contas da parceria.

Em Rio Branco, a contratação ocorreu diretamente pela Casa Civil. Os cinco contratos destinados às principais atrações nacionais somaram R$ 6,45 milhões e já constam como integralmente empenhados, liquidados e pagos.

O contrato de maior valor foi de R$ 2,55 milhões e reuniu Leonardo e Ana Castela. Como os dois artistas foram contratados no mesmo instrumento, não há separação do valor pago individualmente a cada um.

Wesley Safadão teve contrato de R$ 1,8 milhão. Natanzinho Lima custou R$ 1,3 milhão. Padre Fábio de Melo recebeu R$ 500 mil e a Banda Som e Louvor, R$ 300 mil. Com o contrato conjunto de Leonardo e Ana Castela, os shows da edição de Rio Branco chegaram aos R$ 6,45 milhões.

A comparação coloca a programação da capital R$ 200 mil acima da relação de cachês prevista para Cruzeiro do Sul. Foram R$ 6,45 milhões em Rio Branco contra R$ 6,25 milhões no Juruá.

A diferença entre as duas edições não está apenas no valor, mas também na forma de contratação. Em Rio Branco, os R$ 6,45 milhões correspondem a contratos diretos que já foram pagos. No Juruá, os R$ 6,25 milhões correspondem aos valores reservados para os seis artistas no orçamento executado pela Associação Transformar.

Somados os dois grupos, os principais shows nacionais das duas edições da Expoacre 2026 alcançaram R$ 12,7 milhões em cachês previstos ou contratados com recursos públicos.

O Plano de Trabalho do Juruá também reservou R$ 50 mil para uma atração infantil. Esse valor não integra os R$ 6,25 milhões usados na comparação dos principais shows nacionais. Com a inclusão dessa apresentação, a despesa artística prevista para Cruzeiro do Sul sobe para R$ 6,3 milhões e o total das duas edições chega a R$ 12,75 milhões.

O custo dos shows no Juruá não ficou restrito aos cachês. Outros R$ 2.448.520 foram reservados para produção e logística das atrações nacionais, com despesas de passagens aéreas, fretamento de aeronaves, excesso de bagagem, hospedagem, alimentação, camarins, vans, transporte de artistas e pagamento de direitos autorais.

Esse gasto de R$ 2,44 milhões não integra os R$ 12,7 milhões porque a comparação considera somente os cachês. Ele amplia, porém, o custo público necessário para levar as atrações nacionais aos palcos da Expoacre Juruá.

Foto: Secom/AC

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *