Eleições 2026

Alan Rick pede que instituto confirme em 48 horas diploma apresentado por Mailza

O senador e candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) solicitou ao Instituto de Ciências Sociais e Humanas (ICSH) que confirme, no prazo de 48 horas, a autenticidade do certificado de conclusão do curso de Pedagogia apresentado pela governadora e candidata à reeleição Mailza Assis (PP) à Justiça Eleitoral. O pedido foi encaminhado nesta quinta-feira (24).

Além de confirmar se o certificado foi efetivamente emitido pela instituição e se possui validade, a solicitação pede informações sobre a matrícula de Mailza, registros de frequência, histórico escolar e a ata de colação de grau. O documento apresentado no processo de registro da candidatura informa que ela concluiu Pedagogia no segundo semestre de 2019 e recebeu o grau em 6 de março de 2020. O certificado está datado de 10 de março daquele ano.

O documento foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) em 10 de agosto deste ano, durante o processo de registro da candidatura de Mailza ao Governo do Estado. A defesa de Alan Rick sustenta haver inconsistências que justificariam a conferência das informações acadêmicas diretamente com a instituição de ensino.

Um dos pontos levantados é a mudança na escolaridade informada à Justiça Eleitoral. Na eleição de 2022, quando concorreu ao cargo de vice-governadora na chapa de Gladson Cameli, Mailza declarou possuir ensino médio completo. Na candidatura de 2026 ao Governo do Acre, passou a constar com ensino superior completo. Dados públicos da eleição de 2022 registram a escolaridade da então candidata a vice como “ensino médio completo”.

A mudança de escolaridade, por si só, não comprova qualquer irregularidade. O pedido feito por Alan Rick busca obter da própria instituição os registros acadêmicos que possam confirmar a formação declarada pela governadora. A candidatura de Mailza ao Governo do Acre aparece como deferida na eleição de 2026.

No requerimento, os advogados de Alan Rick também argumentam que o acesso às informações seria necessário para eventual exercício de direitos em procedimentos judiciais ou administrativos. Até a publicação da apuração nesta sexta-feira (25), o instituto e a governadora não haviam apresentado resposta aos questionamentos encaminhados sobre o caso.

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