Alan Rick critica gastos com shows e diz que governo do Acre deixa saúde em segundo plano

O senador e pré-candidato ao Governo do Acre Alan Rick (Republicanos) criticou nesta quinta-feira, 13, os gastos do governo estadual com shows e afirmou que os recursos deveriam ter como prioridade áreas como a saúde. Em entrevista à TV Norte, ele ampliou os ataques à atual gestão e também cobrou resultados na educação, segurança pública e na atração de indústrias para o estado.

“O governo gasta demais com shows ao invés de gastar com saúde”, afirmou Alan Rick. Na sequência, o senador resumiu sua avaliação sobre a administração estadual: “O governo tá errado em tudo”.

A declaração coloca os gastos com eventos no centro do discurso do pré-candidato contra a gestão estadual em um momento de intensificação da disputa pelo Palácio Rio Branco. Alan tem adotado como uma das principais linhas de oposição a comparação entre despesas consideradas não prioritárias e problemas enfrentados em serviços públicos.

Na educação, o senador voltou a mencionar contratos que estão sob investigação da Polícia Federal. Alan falou em R$ 51 milhões e acusou a administração de retirar recursos que deveriam atender áreas como merenda e transporte escolar. A quantia citada corresponde ao valor de contratos investigados na Operação Talha Real, deflagrada pela PF em julho para apurar possíveis irregularidades envolvendo recursos federais do Fundeb. A investigação ainda está em andamento e não há decisão definitiva que comprove desvio de todo o montante mencionado pelo senador.

Alan também acusou o governo de usar ônibus do transporte escolar para transportar pessoas para uma convenção política. “Isso é uma vergonha”, declarou.

Outro alvo foi a estrutura tecnológica das escolas. O pré-candidato criticou a compra de equipamentos sem que, segundo ele, haja conectividade suficiente nas unidades de ensino. “Não adianta comprar tablet, entregar para o aluno. Ele não tem internet na escola. Dinheiro jogado fora. Dinheiro do acreano, do contribuinte”, disse.

O senador ainda cobrou uma política de formação para professores e voltou a relacionar os problemas da educação à situação da saúde pública. Na área econômica, atacou a falta de indústrias em funcionamento na Zona de Processamento de Exportação, em Senador Guiomard, estrutura criada para receber empresas voltadas principalmente à produção e exportação.

A segurança pública completou a série de críticas. Para Alan Rick, o atual modelo não consegue devolver à população a sensação de segurança. “O Estado hoje não tem um modelo de segurança pública que torne ao acreano a sensação de segurança”, afirmou.

Ao concentrar a fala nos gastos com shows e contrapô-los às demandas da saúde e de outros serviços públicos, Alan reforça uma das linhas que pretende explorar na pré-campanha: a discussão sobre prioridades na aplicação do orçamento estadual.

Alan Rick propõe ampliar crédito rural e industrialização para gerar empregos no Acre

O candidato ao Governo do Acre, senador Alan Rick, propõe ampliar a assistência técnica e o crédito rural, incentivar a industrialização da produção e reduzir entraves para novos investimentos no estado. As medidas integram o primeiro eixo do plano de governo protocolado na Justiça Eleitoral na quarta-feira, 12 de agosto, com foco na geração de emprego e renda e no fortalecimento das atividades produtivas acreanas.

O plano concentra ações na agricultura familiar, responsável por 26.851 estabelecimentos rurais no Acre, o equivalente a 91% das propriedades. Entre os problemas enfrentados pelo setor estão as dificuldades de logística, a assistência técnica limitada, o custo elevado dos insumos e a baixa agregação de valor aos produtos.

A proposta prevê ampliar o atendimento técnico em todas as regiões do estado e facilitar o acesso dos produtores ao crédito rural. Também estão previstas ações para incentivar o uso de tecnologia no campo e fortalecer cooperativas e associações ligadas à produção.

As medidas alcançam cadeias como pecuária, café, grãos, mandioca, fruticultura, piscicultura, suinocultura, avicultura e produtos da sociobiodiversidade. A intenção é aumentar a produtividade e criar condições para que uma parcela maior da produção seja processada no próprio Acre.

O plano também prevê incentivos ao beneficiamento e à industrialização. A estratégia busca aproximar produtores, cooperativas, agroindústrias e compradores, além de ampliar a comercialização para outros estados e mercados internacionais.

A localização do Acre na fronteira com Peru e Bolívia aparece entre os pontos considerados para ampliar o comércio com países vizinhos e buscar acesso aos mercados da região do Pacífico. A proposta combina essa abertura de mercados com ações para aumentar o valor dos produtos antes da venda.

“Não podemos falar em desenvolvimento sem criar condições para quem trabalha, produz e empreende crescer. O Acre tem potencial, tem gente trabalhadora e tem riquezas. O que precisamos é fazer o Estado funcionar como parceiro, ajudando a abrir caminhos para transformar tudo isso em oportunidade, emprego e renda para a nossa população”, afirmou Alan Rick.

A bioeconomia também integra o eixo econômico do programa. As propostas incluem o aproveitamento sustentável dos recursos da floresta e o processamento de produtos da sociobiodiversidade, com participação de produtores, extrativistas, comunidades e cooperativas.

O candidato também propõe reduzir burocracias e ampliar a segurança jurídica para estimular novos negócios e investimentos. Outra medida é aproximar universidades, Embrapa, Instituto Federal do Acre e setor produtivo em projetos de pesquisa e inovação voltados ao aumento da produtividade e da competitividade.

“Nosso desafio é fazer a riqueza do Acre gerar riqueza para os acreanos. Isso significa apoiar o pequeno produtor, fortalecer o agro, incentivar a indústria, o comércio e os serviços e aproveitar de forma responsável as oportunidades da nossa floresta”, declarou o senador.

Republicanos leva ao TCE denúncia contra quase 14 mil nomeações no governo Mailza

O Republicanos, partido do senador Alan Rick, levou nesta quarta-feira, 12 de agosto, ao Tribunal de Contas do Estado do Acre uma denúncia contra uma sequência de quase 14 mil nomeações, exonerações e movimentações de pessoal atribuídas ao governo de Mailza Assis. A ofensiva empurra a folha de pagamento do Estado para o centro da disputa pelo Palácio Rio Branco num momento em que o Executivo opera sob forte pressão fiscal: no primeiro quadrimestre de 2026, a despesa com pessoal chegou a 48,09% da Receita Corrente Líquida ajustada, acima do limite prudencial de 46,55% e a apenas 0,91 ponto percentual do teto de 49% previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. Caberá ao TCE separar, dentro do volume apresentado pelo partido, quais atos criaram custo novo para o Estado e quais representam concursos, substituições, remanejamentos ou trocas em cargos já existentes.

O tamanho do número transforma uma rotina administrativa em um problema político. Quase 14 mil atos relacionados a pessoal, apresentados em bloco durante uma campanha apertada, produzem um efeito imediato sobre a opinião pública. O efeito contábil, porém, não pode ser calculado apenas pela quantidade de nomes publicados no Diário Oficial. Uma exoneração seguida de nomeação para outro cargo, por exemplo, pode aparecer duas vezes nos registros sem acrescentar uma única pessoa à folha. Um servidor pode mudar de secretaria, um cargo pode trocar de ocupante e um aprovado em concurso pode entrar no lugar de alguém que se aposentou. A questão central, por isso, não está apenas no tamanho da lista, mas no custo líquido produzido por ela.

A situação fiscal amplia o peso da denúncia. Entre maio de 2025 e abril de 2026, a despesa considerada no cálculo do limite de pessoal chegou a aproximadamente R$ 5,48 bilhões. Ao fim de 2025, o comprometimento da Receita Corrente Líquida estava em 47,99%. Quatro meses depois, atingiu 48,09%. O Executivo ainda permanece abaixo do teto de 49%, mas já atravessou a faixa em que a Lei de Responsabilidade Fiscal começa a fechar portas para decisões capazes de elevar permanentemente o gasto com servidores.

Essa fotografia, no entanto, não nasceu inteiramente no governo de Mailza Assis. Ela assumiu o comando definitivo do Estado em 2 de abril de 2026, depois da saída de Gladson Cameli. O índice de 48,09% considera uma janela de doze meses, de maio de 2025 a abril deste ano. Quase todo esse período ainda pertence à gestão anterior. Mailza recebeu uma máquina que já funcionava acima do limite prudencial, mas também recebeu as amarras criadas por essa condição. Desde a posse, qualquer decisão que amplie despesa permanente com pessoal passou a ser tomada com uma margem inferior a um ponto percentual até o teto legal.

É justamente nessa faixa que o debate jurídico precisa ser separado da guerra eleitoral. A Lei de Responsabilidade Fiscal não transforma automaticamente toda nomeação feita acima do limite prudencial em irregular. O artigo 22 cria restrições quando a despesa total com pessoal supera 95% do limite máximo. No caso do Executivo estadual, cujo teto é 49% da Receita Corrente Líquida, essa barreira intermediária fica em 46,55%.

Acima desse percentual, o poder público enfrenta restrições para conceder vantagens, criar cargos com aumento de despesa, alterar carreiras com impacto financeiro e fazer novas admissões ou contratações. A própria lei, contudo, abre exceções. Reposições decorrentes de aposentadoria ou falecimento em áreas essenciais, como educação, saúde e segurança, recebem tratamento diferente. É dentro dessa fronteira que cada ato precisará ser examinado.

O número levado pelo Republicanos ao TCE, portanto, tem força política imediata, mas não pode ser confundido automaticamente com 14 mil novos servidores incorporados à folha. O Diário Oficial registra uma sequência de decretos que mistura realidades administrativas diferentes. Há exonerações seguidas de novas nomeações, mudanças de lotação, remanejamentos entre órgãos, anulações de atos anteriores, convocações de aprovados em concursos e substituições de ocupantes de cargos comissionados.

Essa diferença muda completamente o tamanho do impacto fiscal. Se um servidor deixa uma função e assume outra no mesmo dia, o Estado pode ter dois atos publicados e nenhum trabalhador adicional. Se um concursado entra para preencher uma vaga aberta por aposentadoria, há uma nova nomeação, mas dentro de uma hipótese que pode ser admitida pela legislação. Se, por outro lado, um cargo comissionado é criado ou preenchido sem substituição, com aumento permanente de despesa, a análise passa a ser outra.

Desde que assumiu o governo, Mailza promoveu sucessivas mudanças na estrutura administrativa. Em 15 de abril, menos de duas semanas depois de receber definitivamente o cargo, uma edição extraordinária do Diário Oficial reuniu alterações em postos estratégicos. Em 22 de abril, uma nova rodada alcançou áreas como Saúde, Assistência Social, Agricultura, Comunicação e Governo, além do Detran. Parte dos servidores apareceu primeiro entre os exonerados e depois entre os nomeados para outras funções, situação que ajuda a explicar por que a contagem de atos não corresponde necessariamente à quantidade de pessoas que entraram no serviço público.

O movimento continuou nos meses seguintes. Em julho, novas alterações passaram por Deracre, Saúde, Educação, Agricultura, Comunicação, Governo, Administração, Assistência Social, Segurança Pública, Detran, Imac, IMC, Idaf, Acreprevidência e outros órgãos. Os decretos misturavam nomeações, exonerações, mudanças de lotação e atos que tornavam nomeações anteriores sem efeito.

A repetição, a abrangência e o volume dessas mudanças criaram o material político que agora chegou ao Tribunal de Contas. O Republicanos procura transformar os atos administrativos em um questionamento sobre responsabilidade fiscal. O governo, por sua vez, terá de demonstrar a natureza de cada movimento e o efeito real sobre a folha.

No meio dessa disputa estão pessoas que não cabem confortavelmente dentro de um número de cinco dígitos. Entre os atos publicados pelo Estado estão servidores concursados que aguardaram meses ou anos por uma vaga. Na Saúde, o governo nomeou 89 aprovados para diferentes regionais, entre enfermeiros, médicos, técnicos, assistentes sociais, fisioterapeutas e outros profissionais. Na área de segurança, aprovados no concurso da Polícia Penal chegaram a protestar durante a convenção que oficializou a candidatura de Mailza, cobrando convocação.

Para quem passou meses estudando, pagou inscrição, enfrentou provas e esperou a publicação de um nome no Diário Oficial, ser incluído no mesmo pacote de uma nomeação política para cargo de confiança apaga uma diferença decisiva. Um vínculo pode atender a uma necessidade permanente do serviço público. Outro pode decorrer da escolha política de quem ocupa o governo. A legislação, o impacto orçamentário e o interesse público não são iguais nos dois casos.

A denúncia chega ao TCE no momento em que Mailza Assis e Alan Rick travam uma disputa direta pelo governo. O senador teve a candidatura oficializada pelo Republicanos em 25 de julho. A governadora entrou formalmente na corrida dias depois. Pesquisa AtlasIntel divulgada em 3 de agosto colocou os dois em empate técnico: Mailza apareceu com 35,2% das intenções de voto e Alan Rick com 33,1%, diferença inferior à margem de erro de três pontos percentuais.

Nesse cenário, discutir milhares de nomeações significa discutir muito mais que burocracia. Significa tocar em dois temas capazes de alterar o humor de uma campanha: dinheiro público e distribuição de cargos. Para Alan Rick, a denúncia oferece um caminho para questionar a gestão da adversária a partir das contas do Estado. Para Mailza, a resposta exige demonstrar que a reorganização administrativa não empurrou a folha para uma situação incompatível com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O uso das instituições de controle também já faz parte dessa disputa. Em junho, a Federação União Progressista, ligada ao grupo político de Mailza, procurou a Justiça Eleitoral para tentar impedir novos eventos de Alan Rick, sob a alegação de propaganda antecipada. O pedido de urgência não prosperou naquele momento por falta de elementos suficientes para uma proibição preventiva. Agora, é o partido do senador que leva um tema de forte repercussão eleitoral a outro órgão de controle.

O fato de uma denúncia surgir no meio de uma eleição não retira automaticamente sua validade. Da mesma forma, o protocolo de uma denúncia não transforma suspeita em irregularidade comprovada. Entre esses dois extremos existe o trabalho técnico que caberá ao Tribunal de Contas: abrir os atos, cruzar datas, identificar cargos, calcular impactos e verificar quais decisões se enquadram nas restrições da legislação fiscal.

A pressão sobre a folha de pagamento já vinha sendo acompanhada pelo TCE antes da ofensiva do Republicanos. O avanço da despesa para além do limite prudencial colocou gestores sob cobrança para conter gastos e preservar a capacidade financeira do Estado. A preocupação não se resume aos salários pagos diretamente pelo Executivo. Restos a pagar, terceirizações e a sustentabilidade da previdência estadual também pesam sobre uma estrutura que precisa financiar hospitais, escolas, segurança, estradas e políticas sociais.

Em julho, durante passagem pela Assembleia Legislativa, o secretário estadual da Fazenda, Amarísio Freitas, defendeu a condução fiscal do governo. “Temos nos esforçado (…) para manter abaixo do limite os gastos com pessoal”, afirmou. A defesa do Executivo parte de um dado objetivo: os 48,09% ainda não rompem o teto de 49%. A margem, porém, é curta, e a própria Lei de Responsabilidade Fiscal cria restrições antes de esse teto ser atingido.

Mailza assumiu o governo com outro desafio político. Depois de anos na condição de vice-governadora, precisava construir uma administração com decisões próprias em pleno ano eleitoral. Mudanças em secretarias, assessorias e cargos estratégicos também fazem parte desse esforço de reorganização. O problema é que a tentativa de imprimir uma identidade própria ao governo encontrou uma folha que já havia cruzado o limite prudencial.

É nessa colisão entre política, administração e dinheiro público que a denúncia ganha dimensão além da eleição. Por trás de cada decreto há uma função exercida dentro do Estado. Pode ser um enfermeiro numa unidade de saúde do interior, um professor diante de uma sala de aula, um policial penal dentro de uma unidade prisional, um servidor deslocado de uma secretaria para outra ou um assessor escolhido para ocupar um cargo de confiança. Colocar todos no mesmo número facilita o discurso político. Separá-los exige auditoria.

A pergunta que agora chega ao TCE não é apenas se o governo de Mailza publicou quase 14 mil atos relacionados a pessoal. É quantas pessoas efetivamente entraram na folha, quais vagas ocuparam, quanto cada decisão acrescentou à despesa, quantos atos corresponderam apenas a trocas internas e quais nomeações ocorreram depois que o Estado já estava acima do limite prudencial.

Essa resposta vai definir o tamanho real do caso. Sem a separação entre novas despesas e movimentações administrativas, o número serve principalmente à campanha. Com a análise individual dos atos, pode revelar se houve expansão da máquina incompatível com a situação fiscal ou se parte relevante da cifra nasceu da soma de procedimentos que não aumentaram o número de servidores.

Mailza governa sob uma folha herdada quase no teto e responde pelas decisões tomadas desde abril. Alan Rick carrega o ônus de provar que a denúncia possui substância para além do impacto de um número de cinco dígitos. No meio dos dois está o Tribunal de Contas, com uma tarefa menos ruidosa que o embate eleitoral e muito mais trabalhosa: separar nome por nome, cargo por cargo, concurso por concurso e descobrir quanto, de fato, cada ato custou ao Acre.

Zequinha Lima reúne lideranças do Juruá em apoio a Alan Rick em Cruzeiro do Sul

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, reuniu lideranças políticas, religiosas e comunitárias do Vale do Juruá, na noite de terça-feira, 4 de agosto, em apoio à candidatura do senador Alan Rick ao Governo do Acre. O encontro, realizado na quadra da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), também marcou a apresentação de Rico Leite, candidato a vice-governador, ao público da região.

Zequinha afirmou que o evento teve como objetivo organizar as lideranças para o início da campanha e apresentar as propostas da chapa. O prefeito declarou acreditar na possibilidade de vitória de Alan Rick ainda no primeiro turno.

“É um encontro de lideranças, no qual temos a oportunidade de falar das propostas de governo e preparar nossa equipe para a campanha. Também é o momento de apresentar oficialmente o nosso candidato a vice-governador, Rico Leite, às principais lideranças do Juruá”, afirmou.

O prefeito acrescentou que, com a definição do candidato a vice, o grupo vai intensificar a mobilização eleitoral na região. “Agora temos a chapa completa e vamos preparar esse ambiente para que o Alan saia vitorioso. Temos condições de vencer essa eleição no primeiro turno”, disse.

Rico Leite falou sobre sua trajetória como empresário e afirmou que pretende levar a experiência da iniciativa privada para uma eventual gestão estadual. Ele disputa pela primeira vez um cargo eletivo.

“Para mim, é uma honra ter sido convidado pelo Alan. Conheço o Alan há muitos anos e sei da seriedade com que faz política. Venho da iniciativa privada, nunca fui candidato a nenhum cargo e acredito que essa experiência pode contribuir para o desenvolvimento do Acre”, declarou.

O candidato a vice-governador também defendeu políticas voltadas à geração de oportunidades e ao crescimento econômico. “Quero ajudar a construir um estado que gere oportunidades, cresça e avance. Estou muito feliz por fazer parte dessa caminhada”, completou.

Alan Rick agradeceu o apoio recebido e afirmou que o Vale do Juruá terá espaço na elaboração do programa de governo. O senador disse que a campanha pretende ouvir moradores e lideranças dos municípios acreanos.

“É uma alegria voltar a Cruzeiro do Sul e receber o carinho de tantas lideranças e de tantas pessoas que acreditam que o Acre pode avançar. Vamos construir esse projeto ouvindo as pessoas e trabalhando para levar desenvolvimento, oportunidades e mais qualidade de vida para todas as regiões do estado”, afirmou.

Participaram do encontro o candidato ao Senado Júnior Feitosa, do DC; o presidente da Câmara de Cruzeiro do Sul, Elter Nóbrega, do PSD; o vice-prefeito de Mâncio Lima, Andinho; e o vice-prefeito de Rodrigues Alves, Neto do Jamilson.

Também estiveram presentes a secretária municipal de Saúde de Rodrigues Alves, Paula Paixão; o presidente do PSD em Cruzeiro do Sul, Luís Padilha; o pré-candidato a deputado federal Coronel Edvan; o pré-candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Rodrigues Alves Jailson Amorim; os vereadores Vlad e Amozildo, de Mâncio Lima; o vereador Neto Dias, de Porto Walter; o ex-deputado estadual e produtor rural Jonas Lima; além de outras lideranças do Juruá.

TRE-AC abre prazo para réplica em ação contra Alan Rick e Zequinha

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre abriu prazo, nesta segunda-feira, 3, para que a Federação União Progressista se manifeste sobre as defesas apresentadas por Alan Rick Miranda e José de Souza Lima, conhecido como Zequinha, em uma ação que apura suposta propaganda eleitoral antecipada durante um evento realizado em Cruzeiro do Sul.

A decisão foi tomada pelo juiz Leandro Leri Gross, relator do processo nº 0600160-32.2026.6.01.0000. A federação terá dois dias para apresentar réplica e responder às questões preliminares levantadas pelas defesas.

No mesmo prazo, Zequinha deverá informar quais provas pretende produzir, especificar os fatos que busca comprovar e justificar a relevância do material para o julgamento. Depois dessas manifestações, o processo retornará ao gabinete do relator.

A representação trata de um evento realizado em 29 de junho, em Cruzeiro do Sul. A federação acusa os representados de promover propaganda eleitoral antecipada por meio do número “10” e da expressão “É 10”, associados à pré-candidatura de Alan Rick.

A ação também questiona uma possível utilização da estrutura pública municipal durante o evento e a posterior divulgação de imagens nas redes sociais. A federação pede o reconhecimento das irregularidades e a aplicação de multa de até R$ 25 mil pela suposta propaganda antecipada.

Em decisão anterior, o relator rejeitou a reunião do processo com outra representação envolvendo as mesmas partes. Os fatos ocorreram em municípios e circunstâncias diferentes, sem risco concreto de decisões conflitantes.

O juiz também apontou que a ação reúne acusações submetidas a procedimentos eleitorais distintos. Uma delas envolve propaganda antecipada, prevista nos artigos 36 e 36-A da Lei das Eleições. A outra trata de possível conduta vedada a agente público, prevista no artigo 73 da mesma legislação.

A abertura do prazo não representa julgamento nem condenação dos envolvidos. O processo permanece na fase de análise das defesas, manifestação da parte autora e definição das provas que poderão ser produzidas.

Wenceslau vê Bocalom fortalecido após convenção e questiona pesquisa AtlasIntel no Acre

O jornalista Rogério Wenceslau afirmou, na manhã desta segunda-feira, 3 de agosto, que a convenção de Tião Bocalom mudou a percepção sobre a força do ex-prefeito de Rio Branco na disputa pelo Governo do Acre. Durante sua análise no Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, o apresentador também questionou a diferença entre os números divulgados pela AtlasIntel e o cenário construído por pesquisas anteriores no estado.

A leitura de Wenceslau partiu das imagens do Ginásio do Sesi lotado na sexta-feira, 31 de julho, durante o ato que oficializou a candidatura de Bocalom ao governo. Para o jornalista, a mobilização retirou o candidato de uma posição secundária no debate eleitoral e obrigou adversários, aliados e observadores da política acreana a reverem suas avaliações.

“Uma multidão lotou o ginásio, muita gente realmente, acho que mais de cinco mil pessoas. Isso reposicionou a candidatura de Tião Bocalom”, declarou.

Wenceslau sustentou que o tamanho do público teve um peso político que ultrapassou a formalidade da convenção. Na avaliação apresentada no programa, o evento mostrou que Bocalom preserva capacidade de mobilização, estrutura partidária e presença entre eleitores que já o acompanharam em outras disputas.

“Muita gente que achava que ele não estava tão forte assim acabou revendo os conceitos e entendendo que é um candidato que está na disputa, que está forte e que o jogo está pareado”, afirmou.

A convenção confirmou o sargento Adônis Souza como candidato a vice-governador e o deputado federal Eduardo Velloso como candidato ao Senado. Ao comentar a formação da chapa, Wenceslau lembrou que Velloso se aproximou do grupo de Bocalom depois de não conquistar espaço para disputar o Senado na composição governista.

Mesmo diante da demonstração de força, o jornalista tratou o cenário como aberto. As convenções ainda estavam em andamento, as candidaturas passariam pelo registro na Justiça Eleitoral e a campanha não havia começado oficialmente. Para Wenceslau, novas alianças e movimentos partidários ainda poderiam alterar a disputa antes de o eleitor entrar em contato direto com a propaganda eleitoral.

Foi nesse ambiente que a pesquisa AtlasIntel, divulgada pelo AC24horas, entrou no centro da análise. No cenário estimulado para o Governo do Acre, Mailza Assis apareceu com 35,2%, Alan Rick com 33,1%, Tião Bocalom com 18,5% e Thor Dantas com 9,7%.

Wenceslau não tratou os números como uma oscilação comum entre levantamentos. Para ele, a pesquisa colocou diante do eleitor uma configuração muito diferente daquela apresentada até então por institutos que acompanharam a corrida estadual.

“Essa pesquisa muda completamente o panorama político. Coloca a situação completamente diferente do que até então a gente imaginava”, disse.

O principal ponto de estranhamento levantado pelo jornalista foi a ascensão de Mailza Assis. Wenceslau comparou o resultado da AtlasIntel com pesquisas divulgadas poucos dias antes, nas quais a governadora aparecia em posição inferior, e questionou quais fatos políticos teriam provocado uma mudança tão rápida na preferência do eleitorado.

“Na pesquisa do AC24horas, a governadora já ultrapassou o pré-candidato Alan. Ela sai da terceira colocação para a primeira colocação em menos de 15 dias”, observou.

A crítica apresentada no Jornal da Manhã não se limitou à posição de Mailza. Wenceslau colocou em dúvida a capacidade dos levantamentos disponíveis de oferecer uma fotografia coerente da disputa, diante das diferenças entre os resultados divulgados por institutos nacionais e locais.

“Ou eu não vi nada do que aconteceu nos últimos dias na política ou todos os institutos de pesquisa da região estão mentindo, e mentindo feio. Das duas, uma”, afirmou.

O jornalista reconheceu que pesquisas eleitorais podem apresentar resultados diferentes. Cada levantamento trabalha com amostras, métodos, períodos de coleta e formas de abordagem próprias. Ainda assim, considerou difícil explicar uma mudança tão ampla em tão pouco tempo sem que um acontecimento político de grande impacto tivesse sido percebido nas ruas, nos partidos ou no debate público.

“Ou a gente não acompanhou nada de política nos últimos dias, que não viu essa mudança toda, ou os institutos de pesquisa do Acre não estão mais servindo para aferir a intenção de voto do eleitor, porque isso coloca de cabeça para baixo tudo que vinha sendo mostrado”, declarou.

Ao recuperar o histórico eleitoral de Bocalom, Wenceslau também pediu cautela na transformação de pesquisas em resultados antecipados. O apresentador lembrou que o político já chegou desacreditado a outras eleições municipais e terminou vencedor.

“No Acre, nós já temos um especialista em desmentir pesquisa. Eu acabei de falar nele, que é o Tião Bocalom. Nas eleições majoritárias que disputou, era dado como derrotado e venceu pelo menos duas”, comentou.

A análise feita por Wenceslau no Jornal da Manhã colocou lado a lado dois elementos que passaram a movimentar a eleição acreana. A convenção mostrou Bocalom cercado por apoiadores e lideranças, enquanto a pesquisa AtlasIntel o manteve distante dos dois primeiros colocados. Para o jornalista, essa diferença precisa ser acompanhada com atenção, porque a força demonstrada em um ato partidário não pode ser confundida automaticamente com intenção de voto, mas também não deve ser ignorada na leitura da campanha.

Wenceslau encerrou a análise defendendo que as pesquisas sejam divulgadas e debatidas, sem que os percentuais sejam tratados como sentença definitiva. Na avaliação do apresentador, a disputa ainda passará pelas convenções, pela campanha nas ruas, pelo confronto de propostas e pelo julgamento direto do eleitor. A resposta final, como ocorre em qualquer eleição, não estará no ginásio nem nas planilhas dos institutos, mas nas urnas.

Zequinha Lima questiona exemplo de candidata que “convive com suspeito de violentar mulheres”

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, elevou o tom ao explicar o afastamento do atual grupo governista e a decisão de apoiar a pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo do Acre. Durante entrevista ao programa “Papo Informal”, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, o prefeito colocou o combate à violência contra a mulher no centro de sua justificativa política.

Questionado sobre os motivos que o levaram a escolher Alan Rick, Zequinha afirmou que o senador é um candidato em quem “as mulheres podem confiar”. Na sequência, sem citar nominalmente a governadora Mailza ou o marido dela, o prefeito dirigiu uma crítica à principal adversária de seu candidato na disputa estadual.

“Eu não sei se eu deveria falar isso aqui, mas as mulheres não merecem ser violentadas. O que é que a candidata do governo hoje pode dar de exemplo para as mulheres se convive com a pessoa que é suspeita de violentar mulheres? O que é que as mulheres podem esperar disso, principalmente aquelas que são violentadas?”, questionou.

Ao fazer a declaração, Zequinha não apresentou detalhes sobre o caso nem mencionou diretamente os nomes das pessoas às quais se referia. Ainda assim, deixou claro que o tema teve peso em sua decisão de romper com o grupo governista e seguir ao lado de Alan Rick.

Para o prefeito, a defesa dos direitos das mulheres precisa ultrapassar os discursos e orientar a postura de quem ocupa ou pretende ocupar cargos públicos.

“As mulheres são a maioria dos eleitores e precisam ter o respeito de todos nós, não só da classe política, mas têm uma importância na sociedade grande no sentido de desenvolvimento. Todo mundo tem que respeitar. Não é porque ela é mulher que eu tenho o direito de bater, de oprimir de maneira nenhuma”, declarou.

Ao concluir o raciocínio, Zequinha afirmou que o Acre precisa mudar a realidade relacionada ao respeito e à segurança das mulheres. Na avaliação dele, Alan Rick reúne as condições para conduzir esse processo e colocar o estado em um “outro patamar”.

Zequinha Lima reafirma apoio a Alan Rick, elogia escolha de vice e promete mobilização no Juruá

O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, reafirmou apoio ao senador Alan Rick na disputa pelo Governo do Acre e anunciou que pretende mobilizar seu grupo político para fortalecer a candidatura na região do Juruá. Em entrevista ao programa “Papo Informal”, apresentado pelo jornalista Luciano Tavares, o gestor defendeu o perfil municipalista do senador, aprovou a escolha do empresário conhecido como Rico para compor a chapa como vice e criticou a atual gestão estadual.

Zequinha afirmou que Alan Rick reúne as condições necessárias para conduzir o Acre a uma nova fase de desenvolvimento. Para o prefeito, um dos principais diferenciais do senador está na relação construída com as prefeituras e na distribuição de recursos para diferentes cidades do estado.

“O Alan tem usado as emendas dele e tem botado essas emendas em todos os municípios do Acre”, afirmou.

Na avaliação do prefeito, os principais problemas enfrentados pela população estão concentrados nas cidades e precisam ser tratados por um governo que mantenha diálogo permanente com os gestores municipais. Ele também disse que Alan Rick assumiu o compromisso de trabalhar com todos os prefeitos, independentemente das alianças partidárias formadas durante a eleição.

A escolha do empresário Rico como pré-candidato a vice-governador também recebeu o apoio de Zequinha. Embora tenha afirmado que ainda não o conhece pessoalmente, o prefeito disse considerar positiva a trajetória do empresário, marcada pela origem humilde, pela atuação no setor privado e pela geração de empregos.

Para Zequinha, a experiência empresarial pode complementar a articulação política de Alan Rick e contribuir para a construção de medidas voltadas ao crescimento econômico do estado.

“A gente precisa criar os meios e as condições políticas para que o Estado possa crescer, e o empresário vai ajudar a criar esses mecanismos, apontar caminhos para que as pessoas possam melhorar de vida”, declarou.

Durante a entrevista, o prefeito também direcionou uma mensagem ao eleitorado feminino e afirmou que Alan Rick é um candidato em quem as mulheres podem confiar. Sem mencionar nomes, Zequinha criticou a atual gestão estadual e questionou a postura da candidatura apoiada pelo governo diante de suspeitas de violência contra mulheres envolvendo uma pessoa próxima ao grupo político.

A declaração foi apresentada pelo prefeito como um dos motivos para defender uma mudança no comando do Executivo estadual. Zequinha afirmou que as mulheres precisam ser respeitadas pela classe política e associou a candidatura de Alan Rick a esse compromisso.

Com mais de 64 mil eleitores em Cruzeiro do Sul, o prefeito disse que pretende participar diretamente da campanha e ampliar a presença do senador entre os diferentes grupos políticos da região. A estratégia será vincular o nome de Alan Rick aos cinco pré-candidatos a deputado federal apoiados pelo grupo comandado por Zequinha.

“O material que nós vamos distribuir dos candidatos a deputados federais é o material com o nome do Alan. Todas as reuniões que nós vamos fazer em Cruzeiro do Sul com esses candidatos, lá vai estar o nome do Alan como candidato a governador”, explicou.

A expectativa do prefeito é reunir eleitores de diferentes candidaturas proporcionais em torno do mesmo nome para o Governo do Acre. Com a mobilização, Zequinha pretende transformar Cruzeiro do Sul e os demais municípios do Juruá em uma das principais bases eleitorais de Alan Rick na disputa estadual.

Confira a entrevista completa:

Roberto Duarte confirma candidatura à reeleição e cobra investigação de atentado contra Chico Melo

O deputado federal Roberto Duarte confirmou nesta sexta-feira, 31, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, que disputará a reeleição pelo Republicanos. O parlamentar também defendeu a candidatura do senador Alan Rick ao governo do Acre, criticou a judicialização da disputa eleitoral e cobrou uma resposta rápida das autoridades sobre o atentado contra o jornalista Chico Melo.

Duarte afirmou que seu nome foi aprovado na convenção do Republicanos e que a aliança política foi construída ao longo dos últimos dois anos. A chapa majoritária reúne Alan Rick como candidato ao governo, Mara Rocha na disputa pelo Senado e o senador Sérgio Petecão entre os aliados.

“O nosso nome também já está oficializado como candidato à reeleição ao cargo de deputado federal. Isso foi uma construção que nós fizemos ao longo dos últimos dois anos, que dependeu de muito diálogo e muita conversa”, declarou.

O deputado disse que o grupo pretende concentrar a campanha em propostas para geração de emprego e renda, saneamento, educação e segurança pública. Segundo ele, Alan Rick não apresentará promessas de resolver todos os problemas do estado.

“O Alan não vai vir a público para dizer que vai resolver todos os problemas do Acre, porque isso é mentir para a população. Mas o Alan tem propostas que podem mudar a história do Acre”, afirmou.

Na área da segurança, Duarte defendeu a participação conjunta do governo estadual, Ministério Público, Poder Judiciário e Defensoria Pública. Ele também afirmou que o grupo pretende enfrentar a atuação das organizações criminosas. Sem citar nomes ou apresentar provas durante a entrevista, o parlamentar falou sobre uma possível relação entre integrantes de facções e agentes políticos.

“Nós não podemos mais aceitar. É inadmissível que hoje as facções comandem o estado do Acre. É inadmissível a interligação das facções com políticos. Isso tem que mudar”, disse.

Duarte também criticou o número de ações eleitorais apresentadas contra integrantes do grupo de Alan Rick. Segundo o deputado, foram protocoladas mais de 30 representações durante a pré-campanha. Ele afirmou que a judicialização prejudica o debate político e dificulta o contato dos candidatos com os eleitores.

“Isso deixa a gente muito triste, porque atrapalha a democracia e atrapalha o eleitor de escolher o seu candidato ou o candidato mais preparado. Eu acredito que nós recebemos mais de 30 representações”, declarou.

O parlamentar afirmou que o grupo procurou o Ministério Público Eleitoral, a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal para pedir equilíbrio na disputa. Duarte também citou a saída de moradores do Acre em busca de emprego em outros estados como um dos principais problemas que deverão ser discutidos durante a campanha.

“São mais de 30 mil acreanos que deixaram o Acre nos últimos anos, e nós não podemos mais aceitar isso calados. Precisamos fazer essa mudança para trazer de volta os acreanos que estão em outros estados atrás de oportunidades”, afirmou.

Outro tema da entrevista foi o atentado contra o jornalista Chico Melo. Duarte informou que seu gabinete protocolou um pedido para que a Polícia Federal acompanhe o caso. O deputado defendeu a liberdade de imprensa e afirmou que críticas devem ser respondidas pelos meios legais, nunca com violência.

“Repressão, jamais. Nós precisamos de liberdade, independentemente de ela ser crítica ou não. Se houver fake news, você combate dentro do poder correspondente, mas violência, jamais”, declarou.

Duarte cobrou rapidez nas investigações e disse que pretende solicitar uma nova audiência com a Superintendência da Polícia Federal no Acre. O parlamentar também afirmou que buscará informações no Ministério Público e na Polícia Civil.

“A polícia precisa dar uma resposta, a Justiça precisa dar uma resposta, e essa resposta tem que ser rápida. Não pode demorar e tem que ser exemplar para que isso não aconteça mais”, disse.

O deputado afirmou que as investigações devem alcançar todos os envolvidos, inclusive possíveis mandantes, caso essa participação seja comprovada. “Nós vamos buscar os responsáveis por isso, todos, sem exceção. Se houver comando, nós vamos buscar quem deu o comando”, declarou.

Ao encerrar a entrevista, Duarte afirmou que manterá as agendas no Vale do Juruá e nos demais municípios do Acre durante a campanha. Ele disse ter percorrido todas as regiões do estado durante o mandato e defendido o envio de recursos para as prefeituras.

“Eu procurei, neste mandato, andar em todos os municípios, dialogando com a população e trazendo recursos também para todos os municípios. Enquanto eu estiver na política, vou estar pronto para servir ao próximo”, afirmou.

Sargento Adonis diz que escolha de Bocalom fortalece o Juruá

O primeiro-sargento da Polícia Militar Adonis Souza afirmou nesta segunda-feira, 27 de julho, que aceitou o convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Tião Bocalom por acreditar que a composição abre espaço para o Vale do Juruá dentro de um projeto estadual. Em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Integração FM, em Cruzeiro do Sul, ele prometeu uma campanha feita nas ruas, nos rios e nas comunidades, negou qualquer briga com o senador Alan Rick e defendeu a experiência administrativa do pré-candidato ao governo.

Ainda assimilando a mudança provocada pelo anúncio, Adonis falou sobre o momento político e pessoal que vive. “Eu estou feliz. Confesso que a ficha ainda está em processamento para definitivamente cair. Ainda estou vivenciando esse estado de emoção”, afirmou.

Antes de tratar da disputa eleitoral, o sargento prestou solidariedade ao jornalista Chico Melo, vítima de violência dentro da própria casa. Adonis lembrou que os dois são amigos há mais de 20 anos e estudaram Letras Vernáculas na Universidade Federal do Acre. Com quase 24 anos de serviço na Polícia Militar, ele condenou o ataque e defendeu o combate ao crime dentro dos limites da lei.

“A gente sempre combateu o crime de forma muito firme, porém respeitando a dignidade da pessoa humana. Eu repudio todo e qualquer tipo de violência e quero mandar um abraço para o nosso amigo Chico Melo”, declarou.

Ao explicar como pretende contribuir com a chapa, Adonis recorreu à imagem de uma campanha distante dos gabinetes e próxima das pessoas. Ele afirmou que pretende percorrer Cruzeiro do Sul, os demais municípios do Juruá e todas as regiões do Acre.

“Nós vamos continuar gastando solado de sapato. Vamos subir rios, descer rios, subir barrancos, descer barrancos, andar em trilhas dentro da mata e dentro de igarapés. Estaremos nesse projeto de corpo, alma e também com os pés no chão”, disse.

A escolha de um nome de Cruzeiro do Sul para a vaga de vice foi apresentada por Adonis como um gesto político em favor do interior. “Tião Bocalom faz um golaço quando escolhe um filho do Juruá para compor sua chapa como vice-governador. Ele dá um presente para a região do Vale do Juruá”, afirmou.

O sargento também chamou atenção para sua condição de servidor público e para a posição que ocupa dentro da Polícia Militar. Sem mandato e sem grande estrutura financeira, ele disse que sua escolha foge do perfil normalmente procurado para completar uma chapa majoritária.

“Como é que ele escolhe um servidor público que não ostenta nenhum poderio econômico? Ele escolhe uma pessoa que é militar, mas de uma graduação considerada baixa. Poderia ter escolhido um coronel”, declarou.

Adonis afirmou que recebeu o convite com responsabilidade e que pretende estudar as necessidades do Juruá, sem limitar sua atuação à região onde nasceu e construiu sua trajetória política. “Nós somos filhos daqui, mas precisamos andar por todo o estado do Acre e construir projetos que possam melhorar a vida das pessoas”, disse.

Durante a entrevista, ele defendeu a experiência de Bocalom como professor, vereador, prefeito de Acrelândia, secretário estadual de Agricultura, presidente da Emater e prefeito de Rio Branco. Para Adonis, essa trajetória permitirá que a chapa apresente ações já experimentadas na administração pública.

“Os nossos concorrentes vão apresentar propostas. Tião Bocalom vai apresentar um projeto consolidado de gestão que já deu certo”, afirmou.

A mudança de grupo político também esteve entre os principais pontos da conversa. Adonis manteve proximidade com Alan Rick e participou de disputas eleitorais ao lado do senador. Agora, os dois estarão em projetos diferentes na corrida pelo Governo do Acre. O sargento negou que a decisão tenha provocado rompimento pessoal.

“Foi uma decisão tomada com equilíbrio, pautada em princípios e coerência. Eu não estou em briga com o Alan de forma alguma”, declarou.

Adonis acrescentou que considera legítimo Alan Rick defender a própria candidatura e reivindicou o mesmo direito de escolha. “É normal ele seguir o caminho dele e defender aquilo em que acredita, como também é legítimo eu fazer minhas escolhas e seguir o projeto em que acredito. Não existe nenhuma animosidade entre mim e o senador”, afirmou.

A entrevista concentrou-se mais na formação da chapa, na representação do Juruá e no perfil de campanha do que em propostas detalhadas de governo. Adonis falou em melhorar a vida da população e impulsionar a economia do Acre, mas não apresentou metas, prazos ou programas específicos para áreas como saúde, educação, segurança, produção rural e infraestrutura.

A maneira como pretende exercer a política foi resumida em uma das declarações mais fortes da entrevista. “A política é para servir. Política é um sacerdócio, é a arte de servir bem as pessoas”, disse.