O presidente da Câmara Municipal de Cruzeiro do Sul, vereador Elter de Queiroz Nóbrega (PP), relatou na tribuna da Casa que um integrante da segurança da governadora Mailza Assis retirou a mesa ocupada por uma família após uma procissão no município. Conforme o parlamentar, o segurança teria informado que a governadora precisava da mesa. Elter não presenciou o episódio e afirmou ter recebido o relato de um amigo que estava no local com a família. A Câmara de Cruzeiro do Sul confirma Elter Nóbrega como atual presidente do Legislativo municipal.
O caso teria ocorrido depois do encerramento da procissão. O homem citado por Elter seguiu para uma barraca com a família para jantar. Já havia pedido refrigerante e aguardava o churrasco quando o segurança chegou ao local e retirou a mesa que o grupo estava usando.
“Chegou um segurança da governadora e disse pra ele que a governadora estava precisando daquela mesa. Pegou a mesa e levou a mesa sem autorização da pessoa e o rapaz ficou com os pratos na mão e o refrigerante lá”, declarou Elter Nóbrega.
O presidente da Câmara evitou responsabilizar Mailza Assis pela retirada da mesa. Na própria fala, disse não acreditar que a ordem tenha partido da governadora. Mailza ocupa atualmente o governo do Acre, condição confirmada pelo portal oficial do Estado e por atos assinados por ela em agosto de 2026.
“Eu não acredito que a governadora tenha solicitado isso. Espero que não tenha, porque um negócio desse é um absurdo”, afirmou o vereador.
Elter contou que a filha do homem ficou revoltada com a situação e questionou o pai sobre a retirada da mesa. O vereador afirmou que o amigo preferiu não reagir e considerou acertada a decisão de evitar um confronto naquele momento.
Durante o pronunciamento, o presidente da Câmara também afirmou que outras pessoas teriam enfrentado situação semelhante no mesmo local. Ele não informou quantas mesas foram retiradas, não identificou os demais envolvidos e não apresentou elementos que permitam confirmar se a retirada ocorreu por determinação da governadora ou por iniciativa da equipe responsável pela segurança.
A cobrança de Elter foi direcionada principalmente aos vereadores que mantêm alinhamento político com o governo estadual. Ele pediu aos colegas que levem o episódio ao conhecimento de Mailza Assis para que a governadora saiba o que teria ocorrido durante o evento.
“A Constituição Federal diz que todos nós somos iguais, independentemente de cargo, função, cor, religião”, disse Elter ao criticar o tratamento dispensado à família.
O episódio permanece baseado no relato levado à tribuna pelo presidente da Câmara. A própria manifestação de Elter separa a conduta atribuída ao segurança de uma eventual ordem de Mailza Assis: o vereador criticou a retirada da mesa, mas disse não acreditar que a governadora tenha solicitado a medida.
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