Cesário Braga diz que pré-candidatura à Aleac quer romper “silêncio” da Assembleia no Acre
O pré-candidato a deputado estadual Cesário Braga (PT) afirmou nesta sexta-feira (5), durante entrevista ao Jornal da Manhã, que pretende disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para cobrar mais fiscalização do poder público e ampliar o debate sobre economia, saúde, educação e direitos dos trabalhadores. Ao justificar a pré-candidatura, ele disse que a Casa vive um “silêncio sepulcral” diante de problemas que atingem a população em diferentes regiões do estado.
Na entrevista, Cesário centrou a fala na crise econômica do Acre e defendeu uma agenda voltada à geração de emprego e renda. Segundo ele, o estado perdeu capacidade de reter a própria população, que hoje busca oportunidades fora, e precisa retomar uma estratégia de desenvolvimento baseada na agricultura familiar, na agroindustrialização e na melhoria da infraestrutura para escoar a produção. Para o petista, a discussão sobre o futuro econômico do Acre tem ficado em segundo plano no debate político.
O pré-candidato também fez críticas à condução de serviços públicos. Na saúde, afirmou que a falta de transparência na regulação de consultas e cirurgias abre espaço para interferência política e prejudica quem espera atendimento pelo SUS. Na educação, questionou o modelo das escolas militares e disse que o sistema público não pode operar com padrões diferentes de acesso entre alunos. Ele ainda citou a situação dos ramais como um dos entraves ao crescimento econômico, ao apontar que a falta de responsabilidade compartilhada entre os entes públicos trava quem produz no interior.
Ao tratar do cenário político, Cesário disse que a pré-candidatura nasce para representar o campo progressista no Acre e dialogar com setores que, segundo ele, não se sentem contemplados pela direita. Ele afirmou que pretende manter a defesa das liberdades individuais, dos direitos trabalhistas e das organizações sindicais, cooperativas e movimentos comunitários. Também declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à pré-candidatura de Jorge Viana ao Senado, além de dizer que seu nome ao governo do estado é Thor Dantas (PSB).
Para ele, a eleição de 2026 precisa discutir menos o embate entre lulismo e bolsonarismo e mais os problemas concretos do Acre. No fim da entrevista, o petista fez um apelo contra a compra de votos e afirmou que candidaturas baseadas em dinheiro não representam a classe trabalhadora. “Não venda seu voto”, disse, ao defender que o eleitor rejeite práticas que, segundo ele, se repetem em períodos eleitorais.