Terremoto de magnitude 6,7 atinge o sul do Peru

Um terremoto de magnitude 6,7 atingiu o sul do Peru nesta quinta-feira (20), com epicentro na região de Ayacucho. O tremor ocorreu por volta das 13h, no horário local, e foi sentido em diferentes pontos do país, incluindo áreas distantes do local do abalo. Não havia registro de mortos ou feridos nas primeiras horas após o terremoto.

O epicentro foi localizado a cerca de 38 quilômetros a noroeste de Upahuacho, na província de Parinacochas, a aproximadamente 800 quilômetros de Lima. A profundidade calculada foi de 66,7 quilômetros.

Uma segunda medição feita no Peru calculou magnitude 7,2, com epicentro a 35 quilômetros ao norte de Coracora e profundidade de 108 quilômetros. Diferenças entre estimativas podem ocorrer após terremotos devido aos métodos e às redes de monitoramento utilizados nos cálculos.

A população sentiu o tremor em regiões como Ica, Arequipa, Cusco e Apurímac. Em Lima, o movimento também foi percebido, principalmente em edifícios mais altos.

Não houve emissão de alerta de tsunami para a costa peruana. Autoridades mantiveram o monitoramento das áreas atingidas para verificar possíveis danos provocados pelo terremoto.

O Peru está localizado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, região marcada pelo encontro de placas tectônicas e por intensa atividade sísmica. Terremotos são registrados com frequência no país.

Acre embarca 27 toneladas de carne bovina para o Peru e abre nova frente de exportação

O Acre abriu nesta terça-feira, 19 de maio, uma nova rota de exportação de carne bovina com o embarque de 27 toneladas produzidas pelo Nosso Frigorífico e destinadas a Lima, no Peru. A carga saiu de Rio Branco no fim da tarde e deve chegar à capital peruana em até três dias, ampliando a presença da proteína animal acreana no mercado internacional poucos dias depois do primeiro envio da empresa para Singapura.

A operação marca o início de uma sequência de seis carregamentos para o mercado peruano. Murilo Leite, sócio do Nosso Frigorífico e presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Estado do Acre, afirmou que os demais embarques estão programados para o próximo mês. “Os demais seguem no mês que vem”, disse.

O novo fluxo comercial reposiciona parte da carne que antes era enviada principalmente para estados do Sudeste e do Nordeste. A estimativa do setor é que 70% da produção processada pelos frigoríficos acreanos vinha sendo comercializada para outros estados brasileiros, enquanto 30% permaneciam no mercado local. Agora, uma parcela desse volume começa a atravessar as fronteiras do país em busca de novos compradores.

O avanço sobre o mercado peruano ocorre em um momento de expansão das exportações acreanas. Reportagem publicada na última semana informou que o Nosso Frigorífico havia embarcado o primeiro contêiner de carne bovina do estado para Singapura, num movimento de diversificação que levou a empresa de cinco para 17 países atendidos, com meta de chegar a 25 até o fim de 2026. A unidade industrial emprega diretamente 450 trabalhadores e mantém busca por mais profissionais para ampliar a produção.

A abertura do mercado peruano para a carne bovina acreana tem um histórico anterior. Em dezembro de 2022, o governo do Acre anunciou a autorização para exportação de carne suína e bovina ao Peru, com validade de três anos. Em abril deste ano, novas articulações federais voltaram a tratar da ampliação de mercados para as carnes produzidas no estado, incluindo negociações para Chile e Vietnã, enquanto o Peru seguia como destino estratégico para a proteína animal acreana.

No caso do Peru, o desafio comercial passa também pelo perfil de consumo. O país vizinho mantém consumo per capita mais elevado de carne de frango e suína, enquanto a bovina ainda ocupa espaço menor na dieta da população. A aposta do setor frigorífico acreano é crescer nesse mercado com oferta regular, proximidade logística e expansão da presença regional da carne produzida no estado. “Essa carne era comercializada em outros estados do país, mas agora está ampliando a presença do trabalho do produtor de carne do Acre e do trabalhador da indústria do Acre em outros lugares do mundo”, afirmou Murilo Leite.