Líderes rurais cobram ramais e saúde na Transacreana, e Alysson promete ampliar presença da prefeitura

Melhorias em ramais, acesso à saúde, apoio à produção e mais presença do poder público nas comunidades mais distantes marcaram a reunião entre o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, e lideranças rurais da Transacreana neste sábado. Ao ouvir as reivindicações, o gestor afirmou que a prefeitura pretende ampliar a atuação na região e acompanhar de perto as necessidades apresentadas pelos moradores.

O encontro reuniu líderes comunitários, presidentes de ramais e produtores rurais, que relataram dificuldades antigas enfrentadas por famílias da zona rural. Entre os principais pontos levados ao prefeito estavam as condições de acesso, a necessidade de suporte à produção rural e a oferta de serviços básicos em áreas mais afastadas de Rio Branco.

Durante a agenda, Alysson afirmou que a escuta direta das comunidades é necessária para identificar os problemas mais urgentes e dar encaminhamento às demandas. O prefeito também destacou o peso da Transacreana para a economia do município e disse que a presença da administração precisa ir além de visitas pontuais, com ações voltadas ao desenvolvimento da zona rural.

As lideranças aproveitaram a reunião para reforçar cobranças sobre localidades que, segundo elas, seguem com atendimento insuficiente do poder público. Entre os relatos, apareceram dificuldades em trechos de ramais e queixas sobre o acesso a serviços de saúde, especialmente em pontos mais distantes.

Para os representantes das comunidades, a visita abre espaço para uma relação mais direta com a prefeitura e ajuda a transformar reclamações antigas em pautas concretas de trabalho. A avaliação é que a presença do prefeito no local aproxima a gestão da realidade de quem vive e produz na Transacreana.

Depois da reunião, Alysson participou de um café da manhã com moradores e acompanhou a 15ª Cavalgada da Transacreana, evento tradicional da região que reuniu produtores, famílias e representantes comunitários.

Valéria Lima cobra mais voz do Acre em Brasília e mira candidaturas sem vínculo com Cruzeiro do Sul

A vereadora Valéria Lima subiu o tom do debate político em Cruzeiro do Sul ao cobrar mais representação do Acre em Brasília e fazer um alerta direto ao eleitorado sobre as eleições de 2026. Em discurso voltado para problemas do interior, ela questionou a efetividade de parlamentares e pré-candidatos sem ligação com a realidade local e resumiu a cobrança em uma frase que atravessou toda a fala: “Muito cuidado com as suas escolhas. Muito cuidado com seus votos, porque votos errados é mais desemprego, voto errado é mais difícil ainda o ramal melhorar. Voto errado acaba com a cidade.”

A fala juntou crítica política e cobrança por resposta concreta para demandas antigas do município. Ao mencionar o deputado federal Nikolas Ferreira, Valéria afirmou que não tinha restrição pessoal ao parlamentar, reconheceu sua força eleitoral, mas contestou o que uma liderança de fora pode entregar para a região. “Nada contra o Nicolas. O cara deve ser uma máquina mesmo. O cara foi eleito. O deputado federal mais votado do Brasil entrou na história. O cara deve ser bom mesmo. Mas ele deve ser bom na cidade dele. Belo Horizonte, Minas Gerais. Não sei, eu não acompanho. Mas ele deve ter uma grande repercussão. Realmente muito grande. Ao público jovem, eu quero saber o que é que ele vai trazer pra cá.”

A partir daí, a vereadora transferiu o foco para os problemas que, segundo ela, seguem sem voz suficiente no Congresso. “Eu quero saber o que é que ele vai trazer pra cá. Porque até então eu votei em deputados federais. Esses deputados federais eles não falam lá não. Lá em Brasília, a situação dos nossos ramais, a situação que estamos vivendo na questão da fiscalização muito grande em relação à Amazônia, a falta de emprego que tem na nossa cidade, a falta de políticas públicas pros rios.” Em outro trecho, levou a crítica para a vida de comunidades ribeirinhas e áreas periféricas. “Os rios são navegáveis. É perigoso. Entra no Valparaíso. A população do Valparaíso mora no rio. O rio passa ali em frente, mas não tem água pra beber.”

O discurso avançou sobre a precariedade da infraestrutura em Cruzeiro do Sul, com menção direta a trapiches e pontes. “Nós estamos em 2026. As pessoas moram no trapiche caindo. É toda terça e quinta pedindo por trapiche. Agora que começaram a construir, as pontes são de madeira. Olha o que se gasta com pontes de madeira.” Ao associar esses problemas à ausência de representação efetiva, Valéria reforçou a crítica à bancada federal e ao distanciamento entre Brasília e o cotidiano de quem vive no interior.

A vereadora também mirou o cenário pré-eleitoral e disse que o Acre deve receber candidatos que não têm relação permanente com a cidade. “Vai vir muitos candidatos pra cá. Vai ver candidatos a deputados federais que nem daqui são. Aí você pergunta assim o que foi que a pessoa fez. Nada.” Na avaliação dela, o mandato precisa nascer de vínculo real com a população e não de uma passagem eleitoral. “Não tem condições de fazer política pública pensando que vai se candidatar. Chega aqui e se candidata. Ganha e some.”

No fim da fala, Valéria transformou o discurso em apelo político e emocional. “Sabe como é que se faz política pública? Com contato. Que é isso que nós fazemos. Se faz política pública com vínculo. Se faz política pública com amor, com empatia.” Em seguida, afirmou que o problema atinge diretamente as famílias da cidade. “Se eu não tenho vínculo, eu não tenho por que ter empatia com a população. E sabe quem sofre é a minha filha. São os filhos de vocês. É a nossa população.”

Assista: