Rio Branco amplia vacinação antirrábica até novembro

A Prefeitura de Rio Branco iniciou nesta segunda-feira (13) uma campanha itinerante de vacinação antirrábica para cães e gatos em diferentes regiões da capital. A ação, coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde, seguirá até novembro para facilitar o acesso dos tutores, aumentar a cobertura vacinal e prevenir a transmissão da raiva.

A primeira etapa ocorre no Arasuper Tangará até sexta-feira (17), com atendimento das 8h às 12h. A vacinação é gratuita e destinada a cães e gatos com pelo menos três meses de idade.

Um trailer instalado em frente à Unidade de Referência de Atenção Primária Francisco Roney Meireles também funciona como ponto fixo. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, no mesmo horário, das 8h às 12h.

Após a passagem pelo Tangará, as equipes atenderão no Arasuper Isaura Parente, de 20 de julho a 7 de agosto, e no Arasuper Betel, de 10 a 28 de agosto. A campanha seguirá pelo Arasuper Sobral, de 31 de agosto a 18 de setembro, e pelo Arasuper Aviário, de 21 de setembro a 9 de outubro.

Em outubro, a vacinação será realizada no Arasuper 6 de Agosto, entre os dias 12 e 23, e no Arasuper Amapá, de 26 de outubro a 6 de novembro. A última etapa ocorrerá no Aramix Vila Acre, de 9 a 20 de novembro.

“Ao levarmos a vacinação para pontos estratégicos da cidade, conseguimos atender mais tutores, ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a prevenção contra a raiva”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Rennan Biths.

Os cães devem ser levados com coleira e guia. A focinheira deve ser usada quando necessária. Os gatos precisam ser transportados em caixas ou recipientes seguros. Os tutores também devem apresentar a carteira de vacinação do animal. Quem não possuir o documento receberá uma nova carteira gratuitamente.

A raiva é uma zoonose que pode ser transmitida aos seres humanos e apresenta alta letalidade após o aparecimento dos sintomas. A vacinação de cães e gatos é a principal forma de prevenção da doença e protege tanto os animais quanto a população.

Cruzeiro do Sul cria programa de vacinação nas escolas públicas

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul instituiu um programa de vacinação nas escolas públicas para ampliar a cobertura vacinal de crianças e adolescentes. O decreto foi assinado pelo prefeito Zequinha Lima e publicado na sexta-feira, 10 de julho, com ações integradas entre as secretarias municipais de Saúde e Educação.

O atendimento será destinado prioritariamente aos estudantes da educação infantil e do ensino fundamental matriculados em escolas públicas ou instituições que recebem recursos públicos. Alunos do ensino médio e superior, além de outros integrantes da comunidade escolar, também poderão ser incluídos, conforme a disponibilidade de vacinas e as normas do Programa Nacional de Imunizações.

As atividades serão organizadas pela Coordenação Municipal de Imunização, pelas Unidades Básicas de Saúde e pelo Programa Saúde na Escola. A previsão é que a vacinação seja realizada pelo menos uma vez por ano, com possibilidade de novas ações durante campanhas específicas ou buscas ativas por estudantes com doses atrasadas.

As escolas deverão avisar os pais ou responsáveis com antecedência mínima de cinco dias. Para menores de 18 anos, a aplicação das vacinas dependerá de autorização e da apresentação da caderneta de vacinação. Na ausência do documento, as equipes poderão consultar os sistemas oficiais e emitir um novo cartão.

O decreto também determina que as unidades de ensino enviem, no início de cada ano letivo, uma cópia digital ou fotografia da carteira de vacinação dos estudantes à Unidade Básica de Saúde responsável pela região. A medida permitirá o acompanhamento da situação vacinal e a convocação de alunos que precisem atualizar as doses.

O secretário municipal de Saúde, Rafael Gomes, afirmou que a integração entre as áreas de Saúde e Educação facilitará o acesso às vacinas e ajudará a proteger os estudantes e a comunidade escolar.

Produtores rurais interditam BR-364 e cobram recuperação de ramais em Cruzeiro do Sul

Produtores rurais interditaram um trecho da BR-364, em frente à Escola Santa Rita, após a Vila Lagoinha, em Cruzeiro do Sul, nesta segunda-feira, 13, em protesto contra o atraso no início das obras de recuperação dos ramais. Os manifestantes afirmam que o Governo do Acre e o Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre) não cumpriram o acordo firmado com as comunidades e exigem o início imediato dos serviços.

O bloqueio interrompeu o tráfego na rodovia e reuniu moradores de comunidades rurais que dependem dos ramais para escoar a produção agrícola, transportar estudantes e garantir o acesso a serviços de saúde e ao comércio. Durante a manifestação, cartazes cobravam explicações sobre a aplicação dos recursos destinados à infraestrutura rural e direcionavam críticas ao chefe da Casa Civil, Madson Cameli, esposo da governadora Mailza Assis, e ao deputado estadual Zezinho Barbary. Em uma das faixas, os manifestantes perguntam: “Madson, cadê nosso dinheiro dos ramais?”. Em outra, questionam: “Zezinho Barbary, cadê o asfalto do Ramal 2?”.

O protesto ocorre em meio ao aumento da pressão de produtores rurais em diferentes regiões do Acre pela recuperação das estradas vicinais. Nas últimas semanas, agricultores e lideranças comunitárias intensificaram as cobranças ao governo estadual, alegando que a demora na execução da Operação Verão compromete o transporte da produção, dificulta a mobilidade das famílias e gera prejuízos econômicos. O tema também tem sido debatido na Assembleia Legislativa, onde produtores cobram maior fiscalização sobre a aplicação dos recursos destinados aos ramais e mais agilidade na execução das obras.

Em março deste ano, o Deracre apresentou a representantes de sindicatos rurais e lideranças de Cruzeiro do Sul o planejamento para recuperação dos ramais da região durante o período de estiagem. Os produtores, no entanto, afirmam que os serviços ainda não começaram nos trechos considerados prioritários, motivo que levou à interdição da BR-364 como forma de pressionar o Estado.

A recuperação dos ramais é considerada essencial para a economia do Vale do Juruá, onde milhares de famílias dependem das estradas vicinais para transportar a produção agrícola, acessar escolas, unidades de saúde e manter o abastecimento das comunidades rurais.

Até o momento, o Governo do Acre e o Deracre não haviam informado quando os serviços reivindicados pelos manifestantes serão iniciados na região.